A companhia aérea espanhola Iberia prolongou até junho de 2027 a suspensão dos voos para Cuba, devido à escassez de combustível no país, agravada pelo bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos, foi esta quarta-feira anunciado.

Em abril, a Iberia tinha indicado que iria suspender, pelo menos até novembro, os voos para a ilha, tendo em conta “a situação que Cuba atravessa”, marcada por “inúmeros problemas de abastecimento” e uma “baixa procura”.

Agora, a transportadora informou, numa nota ‘online’, que “a suspensão temporária da ligação de e para Havana [capital de Cuba] foi prolongada até 30 de junho de 2027”.

Outras companhias aéreas, como a espanhola World2Fly, mas também a Air Canada e a Air France, tomaram medidas semelhantes.

Devido à situação em Cuba, os aviões são obrigados a efetuar uma escala técnica para reabastecer nos voos de regresso.

Abastecida com petróleo venezuelano até à destituição do Presidente Nicolás Maduro, em janeiro, pelos Estados Unidos, Cuba tem sido, desde então, alvo de um bloqueio petrolífero por parte da administração de Donald Trump.

A ilha, que conta com 9,6 milhões de habitantes, atravessa uma profunda crise económica e energética, marcada por uma forte inflação, longos cortes de eletricidade, bem como uma escassez de alimentos e medicamentos.

As autoridades atribuem esta situação aos efeitos combinados do endurecimento do embargo norte-americano, da baixa produtividade da economia e do colapso do turismo.