A Flórida executou esta terça-feira um homem de 77 anos condenado pelo homicídio de uma mulher, morta à martelada em 1995, tornando-se a 29.ª pessoa executada nos Estados Unidos este ano. De acordo com a Associated Press, Curtis Wilkie Beasley morreu às 18h12 (23h12 em Lisboa), na prisão estatal da Flórida, em Starke, depois de receber uma injeção com três fármacos.
Beasley tinha sido condenado por homicídio em primeiro grau de Carolyn Monfort, de 62 anos, roubo e furto de um carro. Antes da execução, questionado sobre se queria deixar uma última declaração, Beasley respondeu: “Quero pedir desculpa por todos os erros que cometi“.
De acordo com os registos judiciais, Beasley estava em casa de Monfort, em agosto de 1995, enquanto trabalhava na lavagem e pintura de apartamentos próximos, propriedade do genro da vítima. A filha de Monfort foi à casa da mãe depois de não conseguir contactá-la durante dois dias e encontrou-a morta numa lavandaria com manchas de sangue.
A mulher tinha sofrido vários golpes na cabeça. Segundo a acusação, perto do corpo, os investigadores encontraram a cabeça ensanguentada enrolada numa toalha. As autoridades começaram a procurar Beasley depois de uma testemunha o ter visto a conduzir o carro de Monfort. O homem viajou para Miami e, posteriormente, mudou-se para o Alabama, onde acabou por ser detido enquanto trabalhava numa empresa de eletricidade com uma identidade falsa. Foi condenado à morte em 1998.
Na semana passada, o Supremo Tribunal da Flórida rejeitou os argumentos da defesa de que a execução de Beasley, devido à idade e ao alegado declínio cognitivo, constituiria uma punição cruel e invulgar. O tribunal considerou que os argumentos apresentados não justificavam a suspensão da execução.
Beasley foi o sétimo recluso com mais de 70 anos executado na Flórida este ano. O estado realizou mais de metade das execuções registadas nos Estados Unidos em 2026 e aproxima-se do recorde alcançado no ano passado. Em julho, a Flórida chegou a executar dois reclusos no mesmo dia.
[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]