Conor Kennedy, 32 anos, soma relações com figuras públicas e personalidades relevantes da política americana recente. É filho do atual secretário de Saúde e Serviços Humanos da administração Trump, Robert Kennedy Jr., sobrinho-neto do ex-presidente John F. Kennedy e casado com a cantora brasileira Giulia Be (autora do tema menina solta). Cara conhecida dos tabloides — teve uma breve relação com Taylor Swift em 2012 — capta agora o interesse dos media após ser condenado à prisão por um tribunal russo, que o acusou de ser um “mercenário americano” por apoiar as forças armadas da Ucrânia contra Moscovo, em 2022.

A decisão foi conhecida na passada quarta-feira, após um julgamento fechado ao público onde Conor não esteve presente, no tribunal distrital de Basmanny, em Moscovo. Segundo a agência estatal russa TASS, o nome do herdeiro Kennedy foi colocado numa lista de procurados internacionais, apesar de essa decisão ser motivada por afirmações do próprio réu, que nunca foram confirmadas pelas entidades competentes.

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A TASS acrescenta que o cidadão americano foi condenado no tribunal de primeira instância, decisão a que a defesa recorreu, mas que o tribunal de recurso confirmou. Conor Kennedy foi sentenciado a uma pena de sete a dez anos de prisão por “participação em ato mercenário, conflito armado ou ação militar”, mas não deve cumprir pena — já que não se prevê que venha a ser extraditado para a Rússia pelo Governo Trump, que, até à data, ainda não se manifestou.

Na origem do processo criminal está a informação que o jovem divulgou no Instagram em outubro de 2022, de que se havia alistado na Legião Internacional para a Defesa da Ucrânia — unidade militar de voluntários estrangeiros criada por Volodymyr Zelensky após o início da guerra com a Rússia. Estas declarações nunca foram confirmadas pelos jornais americanos ou por entidades ucranianas competentes, o que Conor justificou por ter permanecido incógnito durante os quatro meses de alistamento. “Não queria que a minha família e amigos se preocupassem e não queria ser tratado de forma diferente lá”, confessou, acrescentando que esteve na frente de combate, onde atuou como operador de drone e de metralhadora desde maio desse ano.

Segundo o USA Today, Conor já foi preso por “desobediência civil” em 2013, na sequência de um protesto ambientalista, em que o seu pai também participou. Em 2017, a revista People avançou que o jovem voltou a ser preso, desta vez por “conduta desordeira”, numa luta à porta de um clube noturno. A família Kennedy garantiu que Conor se envolveu no confronto para defender um amigo homossexual após ser vítima de ofensas verbais.

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O americano casou com Giulia Be no passado mês de março, numa cerimónia intimista em Los Angeles. Dia 10 de outubro começa a festa religiosa de grandes dimensões e duração de três dias destinada a celebrar o enlace no Rio de Janeiro. Esta terça-feira, Giulia anunciou estar em Paris para a sua despedida de solteira, segundo dá conta numa foto que partilhou no Instagram onde posa à frente da Torre Eiffel com a legenda “esposa da festa”.