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ISCTE solidário com aluno iraquiano agredido com pedras e garrafa em Lisboa por grupo de jovens

Aluno da instituição foi insultado e agredido no passado sábado por um grupo de jovens. Foram identificados nove jovens e três já foram constituídos arguidos por ofensas à integridade física.

O ISCTE, onde o jovem estuda Psicologia, demonstra a sua "solidariedade" e disponibilidade para prestar o apoio necessário
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▲O ISCTE, onde o jovem estuda Psicologia, demonstra a sua "solidariedade" e disponibilidade para prestar o apoio necessário

ANTONIO COTRIM/LUSA

▲O ISCTE, onde o jovem estuda Psicologia, demonstra a sua "solidariedade" e disponibilidade para prestar o apoio necessário

ANTONIO COTRIM/LUSA

O ISCTE manifestou-se esta quinta-feira solidário com o aluno iraquiano agredido por um grupo de jovens na madrugada de sábado e disponibilizou-se para prestar apoio, repudiando “todo e qualquer ato de violência” e comportamentos xenófobos.

Omar Al-Hayali, refugiado iraquiano de 27 anos, estudante de Psicologia no ISCTE, foi agredido na madrugada de sábado por um grupo de jovens na zona da Alameda Dom Afonso Henriques, em Lisboa.

Em comunicado, a Reitoria do ISCTE, onde o jovem frequenta o curso de Psicologia, “declara publicamente a sua solidariedade” e refere que já transmitiu ao aluno a disponibilidade para prestar o apoio necessário.

“O ISCTE repudia todo e qualquer ato de violência, tal como comportamentos xenófobos que coloquem em causa estrangeiros, sejam eles turistas, imigrantes ou refugiados”, refere a instituição.

Fonte da PSP confirmou à Lusa que foram constituídos três arguidos, com 16 anos de idade, por ofensas à integridade física.

Foram ainda identificados outros nove jovens, com idades entre os 16 e 17 anos.

As agressões aconteceram na madrugada de sábado, na zona da Alameda, e foram filmadas por um transeunte.

Na rede social Instagram, onde publicou as imagens, Omar Al-Hayali escreve que foi alvo de insultos e agredido com pedras e com uma garrafa.

“O grupo apenas cessou as agressões quando comecei a sangrar abundantemente”, escreve o jovem iraquiano na publicação.

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