Um homem, de 31 anos, ficou em prisão preventiva por ser suspeito de se fazer passar por cuidador de idosos para lhes furtar bens e dinheiro, informou, esta quarta-feira, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP.

Em comunicado, o Cometlis refere que o homem foi detido na segunda-feira, sendo suspeito dos crimes de burla, furto qualificado e abuso de cartão.

De acordo com a PSP, o suspeito terá falsificado as habilitações para conseguir ser contratado por empresas de cuidados informais, apresentando-se como cuidador devidamente certificado.

“Conseguiu aproximar-se e ganhar a confiança de vários idosos na Área Metropolitana de Lisboa e, com isto, despojá-los dos seus bens. Durante as suas visitas a este grupo vulnerável, o suspeito aproveitava-se da condição clínica das vítimas para lhes furtar os seus bens preciosos e ter acesso aos seus cartões multibanco com os quais realizava pagamentos e efetuava transferências para uma conta bancária da sua esfera de ação”, lê-se na nota.

A PSP refere ainda que o homem publicava fotografias com uma farda de uma corporação de bombeiros e com vestuário médico, fazendo-se passar por profissional dessas áreas para reforçar a confiança das vítimas.

A investigação identificou pelo menos 15 idosos como vítimas, embora a polícia admita que possam existir mais casos, a apurar no decorrer do inquérito.

“Duas dessas vítimas foram furtadas e burladas no valor de 25 mil euros, cada uma, sendo que no total este homem conseguiu subtrair cerca de 100 mil euros em património alheio, é adiantado na nota.

Ainda segundo a PSP, o homem sofreu, “através de circunstâncias ainda por apurar”, uma queda de um terceiro andar, tendo fraturado as duas pernas e permanecido 45 dias internado numa unidade hospitalar.

Após receber alta médica, foi detido no exterior da unidade, onde os polícias o aguardavam.

“O detido tinha ainda antecedentes criminais por crimes análogos cometidos em Viseu e a PSP acredita que este homem, extremamente ardiloso e alertado para o controlo policial, foi responsável por aumentar o sentimento de insegurança junto da população idosa de Lisboa, bem como dos seus familiares“, acrescenta a PSP.

Presente a tribunal, o homem ficou sujeito à medida de coação de prisão preventiva, a mais gravosa.