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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, saudou esta quinta-feira a validação definitiva pelos líderes europeus de um empréstimo de 90 mil milhões de euros ao país em guerra com a Rússia desde fevereiro de 2022.
“Este pacote reforçará o nosso exército, tornará a Ucrânia mais resiliente e permitir-nos-á cumprir as nossas obrigações sociais para com os ucranianos”, afirmou numa mensagem publicada nas redes sociais.
Today is an important day for our defense and for our relations with the European Union. The European support loan for Ukraine has been unblocked – €90 billion over two years. This package will strengthen our army, make Ukraine more resilient, and enable us to fulfill our social…
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) April 23, 2026
“É importante que a Ucrânia obtenha este nível de certeza financeira, após mais de quatro anos de guerra em grande escala“, acrescentou, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
Zelensky chegou esta quinta-feira a Chipre para participar numa cimeira informal da União Europeia (UE), após a validação definitiva do empréstimo à Ucrânia. O empréstimo foi desbloqueado após o levantamento do veto da Hungria e da Eslováquia, que o tinham bloqueado até ao fornecimento de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, entretanto restabelecido.
Hungria e Eslováquia dão ‘luz verde’ a empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia
O acordo prevê que os fundos sejam disponibilizados ao longo de 2026 e 2027 para financiar a defesa e as despesas estruturais do Estado ucraniano. Zelensky deverá participar em Chipre no encontro de chefes de Estado e de Governo, em que Portugal vai estar representado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
O líder ucraniano deverá também manter reuniões bilaterais com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse o seu porta-voz, Sergii Nykyforov.
A cimeira informal, que decorre entre esta quinta-feira e sexta-feira sob a presidência rotativa cipriota do Conselho da UE, centra-se na segurança energética e na arquitetura de defesa europeia. A participação presencial de Zelensky em Nicósia, em vez da habitual intervenção por videoconferência, surge num momento em que Kiev procura acelerar o processo de integração europeia.
Zelensky defendeu durante o voo para Chipre que a Ucrânia merece uma adesão plena à UE e não uma integração simbólica. “Sejamos justos. A Ucrânia não precisa de uma adesão simbólica à UE. A Ucrânia defende-se a si própria e defende, sem dúvida, a Europa (…), não simbolicamente, mas realmente”, ao combater a invasão russa, afirmou.
“Merecemos uma plena adesão à UE”, acrescentou, ao reagir a uma notícia do jornal britânico Financial Times, segundo a qual a França e a Alemanha pretendem oferecer, nesta fase, apenas vantagens simbólicas à Ucrânia.