Minutos depois de ter sido promovido a vice-presidente e porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho recusou a ideia de que Luís Montenegro levou para a direção uma linha de possíveis sucessores e ripostou: “Sou muito irrequieto para estar numa montra [de sucessores].”
Em entrevista ao Observador, o eurodeputado do PSD assegurou que o Governo não vai escolher entre PS e Chega: “Não há, nem vai haver, parceiro preferencial, isso é muito claro para nós. Não só pela questão matemática da eleição dos mandatos parlamentares, como também pelo facto de negociarmos com todos para não dependermos de nenhum.”
Aliás, considerou até que seria “perigoso” o PSD “depender” de um parceiro, já que o outro iria “obviamente beneficiar”. “Nada interessa mais aos adversários [Chega e PSD] do que confundirem-nos com o outro adversário”, projetou, realçando que “o sonho dos dois maiores partidos da oposição era que o PSD não existisse”.
“Do lado do Chega eu percebo, não respeito, nem apoio, mas percebo. Cada problema que o Governo resolve é menos um eleitor que o Chega tem”, explicou Bugalho, crente de que “do lado do PS é mais gravoso porque é [um partido] fundador da democracia e tem um líder que se autoproclama moderado”.
Questionado sobre se, neste contexto, acredita que a legislatura vai chegar ao fim, Bugalho defendeu que é uma pergunta a ser feita à oposição: “Da nossa parte, claro que sim.”
Ainda sobre Pedro Passos Coelho, Sebastião Bugalho recusou que o ex-primeiro-ministro seja uma “sombra deste congresso”. “Qual é que foi o líder do partido que não recebeu críticas pontuais de ex líderes?”, questionou o eurodeputado.
Ouça aqui a entrevista a Sebastião Bugalho
Sebastião Bugalho: “Não há, nem vai haver, parceiro preferencial”