O Sporting de Braga e o seu presidente, António Salvador, foram esta quarta-feira absolvidos no âmbito da Operação Éter pelo Tribunal da Relação do Porto, depois de terem sido condenados em primeira instância, informou o clube.
“O Sporting de Braga e a sua direção tomaram conhecimento da decisão absolutória do clube e do seu presidente, António Salvador, no âmbito da Operação Éter, congratulando-se com a posição adotada pelo Tribunal da Relação do Porto, que, revogando a decisão da primeira instância, fez justiça e permite repor o bom nome dos envolvidos”, informa o clube minhoto em comunicado.
Ainda segundo a mesma nota, “o Sporting de Braga e o seu presidente sempre afirmaram e pugnaram pela transparência e legalidade em todo o processo administrativo em causa e, assim, a sua inocência”.
A decisão é consequência do recurso da sentença que condenou o clube ao pagamento de 18 mil euros e à condenação de António Salvador a 15 meses de prisão, com pena suspensa, por falsificação de documentos, no âmbito do julgamento da Operação Éter, em setembro de 2024.
O Sporting de Braga reagiu então anunciando que ia recorrer da decisão condenatória, considerando-a “completamente injusta e sem qualquer fundamento”.
O então presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP) de 2009 a janeiro de 2019 era o principal arguido no processo, que se centra nos crimes alegadamente cometidos por Melchior Moreira através desta entidade, nomeadamente em ofertas públicas de emprego, nas relações com o futebol, em ajudas de custo/fundo maneio, em férias no Algarve e nos negócios com a empresária da área da comunicação e também arguida Manuela Couto.
Melchior Moreira foi então condenado a sete anos de prisão por 29 crimes.
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