Lindsay Clancy, a mulher norte-americana que em 2023 matou os três filhos, regressou esta terça-feira ao tribunal em Massachusetts, nos EUA, para uma audiência que pode ser determinante para o seu futuro. Esta tarde poderá ser decidido se vai voltar a ser julgada pelas mesmas acusações de homicídio em primeiro grau, o que desencadearia outro julgamento com júri.
Até agora, o advogado de Clancy, Kevin Reddington, tem estado a argumentar pela anulação do julgamento que foi considerado nulo. Ou seja, pede que a mulher seja considerada não culpada no primeiro julgamento, com a decisão do júri, que ficou bloqueada pela falta de concordância de apenas um membro do júri, a ser revista.
Reddington, citado pela BBC, notou que o caso foi debatido por muitas pessoas, incluindo políticos como o Presidente dos EUA, Donald Trump, e reitera que cabe à procuradoria o ónus da prova além de qualquer dúvida razoável, enfatizando que isso faz parte do devido processo legal. Apelou ainda a que Clancy seja considerada inocente, ao encerrar as suas observações.
Entre as opções de desfecho do caso, os procuradores norte-americanos podem ainda decidir que Clancy seja julgada novamente, mas por acusações reduzidas de homicídio em segundo grau ou homicídio culposo. Para isso, a acusada terá de renunciar ao seu direito a um julgamento por júri, permitindo que um juiz decida o seu destino num julgamento sem júri.
Existem ainda as hipóteses de a acusação optar por simplesmente arquivar o caso, ou as duas partes chegarem a um acordo judicial.
É a primeira vez que Clancy se volta a sentar no banco dos réus desde que o seu julgamento foi declarado nulo no início deste mês. O júri responsável pelo veredito devia ter determinado se a mulher de 36 anos teve responsabilidade criminal no homicídio, mas não conseguiu chegar a uma decisão unânime sobre a culpabilidade de Clancy.