As autoridades de Ceuta localizaram esta quinta-feira os corpos de mais duas pessoas junto ao quebra-mar fronteiriço, por onde mais de 70 mil pessoas atravessaram de Marrocos a 30 de julho, elevando para 82 o total de corpos recuperados.

O Grupo Especial de Atividades Subaquáticas (GEAS) da Guarda Civil espanhola encontrou os dois corpos no mar, no âmbito da operação lançada para localizar os migrantes que não conseguiram chegar à costa a nado, disseram à EFE fontes policiais.

O Instituto de Medicina Legal (IML) de Ceuta referiu que realizou 79 autópsias e identificou apenas duas pessoas, desde a chegada em massa de migrantes, a 30 de julho.

Após a realização das autópsias, o Serviço de Criminalística da Guarda Civil envia as impressões digitais digitalizadas para identificação.

Segundo o comunicado, são também recolhidas amostras biológicas para comparação com familiares, permitindo outra forma de identificar os mortos.

“Duas pessoas foram identificadas através de impressões digitais, pois estavam registadas em Espanha“, enquanto a identificação por outros métodos ainda está pendente, referiu o IML.

Cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola de Ceuta, situada no norte de África, em 24 horas na semana passada e 70.000 já voltaram a Marrocos, segundo dados atualizados pelas autoridades de Espanha.

Cinco dias depois, a fome chegou ao fim em Ceuta. Até o cemitério serve de abrigo para quem sonha com a Europa

Ceuta, um pequeno território de 80.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.

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