Acompanhe o nosso artigo em direto sobre conflitos internacionais
O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, anunciou esta quinta-feira o corte de “todo o contacto” com a Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas.
Gideon Saar condenou Kaja Kallas por alegadamente comparar o tratamento dado por Israel aos cidadãos palestinianos em Gaza e na Cisjordânia ao antigo regime do apartheid sul-africano.
Através das redes sociais, o ministro dos Negócios Estrangeiros pediu para que Kaja Kallas se retrate do que considerou “calúnia de sangue dirigida ao único Estado judaico do mundo”.
Ms. @kajakallas, the EU High Rep. for Foreign Affairs and Security Policy, has for some time now been acting obsessively and with blatant unfairness toward the State of Israel.
Recently, it was published that during her visit to Mexico, she compared Israel to the racist…
— Gideon Sa'ar | גדעון סער (@gidonsaar) June 18, 2026
O ministro israelita baseou o anúncio sobre a chefe da diplomacia do bloco europeu numa notícia publicada no órgão de comunicação Euractiv, segundo a qual a diplomata fez a comparação durante uma série de reuniões à porta fechada durante uma visita ao México.
O Euractiv referiu que Kallas comparou o tratamento dado por Israel aos palestinianos ao apartheid na África do Sul na década de 1990, segundo alguns funcionários presentes nas reuniões citados pelo portal.
Kallas visitou Israel e o território palestiniano da Cisjordânia em março de 2025, mantendo uma postura crítica em relação à ofensiva israelita em Gaza, mas frisou o direito de Israel à autodefesa.
As Nações Unidas e organizações não-governamentais como a Amnistia Internacional compararam o tratamento dado à população palestiniana ao apartheid sul-africano, referindo que tanto Gaza como a Cisjordânia estão cercadas por muros para as manter separadas do território israelita.
No caso da Cisjordânia, a ONU destacou, num relatório de janeiro, que entre estas semelhanças está a forma como Israel aplica dois sistemas jurídicos diferentes dando um tratamento desigual aos colonos, que residem no enclave, e aos palestinianos.
ONU responsabiliza Israel e Hamas por atrocidades contra palestinianos