O Ministério dos Negócios Estrangeiros português pediu o “apuramento rigoroso” de todas as circunstâncias relacionadas com o incidente do voo FZ1073 da companhia aérea Flydubai ocorrido nesta quarta-feira.

“O ataque num voo comercial entre o Dubai e Telavive, que poderia ter custado 180 vidas, exige o apuramento rigoroso de todas as circunstâncias”, lê-se numa nota publicada nas redes sociais do ministério tutelado por Paulo Rangel.

Na nota, o ministro destacou a “coragem e o sangue-frio do piloto e dos passageiros, cuja atuação foi determinante para evitar uma tragédia”. “A suspeita de terrorismo é alarmante e tem de ser investigada a fundo”, acrescentou.

Durante o episódio, e em resultado das alegadas agressões no cockpit, o comandante, natural da Índia, Smit Machchhar, ficou ferido e a aeronave entrou numa queda abrupta de altitude, verificando-se uma descida de 14 mil pés em menos de um minuto. O copiloto acabou imobilizado e, mais tarde, confirmou-se que o suposto agressor tinha nacionalidade de Omã, um país que não mantém relações diplomáticas com Israel.

A rápida reação de passageiros e tripulantes a bordo permitiu conter o alegado agressor e assegurar que o avião recuperava a estabilidade. De emergência, a aeronave acabou por aterrar no Aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita.

Agressões no cockpit e “heroísmo” dos passageiros: o dia em que se evitou uma “terrível tragédia” no avião da Flydubai

Neste momento, estão em curso investigações para apurar o que aconteceu a bordo do Boeing 737. De qualquer forma, com base em informações preliminares, o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, classificou o sucedido como uma “tentativa de ataque terrorista jihadista“. Porém, várias fontes israelitas contaram ao New York Times que muito em redor deste episódio “ainda está em aberto”.