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Irão analisa proposta americana para cessar-fogo enquanto Trump ameaça com bombardeamentos "de intensidade muito superior"

Teerão comunicará resposta ao Paquistão, mediador dos contactos indiretos. Israel avisa que está pronto para retomar operação "forte e poderosa" contra o Irão.

epa12935916 An Iranian woman walks near a huge billboard referring to the Strait of Hormuz and words reading in Persian 'Forever in Iran's hand' at Vanak square in Tehran, Iran, 06 May 2026. US President Donald Trump announced pausing the operation of escorting ships through the Strait of Hormuz, hinting at progress in peace talks with Tehran.  EPA/ABEDIN TAHERKENAREH
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▲Trump ameaça que, caso não haja acordo, "os bombardeamentos vão recomeçar a um nível muito maior e com uma intensidade muito superior à anterior"

ABEDIN TAHERKENAREH/EPA

▲Trump ameaça que, caso não haja acordo, "os bombardeamentos vão recomeçar a um nível muito maior e com uma intensidade muito superior à anterior"

ABEDIN TAHERKENAREH/EPA

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O Irão confirmou esta quarta-feira que continua a analisar a proposta dos Estados Unidos para terminar o conflito no Médio Oriente, no mesmo dia em que o Presidente norte-americano voltou a ameaçar Teerão com novos bombardeamentos caso não haja acordo.

“O Irão ainda está a analisar o plano e a proposta americana”, declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghai, citado pela agência ISNA.

Segundo o responsável, Teerão comunicará a sua posição ao Paquistão, país que tem mediado contactos indiretos entre o Irão e os Estados Unidos (EUA).

As declarações iranianas surgem depois de Donald Trump ter afirmado esta quarta-feira, na sua rede social Truth Social, que a operação militar conduzida por Washington e Israel poderá terminar se Teerão aceitar os termos propostos pelos EUA.

“Se o Irão aceitar ceder o que foi acordado, a já lendária Operação ‘Fúria Épica’ chegará ao fim”, afirmou o Presidente norte-americano.

Contudo, Trump ameaçou que, caso não haja acordo, “os bombardeamentos vão recomeçar (…) a um nível muito maior e com uma intensidade muito superior à anterior“, referindo-se à campanha militar conduzida entre 28 de fevereiro e o cessar-fogo de 8 de abril.

Os mercados financeiros reagiram de forma positiva aos sinais de possível desanuviamento diplomático.

Wall Street abriu em forte alta e os preços do petróleo recuaram para menos de 100 dólares por barril, afastando-se do pico de 126 dólares atingido durante as semanas mais intensas do conflito.

Na terça-feira, Trump anunciou a suspensão do “Projeto Liberdade”, operação naval lançada na segunda-feira pelos EUA para permitir a passagem de centenas de embarcações retidas no Golfo Pérsico devido ao encerramento do estreito de Ormuz pelo Irão.

Teerão bloqueou aquela via marítima estratégica desde o início da guerra, afetando o comércio internacional de hidrocarbonetos. Por seu lado, Washington mantém um bloqueio aos portos iranianos desde 13 de abril.

Segundo o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que acolheu negociações diretas entre responsáveis iranianos e norte-americanos em abril, existe uma “boa esperança” de que a atual dinâmica conduza a uma paz duradoura.

De acordo com o portal norte-americano Axios, citando responsáveis dos EUA, a Casa Branca acredita estar próxima de concluir um memorando de entendimento destinado a estabelecer as bases para o fim do conflito e futuras negociações nucleares com Teerão.

Apesar disso, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelitas, tenente-general Eyal Zamir, afirmou esta quarta-feira que Israel está preparado para retomar uma operação “forte e poderosa” contra o Irão.

Ao mesmo tempo, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, intensificou os contactos diplomáticos e pediu apoio da China para a construção de “uma nova ordem regional pós-guerra”.

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