A maioria das associações da GNR concorda com o valor do suplemento proposto pelo Governo para os militares da Unidade de Controlo Costeiro e Fronteiras, mas a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) vai manter os protestos de rua.

Tal como já tinha sido apresentado aos sindicatos da PSP, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, propôs às seis associações socioprofissionais da GNR um suplemento para os militares da Unidade de Controlo Costeiro e Fronteiras (UCCF) da GNR de 160 euros, com retroativos a partir de julho, e de 230 euros para janeiro de 2027.

O presidente da Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG), Ricardo Rodrigues, disse à Lusa que a maioria das associações concordou com o valor apresentado, mas pediram ao ministro para que os oficiais e sargentos que trabalham na UCCF mantenham o suplemento de comando.

Ricardo Rodrigues adiantou que, na próxima reunião de 29 de setembro, Luís Neves comprometeu-se a apresentar uma proposta sobre a revisão do regime remuneratório.

No entanto e como as negociações sobre o regime remuneratório podem demorar algum tempo, foi exigido ao ministro que em janeiro do próximo ano “dê um sinal claro” para a valorização salarial dos militares da Guarda, disse.

Por sua vez, o presidente da Associação dos Profissionais da Guarda disse à Lusa que a APG não aceitou a proposta, nem tinha que aceitar, porque o ministro apresentou valores definitivos e não foram negociados.

César Nogueira acrescentou que o ministério vai enviar esta semana uma proposta com a indicação se os militares que estão na UCCF vão manter o suplemento de patrulha e de comando.

O presidente da APG salientou que vão manter os protestos agendados para dia 28 de setembro no Porto e dia 08 de outubro em Lisboa em conjunto com a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), uma vez que este suplemento “apenas abrange 1% dos militares da GNR”, ou seja, 960 militares.

César Nogueira lamentou que o Ministério da Administração Interna esteja “a discutir suplementos de forma avulsa”, uma vez que todos os outros subsídios estão incluídos no estatuto remuneratório, que começará a ser discutido a 29 de setembro.

Do lado da PSP, seis dos sete sindicatos que se reuniram hoje com o Governo estão dispostos a negociar a proposta apresentada pela tutela relativa ao suplemento para a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF), sendo a ASPP a única que afirmou não aceitar a proposta do Governo.