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Cerca de 18 mil militares de 12 países da NATO e Ucrânia iniciaram esta segunda-feira na Suécia o maior exercício militar do ano, que simulará uma ameaça militar grave e inesperada vinda de leste.

O exercício, denominado Aurora 2026, terá a duração de duas semanas e envolve tropas da Suécia, Estados Unidos, Reino Unido, França, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Estónia, Letónia, Alemanha, Países Baixos, Canadá e Ucrânia. As manobras concentram-se sobretudo no sul da Suécia e na ilha de Gotland, no mar Báltico.

Na nossa área imediata, é a Rússia que representa uma ameaça mais significativa. Foi a guerra da Rússia contra a Ucrânia que nos levou à pior situação de segurança desde a II Guerra Mundial, e é a ameaça russa que exige que treinemos as nossas capacidades defensivas”, afirmou o contra-almirante das Forças Armadas suecas Jonas Wikström em comunicado.

Uma parte central dos exercícios irá focar-se na capacidade da Suécia — que aderiu à Aliança Atlântica há dois anos — para transportar e movimentar tropas e equipamento. “A principal diferença em relação aos exercícios Aurora anteriores é que agora vamos treinar com base em novos planos operacionais como aliados”, observou Wikström. Outra novidade será a participação de 16 operadores de drones ucranianos, que irão partilhar a experiência de Kiev nesta área. Os exercícios militares estão programados para decorrer até 13 de maio.

O início do exercício no mar Báltico coincide com o começo de uma operação de larga escala para treino da NATO no mar Mediterrâneo. Este exercício, a segunda edição da principal atividade de vigilância reforçada da organização (eVA), chama-se Neptune Strike 26 e deve decorrer entre esta segunda-feira e quinta-feira, com os contributos de Portugal, Albânia, Bulgária, França, Grécia, Itália, Montenegro, Roménia, Turquia e Reino Unido.

A série de exercícios consiste em atividades “planeadas a longo prazo, de natureza defensiva, adaptáveis aos desenvolvimentos atuais e totalmente em conformidade com o direito internacional”, refere a organização em comunicado, adiantando que os exercícios visam demonstrar “a capacidade da NATO para integrar rapidamente forças navais e de ataque multinacionais”.