A atriz Elnaz Shakerdoust foi condenada a um ano de prisão no Irão pelo seu apoio aos manifestantes mortos durante a repressão sangrenta da contestação ao regime em janeiro de 2026, anunciaram organizações iranianas baseadas fora do país.
A condenação foi confirmada em recurso, segundo a organização não governamental (ONG) Human Rights Activists News Agency (HRANA) e o meio Emtedad, que falaram com o advogado da atriz.
Uma das amigas da atriz disse à AFP, em Paris, que ela não estava presa, mas não especificou se estava no Irão ou fora do país.
Elnaz Shakerdoust, que já participou em dezenas de filmes, afirmou semanas depois da repressão que deixaria de trabalhar no seu país “com odor de sangue”.
Em fevereiro, escreveu no Instagram, na altura da abertura do principal festival anual de cinema de Teerão: “Choro os meus queridos (compatriotas mortos), como é que pode haver um festival? Não participarei em qualquer celebração e não farei qualquer papel nesta terra com odor de sangue”.
O regime iraniano esmagou no início do ano um vasto movimento de contestação iniciado no final de dezembro para protestar contra a subida do custo de vida.
Rapidamente se transformou em grandes protestos antigovernamentais, que culminaram em 8 e 9 de janeiro.
Há ONG que falam de uma repressão que causou milhares de mortos, com o poder a admitir três mil.
Elnaz Shakerdoust, de 42 anos, participou em mais de 50 filmes em duas décadas de carreira, tendo recebido vários prémios.
[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]