O segmento dos veículos eléctricos continua a ser um dos mais apetecidos do mercado mundial, não só porque figura entre os que mais crescem, como atinge valores cada vez mais interessantes e difíceis de desprezar. No primeiro trimestre de 2026, apesar deste período ter visto as vendas limitadas pela retirada de incentivos no mercado dos EUA e pela redução das ajudas atribuídas pelo Estado na China (respectivamente o 3.º e o 1.º maiores mercados para este tipo de veículos), o volume de unidades eléctricas transaccionadas continuou a subir, ainda que de forma menos dinâmica.

Entre os veículos movidos apenas pela energia que armazenam na bateria, o modelo mais vendido no mundo de Janeiro a Março foi o Tesla Model Y, que comercializou 242.420 unidades, de acordo com os dados recolhidos pela CleanTechnica/José Pontes. A liderança do SUV da Tesla foi esmagadora, uma vez que o 2.º eléctrico do ranking vendeu apenas 99.524 unidades e, por se tratar do Model 3, confirmou o domínio total da Tesla, que colocou os seus dois modelos mais populares (e os únicos que actualmente comercializa) nas duas primeiras posições dos eléctricos mais vendidos.

Mas se a Tesla deverá estar satisfeita com os resultados do primeiro trimestre do ano, certamente verá com alguma preocupação o facto de surgirem atrás de si 12 modelos de construtores chineses, sendo que o primeiro deste grupo é o Geely Geome Xingyuan, que vai chegar em breve à Europa como Geely EX2, um pequeno EV que na China é comercializado por cerca de 10.000€ e que, em Portugal, deverá chegar em meados do ano por aproximadamente 20.000€. O Geome Xingyuan/EX2 entregou 93.728 unidades.

Na 4.ª posição da tabela surge o modelo que conhecemos na Europa como BYD Seal U, que comercializou 84.787 unidades, das quais apenas 6573 eram exclusivamente a bateria, a que é necessário somar mais de 78 mil híbridos plug-in (PHEV). O Seal U relegou para a 5.ª posição outro EV pequeno e acessível (que na China rivaliza com o Geely EX2), o BYD que é vendido entre nós como Dolphin Surf, com 72.932 unidades.

Uma das novidades é a presença do Xiaomi YU7 na 6.ª posição, um crossover sofisticado e menos acessível que comercializou 71.653 unidades, com o 7.º lugar do ranking a pertencer ao BYD Atto 2, que registou 58.635 vendas, das quais apenas 50 mil são referentes a modelos a bateria (os restantes montam mecânicas PHEV). A berlina da gama média alta Li i6 conquistou a 8.ª posição (57.088 unidades), ultrapassando o BYD Dolphin (49.756 unidades), um pequeno eléctrico que na gama da BYD surge entre o Atto 2 e o Dolphin Surf. A encerrar o top 10 aparece o NIO EL8 (45.236 unidades), um SUV estilo Range Rover Evoque.

Entre os 20 primeiros lugares do ranking surge apenas um modelo japonês, o Toyota bZ4X que ocupa o 15.º lugar da tabela com 39.168 unidades. Já o primeiro modelo europeu surge somente na 19.ª posição, o BMW iX1, com 30.293 unidades (apenas 20 mil são eléctricos e os restantes PHEV). A BYD torna aqui evidente as razões que a levam a ser a marca que mais eléctricos vende, pois não só possui os veículos eléctricos mais baratos do ranking como coloca nove modelos entre os 20 mais vendidos. Confira abaixo.

Fonte: CleanTechnica/José Pontes