A Universidade Cornell decidiu proibir todas as festas em fraternidades, enquanto a instituição tem sido alvo de escrutínio devido às alegações de violação em grupo de uma antiga estudante numa casa da fraternidade Chi Phi, em outubro de 2024. A medida foi anunciada esta terça-feira pelo presidente da universidade, Michael Kotlikoff, através de um comunicado.

“Lamento profundamente o sofrimento causado a Jane Doe (nome fictício usado no processo) em 2024 e estou consternado com o facto de esse ato de violência sexual ter ocorrido na nossa comunidade de Cornell. É evidente que as mulheres no nosso campus continuam a questionar a sua segurança. Devemos enfrentar este momento a reconhecer as nossas falhas e a tomar medidas significativas”, começa por escrever Kotlikoff, que há cerca de uma semana falou pela primeira vez sobre o tema.

Agora, Kotlikoff anuncia a suspensão total de “todas as festas e eventos sociais” nas fraternidades da universidade “pelo restante do ano letivo de 2026-2027”. De acordo com o presidente, “essas medidas proporcionarão tempo para uma revisão completa da vida fraterna em Cornell, a fim de determinar se e como ela pode continuar com segurança“. O comunicado assinala ainda que “haverá tolerância zero para violações desta diretiva. Qualquer fraternidade que realizar uma festa ou evento social na sua sede receberá uma suspensão emergencial imediata.”

O comunicado avança que “pesquisas mostram que o assédio sexual em campos universitários não se limita ao sistema de fraternidades“, destacando o “abuso de álcool e drogas” como comportamentos associados aos casos. “Embora esse não seja um problema exclusivo de Cornell, estamos comprometidos em estabelecer um padrão mais elevado para a educação, a supervisão e a aplicação de medidas que promovam o comportamento social seguro e a cidadania.”

Kotlikoff anuncia ainda o incremento de pessoal e programas para o acolhimento de sobreviventes e mecanismos de investigação independentes, incluindo uma equipa alargada no escritório de Direitos Civis e o trabalho conjunto com agentes da polícia de Nova Iorque para investigações independentes. “Envolveremos imediatamente alunos e professores especialistas no desenvolvimento de alternativas sociais seguras e investiremos recursos da universidade no seu estabelecimento”, assinala Kotlikoff.

A investigação à alegada violação em grupo numa fraternidade em Cornell foi reaberta no final de setembro. De recordar que a universidade também avançou com uma investigação independente liderada por Sally Yates, antiga procuradora-geral adjunta dos Estados Unidos durante a administração de Barack Obama.

[Annie conhece o ministro do Interior de Cuba há muito tempo, mas a paixão que os une é relativamente recente. É justamente nessa altura que Zé Manel, como ela lhe chama, vai ser implicado num dos maiores escândalos da liderança de Fidel Castro. O “Caso Ochoa” envolve droga, fuzilamento, prisão e o narcotraficante mais conhecido do mundo: Pablo Escobar. Já pode ouvir o quinto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]