A produção de lixo dos munícipes dos oito concelhos que são servidos pela Associação de Municípios para a Gestão Sustentável de Resíduos do Grande Porto (Lipor), no Grande Porto, aumentou 1,9% no primeiro semestre de 2026, segundo os resultados divulgados esta quarta-feira pela associação intermunicipal.

Na primeira metade do ano, quando comparados aos primeiros seis meses de 2025, os munícipes produziram mais 1,9% de lixo, no Porto, Maia, Matosinhos, Gondomar, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Espinho e Valongo.

“Ainda assim, o modelo integrado da Lipor permitiu encaminhar 185.768 toneladas para valorização energética, assegurando a produção de 81.483 MWh (megawatts-hora) de energia elétrica para a rede nacional, gerada na Central de Valorização Energética. Apenas 4.357 toneladas foram depositadas em aterro”, pode ler-se em comunicado hoje divulgado.

Segundo a associação, a capitação foi de 117,8 quilos por habitante por ano, num primeiro semestre em que recebeu 35.219 toneladas de materiais entregues para reciclagem multimaterial, recolhidos porta a porta e em ecopontos, um crescimento de 2,8% face ao período homólogo em 2025.

Foram 13.021 toneladas de papel e 9.073 toneladas de embalagens, em ambos os casos com um crescimento ligeiro, e 11.209 toneladas de vidro, que decresceu 0,6%.

No caso dos biorresíduos, foram recolhidas 14.110 toneladas de alimentares (+0,1%) e 12.446 de verdes (-2,7%).

Para a Lipor, estes resultados mostram “uma realidade incontornável“, no caso a necessidade de “um novo impulso” para que possa abranger “um universo mais alargado de população” que ainda não recicla de forma consistente, bem como melhorar a qualidade dos materiais.

“Aumentar a recolha seletiva de vidro, papel/cartão, plástico e metal e, de forma muito expressiva, dos biorresíduos, será determinante para cumprir os objetivos futuros. Mais participação, mais reciclagem“, refere a Lipor.

A Lipor, criada em 1982, é composta pelos municípios do Porto, Maia, Matosinhos, Gondomar, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Espinho e Valongo, abrangendo cerca de 10% da população portuguesa.