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O Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, conversaram no domingo por telefone, por iniciativa de Paris, o que sucedeu pela primeira vez em quatro anos, segundo um comunicado da presidência bielorrussa.

“Os dois chefes de Estado discutiram questões regionais e, em particular, as relações da Bielorrússia com a União Europeia e com a França”, refere o comunicado, sem adiantar mais pormenores.

A conversa anterior entre Macron e Lukashenko teve lugar a 26 de fevereiro de 2022, dois dias após o início da guerra na Ucrânia.

Fonte próxima do presidente francês, citada pela AFP, revelou que Emmanuel Macron pediu ao seu homólogo bielorrusso que não permitisse que o país fosse “arrastado” para a guerra na Ucrânia.

O Presidente Macron “enfatizou os riscos para a Bielorrússia de se deixar arrastar para a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia”, disse a fonte.

“Exortou ainda Alexander Lukashenko a tomar as medidas necessárias para melhorar as relações entre a Bielorrússia e a Europa”, acrescentou.

A conversa telefónica aconteceu horas depois de um bombardeamento da Rússia contra o país vizinho, com recurso a mísseis hipersónicos Oreshnik, com capacidade de transportar ogivas nucleares ou convencionais, causando pelo menos quatro mortos e mais de 100 feridos.

Moscovo alegou ter sido uma resposta a um ataque ucraniano a uma residência de estudantes em Lugansk, região ocupada pela Rússia, que fez 21 mortos e mais de 40 feridos.

Há várias semanas que a Ucrânia teme que a Rússia possa utilizar a Bielorrússia para lançar uma nova ofensiva a partir do norte, em direção à capital, e anunciou um reforço das suas defesas na região fronteiriça.

A Rússia e a Bielorrússia realizaram esta semana exercícios militares conjuntos envolvendo armas nucleares, com ambos os países a rejeitarem as alegações da Ucrânia de que Moscovo se preparava para arrastar Minsk para o conflito.

No início da invasão da Rússia, em fevereiro de 2022, a Bielorrússia permitiu que tropas russas lançassem um ataque em grande escala a partir do seu território contra o norte da Ucrânia.