O voto de pesar pela morte de Carlos Brito foi aprovado por unanimidade. A iniciativa que foi apresentada pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, mereceu a concordância do PCP, que aplaudiu no momento da votação.

O Observador tinha já dado conta de que o PCP ia viabilizar a iniciativa do presidente do Parlamento, não apresentando assim uma proposta própria. Ainda assim, é prática parlamentar que, quando o presidente da Assembleia apresenta um voto de pesar, os partidos subscrevem a iniciativa não apresentando iniciativas autónomas.

Nas galerias da Assembleia da República assistiam à aprovação deste voto de pesar familiares e amigos de Carlos Brito mas também membros da Associação Renovação Comunista, que fundou aquando da separação com o Partido Comunista Português.

A iniciativa apresentada por José Pedro Aguiar Branco refere o percurso político de Carlos Brito, que morreu na quinta-feira, 7 de maio, relatando que por ter aderido ao Partido Comunista Português “suportou, em razão da sua militância, perseguição política, prisão e tortura” e que acabou “encarcerado no Aljube, em Peniche e em Caxias”, bem como o facto de ter sido um “importante operacional do partido”.

Mas este texto também refere que Carlos Brito entrou em “tensão ideológica com o seu partido de origem [o PCP]” e que, por isso, “fundou, na viragem do milénio, a associação política Renovação Comunista, defendendo a convergência das esquerdas”.

Antes de Aguiar-Branco assinar este voto de pesar, o Bloco de Esquerda deu conta da intenção de apresentar também uma iniciativa mas acabou depois por aderir ao texto do presidente da Assembleia da República, ao qual acabou também por votar favoravelmente.

Aguiar-Branco apresenta voto de pesar pela morte de Carlos Brito