O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou nesta segunda-feira encarar “com toda a naturalidade e respeito” os reparos feitos pelo Presidente da República à prevenção aos incêndios.
“Vejo isso com muita naturalidade e respeito e, francamente, com muita convergência de posições”, disse Luís Montenegro.
À margem da inauguração da Loja do Cidadão em Fafe, no distrito de Braga, o chefe do executivo referiu compreender as observações feitas por António José Seguro que, no domingo, afirmou que tem transmitido a necessidade de se melhorar “a prevenção e a capacidade de resposta” no combate aos incêndios e que lembrou que o relatório da Comissão Técnica Independente, que avaliou os incêndios de agosto do ano passado, conclui que “muito ficou por fazer depois dos relatórios anteriores dos incêndios de 2017”.
Montenegro destacou que o Governo está a fazer um esforço “muito, muito grande” nesta altura para poder atuar na prevenção e combate aos incêndios.
“Temos este ano mais uma vez o maior dispositivo especial de combate a incêndios rurais de sempre do ponto de vista de meios humanos e equipamentos disponíveis”, assinalou.
O primeiro-ministro ressalvou ainda que o executivo está a investir mais em prevenção e no primeiro ataque aos incêndios para evitar que estes se propaguem e ganhem grandes dimensões.
Luís Montenegro assinalou que muitas das medidas preventivas estão em execução e no terreno e outras, manifestamente, foram retardadas e tal não devia ter acontecido.
“E foi isso que o senhor Presidente da República quis sinalizar e creio que fez muito bem”, frisou.
Admitindo que há margem para fazer mais, o chefe do executivo salientou que quando chegou ao Governo gastava-se 80% do valor destinado aos incêndios em combate e 20% em prevenção e que, atualmente, este Governo PSD/CDS-PP destina 54% das verbas para a prevenção.
Numa semana em que se prevê a subida das temperaturas, Montenegro pediu cuidados redobrados e lembrou que o combate aos incêndios é de todos.
Atitudes mais inadvertidas podem ter efeitos indesejados, recordou.
Já no domingo em Mirandela, no distrito de Bragança, o ministro da Administração Interna disse que as chamadas de atenção e os reparos do Presidente da República são sempre vistos como uma forma de alerta e para se pensar e poder corrigir aquilo que há a corrigir.
“Naturalmente as chamadas de atenção, os reparos do senhor Presidente da República são sempre vistos como uma forma de alerta e para se pensar e poder corrigir aquilo que há a corrigir”, afirmou Luís Neves.