Foi uma figura histórica do PCP e braço direito de Álvaro Cunhal mas as homenagens na Assembleia da República ficam a cargo de outros. Depois do Bloco de Esquerda ter dito que ia apresentar um voto de pesar pela morte de Carlos Brito, o presidente da Assembleia da República deu o passo em frente na homenagem ao antigo líder parlamentar comunista.

O texto apresentado por José Pedro Aguiar Branco refere o percurso político de Carlos Brito, que morreu na quinta-feira, 7 de maio, relatando que por ter aderido ao Partido Comunista Português “suportou, em razão da sua militância, perseguição política, prisão e tortura” e que acabou “encarcerado no Aljube, em Peniche e em Caxias”, bem como o facto de ter sido um “importante operacional do partido”.

Na Assembleia da República, Carlos Brito foi deputado constituinte e deputado entre 1976 e 1991, tendo sido líder parlamentar durante 15 anos. A nota que vai ser colocada à votação do Parlamento refere ainda que “em tensão ideológica com o seu partido de origem [o PCP], fundou, na viragem do milénio, a associação política Renovação Comunista, defendendo a convergência das esquerdas”.

Assim, depois de votada esta iniciativa, a Assembleia da República “presta tributo ao legado de combate político e reconhece um contributo ímpar no percurso democrático do país”. O voto de pesar deverá ser votada na sexta-feira, 15 de maio.

O voto do presidente da Assembleia da República deve agora fundir-se com o que foi apresentado pelo Bloco de Esquerda, que é praticamente semelhante na biografia que apresenta de Carlos Brito, embora os bloquistas refiram a fuga da prisão do Aljube.

O PCP reagiu à morte de Carlos Brito de forma lacónica, numa nota de imprensa de apenas 28 palavras e “a pedido da comunicação social”, destacando apenas o papel do antigo militante na vida parlamentar do Partido Comunista.

PCP dedica 28 palavras a antigo braço-direito de Cunhal. E a “pedido da comunicação social”

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