O Governo vai aprovar, nesta quinta-feira, em Conselho de Ministros a extensão das moratórias de empréstimos concedidos a empresas nas zonas de calamidade (pelas tempestades de janeiro e fevereiro) por mais um ano.

O anúncio foi feito por Luís Montenegro no debate quinzenal no Parlamento. ⁠”O Conselho de Ministros irá aprovar moratórias temporárias dos créditos às empresas por mais 12 meses“, anunciou.

As moratórias que foram aplicadas depois das tempestades abrangiam particulares e empresas, mas Montenegro referiu-se no debate quinzenal à extensão referindo apenas as empresas. E terminaram a 28 de abril, tendo o Banco de Portugal alertado para isso mesmo. 

Segundo o Banco de Portugal, foram pedidas 7.400 moratórias por famílias e empresas, no montante global de 930 milhões de euros.

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Luís Montenegro iniciou o debate quinzenal com um discurso no qual falou de várias medidas que na terça-feira apresentou no âmbito do PTRR. Referiu, nomeadamente a construção de novas barragens (Girabolhos, Ocreza/Alvito, Alportel e Foupana) e 400 novas charcas e pequenas albufeiras; ou a entrega a todas as juntas de freguesia de equipamentos para o fornecimento de energia e meios de comunicação. E referiu-se ainda ao fundo de catástrofe e aos seguros para habitação.

“Tudo faremos para proteger as famílias e a economia, com equilíbrio e prudência, sem comprometer a estabilidade financeira do país. Temos memória. Não será com este governo que haverá descontrolos das contas públicas”, atirou Montenegro, reafirmando, como declarou na terça-feira, que “quando há uma crise, não é possível ao Estado dar tudo, a toda a gente, e durante todo o tempo”.