Três quartos das principais empresas da Rússia enfrentaram perdas de lucro e de receita em 2025, devido às sanções ocidentais e à crise económica no país, revelou esta quinta-feira uma reportagem do jornal russo Vedomosti.

O jornal analisou os relatórios publicados das 28 maiores empresas que demonstram que 21 delas “apresentaram deterioração na sua saúde financeira no último ano”. As 28 perderam, em conjunto, 30,8% do lucro, 16,7% da receita e 20,1% do seus lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (LAJIDA).

No lote de empresas mais prejudicadas incluem-se as energéticas e petrolíferas Rosneft, que diminuiu o seu lucro em quatro vezes, e a Gazprom Neft e Tatneft, reduzidas a metade, com empresas de carvão como a Mechel a duplicar os seus prejuízos. As empresas de transporte também registaram prejuízos, como as Ferrovias Russas, cujos lucros caíram 22 vezes e a Aeroflot, que perdeu 65% dos lucros.

Muitas funcionários de companhias nos centros urbanos e industriais estão a trabalhar em part-time e pode mesmo ser necessário recorrer a despedimentos já no próximo semestre, de acordo com Alexander Murychev, vice-presidente da União Russa de Industriais e Empresários, ao The Moscow Times.

“A única perspetiva visível hoje para muitas empresas são cortes na produção, redução de pessoal e, nas situações mais críticas, infelizmente, falência”, avisou Murychev em fevereiro, ao jornal russo.

Já Dmitry Polevoy, diretor de Investimentos da Astra Management Company, afirma, em declarações ao mesmo meio, que muitas empresas privadas “não têm mais uma reserva financeira e as pequenas empresas lutam para sobreviver”.

As dificuldades nas empresas também poderão afetar o orçamento do Estado russo, tendo o país registado um défice orçamental de 5,8 biliões de rublos (49,4 mil milhões de euros), o que, segundo o Instituto russo Gaidar, pode fazer com que a tesouraria russa perca até 500 mil milhões de rublos (4,2 mil milhões euros) em IVA e 100 mil milhões (853 milhões de euros) em IRC.

[Renato Seabra matou Carlos Castro, isso ninguém contesta. A pergunta a que os jurados têm de responder é outra: o jovem modelo português pode ou não ser responsabilizado pelo crime? Sentiu raiva ou estava mentalmente perturbado? Ouça o sexto e último episódio de “Os ficheiros do caso Carlos Castro”, o Podcast Plus do Observador narrado pela atriz Joana Santos, com banda sonora original de Júlio Resende. Pode ouvir aqui, no site do Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir também aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro episódio, aqui o quarto episódio e aqui o quinto episódio]