Acompanhe o nosso artigo em direto sobre a guerra na Ucrânia
A Hungria e a Eslováquia deixaram esta quarta-feira cair o veto ao empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, bem como ao 20.º pacote de sanções à Rússia, permitindo à União Europeia (UE) concretizar tais medidas.
Fontes europeias indicaram à Lusa que, na reunião dos embaixadores dos Estados-membros junto da UE desta manhã, os representantes húngaro e eslovaco indicaram que deixariam de bloquear os passos finais para adoção de um crédito de 90 mil milhões de euros à Ucrânia e de um novo pacote de medidas restritivas, já que o fornecimento de petróleo pelo oleoduto Druzhba está ou será restabelecido nas próximas horas.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou na terça-feira no habitual discurso diário que as reparações do oleoduto estavam concluídas. Afirmava que caíam, assim, as justificações para manter o bloqueio.
It is essential that the €90 billion European support package for Ukraine be unblocked. There can be no grounds for blocking it anymore. The EU asked Ukraine to repair the Druzhba oil pipeline, which had been destroyed by Russia. We have repaired it. We hope the EU will also… pic.twitter.com/kl5rcpcOfQ
— Volodymyr Zelenskyy / Володимир Зеленський (@ZelenskyyUa) April 21, 2026
Chipre, que ocupa este semestre a presidência rotativa do Conselho da UE, vai agora iniciar um procedimento escrito para oficializar esta ‘luz verde’, numa consulta às capitais europeias em que, se ninguém votar contra, está aprovado.
Fonte oficial da presidência cipriota do Conselho da UE anunciou entretanto que “tanto o empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia como o 20.º pacote de sanções foram incluídos na agenda dos embaixadores da União e aprovados”.
A mesma fonte afirmou esperar que o procedimento escrito, para adoção final pelo Conselho, esteja concluído na quinta-feira à tarde, e garantiu que a presidência cipriota “tem trabalhado incansavelmente para garantir que a UE continue a apoiar de forma decisiva a Ucrânia e a exercer pressão sobre a Rússia”.