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O chanceler alemão, Friedrich Merz, declarou esta terça-feira que o encontro entre os ministros dos Negócios Estrangeiros alemão e russo em Nova Iorque provou que a Rússia “não tem qualquer interesse em negociações sérias” sobre a Ucrânia.
“Estamos a realizar esforços diplomáticos intensos”, disse o chanceler numa conferência de imprensa em Berlim, referindo-se à inesperada conversa ocorrida no sábado entre Johann Wadephul e Serguei Lavrov, antes do discurso deste último na Assembleia-Geral das Nações Unidas.
Foi a primeira conversa deste tipo desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, sendo a Alemanha atualmente o principal apoiante militar de Kiev.
No entanto, “a avaliação posterior dessa reunião feita pela Rússia mostrou que manifestamente não tem qualquer interesse, neste momento, em negociações sérias“, considerou Friedrich Merz, ao lado do Presidente cazaque, Kassym-Jomart Tokaïev.
Após a conversa com Wadephul, Lavrov proferiu na tribuna da ONU um discurso de tom veemente, acusando a Europa de se opor à paz na Ucrânia e prometendo que Moscovo alcançará os seus objetivos militares naquele país “independentemente das circunstâncias”.
“Não houve qualquer alteração; pelo contrário, houve apenas escárnio” da parte russa, lamentou, por seu turno, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius.
“Só podemos, mais uma vez, apelar ao Governo russo para que venha até à mesa das negociações levar a cabo negociações sérias para pôr fim a esta guerra”, insistiu Merz, comprometendo-se ainda a “fazer uso de todos os esforços para continuar a ajudar a Ucrânia” e advertindo de que a Rússia “pagará o preço” se prosseguir com a guerra.
Em contraste, o chefe de Estado do Cazaquistão exaltou, em Berlim, o “estadista de exceção” que, na sua opinião, é o Presidente russo, Vladimir Putin, ao mesmo tempo afirmando “insistir no respeito e na preservação do princípio da integridade territorial de todos os Estados”.
Moscovo voltou na segunda-feira a bombardear a capital ucraniana, Kiev, fazendo pelo menos um morto e vários feridos, segundo as autoridades.
A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]