De acordo com Wang Chuanfu, o chairman da BYD, o construtor chinês tem hoje na folha de pagamentos mais de 1,02 milhões de empregados, um valor impressionante e muito superior à concorrências mundial, tendo o volume de veículos produzidos. Segundo os dados de 2025, a BYD, através de todas as suas marcas, produziu 4,8 milhões com 1,02 milhões de trabalhadores, racio que é incomparavelmente menos interessante do que da Toyota, que fabrica 11,3 milhões de unidades com apenas 391 mil empregados, ou até mesmo do que o Grupo VW.
Para se ter uma ideia do excesso de mão de obra de que a BYD necessita para produzir substancialmente menos veículos, basta ter presente que os chineses empregam mais trabalhadores do que a Toyota, General Motors, Ford e Tesla todos juntos. Estes quatro grupos empregam em conjunto somente 851 mil trabalhadores, mas fabricaram em 2025 cerca de 23,53 milhões de veículos, um valor bem superior aos 4,8 milhões da BYD.
Segundo Chuanfu, a BYD emprega 960.000 na China e cerca de 60.000 no estrangeiro, funcionários que se encarregam da fabricação dos veículos, mas igualmente das células das baterias da assemblagem dos packs, da gestão electrónica dos motores e dos acumuladores, além da produção dos semi-condutores. Isto permite à BYD fabricar em casa praticamente tudo o que necessita para os seus automóveis, num exemplo perfeito de integração vertical.
Se considerarmos a quantidade dos veículos fabricados por cada empregado, a BYD anuncia 5,3 carros por trabalhador, enquanto a Tesla, que também anuncia uma estratégia de integração vertical, reivindica 12,1 carros por trabalhador, perto da eficiência do Grupo VW (13,5). Imbatível neste domínio é a Toyota, com 29 carros por empregado, praticando o que denomina Keiretsu Vertical, uma espécie de integração vertical à japonesa, que continua a surpreender pela eficiência.