“Uma dezena” de membros do grupo Climáximo entraram, esta quinta-feira, numa loja Continente, no Campo Pequeno, em Lisboa, e retiraram alimentos e artigos de higiene. Em comunicado, o grupo publicitou o furto, afirmando que saiu do espaço comercial “sem pagar” e que distribuiu os artigos “numa banca junto à Estação do Oriente como forma de protesto contra os lucros das grandes superfícies em contexto de guerra fóssil”.
O protesto, intitulado “Eles comem tudo e não deixam nada”, teve ainda o intuito de servir de “alerta sobre o impacto da crise climática nos sistemas alimentares”, diz a nota do grupo. “Esta ação de protesto denunciou os lucros extraordinários auferidos por grandes superfícies como o Continente e o Pingo Doce num contexto de guerra potenciada pelos combustíveis fósseis, enquanto o custo de vida de pessoas comuns aumenta”, afirmam os elementos do movimento.
O grupo partilhou uma imagem da distribuição dos artigos supostamente retirados do supermercado em Lisboa
Nas imagens, são visíveis caixas com os logótipos de diversos hipermercados, como o Auchan, Pingo Doce ou Lidl.
A Climáximo diz que levou a cabo este protesto porque “ninguém devia ter que pagar para comer enquanto os ricos lucram como nunca”. O grupo levou das prateleiras produtos como “pão, fórmula para bebé, pasta de dentes e pensos higiénicos”. Em alguns casos, foram deixadas mensagens nas prateleiras com alertas para os efeitos das alterações climáticas na vertente alimentar.
“A nossa dependência de combustíveis fósseis está não só a aumentar de forma drástica o custo de vida, como irá cada vez mais provocar a escassez de bens essenciais”, diz em comunicado Inês Teles, apoiante da Climáximo. Teles acusa as grandes empresas, como a Sonae ou a Galp, de estarem “a lucrar com a pobreza alheia”.
O grupo está a realizar várias ações de protesto ao longo da semana. Na segunda-feira, mancharam com tinta vermelha a fachada da empresa Thales, em Paço de Arcos. Em comunicado, o grupo acusou a empresa de ser a “quarta maior empresa de armamento, tecnologia e segurança da Europa”. O grupo encerrará a “Semana de Luta pelo Futuro” com “uma concentração em frente à sede do Governo”, esta sexta-feira às 18h30.
Ativistas da Climáximo mancham fachada da Thales em Paço de Arcos com tinta vermelha
[Renato Seabra matou Carlos Castro, isso ninguém contesta. A pergunta a que os jurados têm de responder é outra: o jovem modelo português pode ou não ser responsabilizado pelo crime? Sentiu raiva ou estava mentalmente perturbado? Ouça o sexto e último episódio de “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o Podcast Plus do Observador narrado pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro episódio, aqui o quarto episódio e aqui o quinto episódio]