Acompanhe o nosso liveblog sobre conflitos internacionais

O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, sublinhou esta terça-feira a necessidade de cumprimento das “condições” do Irão para pôr fim à guerra iniciada em fevereiro por Israel e Estados Unidos e para que cessem as tensões sobre o Estreito de Ormuz.

A posição foi transmitida ao secretário do Conselho de Segurança Nacional, Mohsen Rezaei.

Num comunicado divulgado pelo seu gabinete, Khamenei apontou “o desespero” dos Estados Unidos perante o desenrolar da guerra “como um dos frutos da resistência nacional”, ao mesmo tempo reiterando a Rezaei a importância de Teerão “manter uma comunicação proativa e atempada para garantir a participação contínua do povo na defesa do país e do sistema”.

“Insistiu na necessidade de defender os direitos e interesses da nação iraniana e da ‘frente de resistência’, assegurando o cumprimento das condições estabelecidas pelas autoridades do país para pôr fim à guerra e superar a atual situação de ‘nem guerra, nem paz'”, lê-se na nota de imprensa sobre a reunião do líder supremo iraniano com o seu principal conselheiro de segurança.

Por sua vez, Rezaei apresentou a Khamenei um relatório pormenorizando a aplicação da política estratégica de “criar estruturas e uma ordem regional endógenas”, referindo-se à tentativa de promover uma segurança regional e reduzir a influência militar dos Estados Unidos na zona, sendo essa uma das iniciativas desenvolvidas pela instituição que dirige.

Tratou-se de uma reunião importante entre o líder supremo da República Islâmica e um dos órgãos mais influentes na definição da política de segurança do país, segundo o próprio gabinete de Khamenei, que salientou que, para a tomada de “decisões acertadas e bem fundamentadas”, é necessário “contar com um plano assente numa compreensão integral de cada tarefa”.

Esta reunião ocorreu após a cimeira de segurança realizada na segunda-feira por altos representantes do Irão, da Arábia Saudita, da Turquia e do Paquistão – em que Rezaei participou –, na qual concordaram manter conversações para “reforçar a cooperação” na matéria.

Tal encontro representou uma aproximação do chamado Acordo de Meca, a aliança defensiva composta por Paquistão, Arábia Saudita e Turquia, numa tentativa para reduzir as tensões a nível regional, em pleno “impasse” da guerra lançada pelos Estados Unidos e por Israel a 28 de fevereiro.

A ofensiva foi justificada com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que sempre afirmou destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

O Paquistão posicionou-se como um mediador fundamental no conflito que alastrou ao Médio Oriente, negociando com êxito um cessar-fogo de duas semanas entre Teerão e Washington a 8 de abril, depois várias vezes prorrogado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

O objetivo era prosseguir as conversações indiretas, mediadas por Islamabad, para alcançar o levantamento das sanções internacionais ao Irão e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca de um compromisso iraniano de não produzir armas nucleares e garantir a passagem segura pelo Estreito de Ormuz.

Entretanto, Teerão mantém o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do petróleo mundial, e Washington, por sua vez, impede a passagem de navios que tenham como origem ou destino portos iranianos.

[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]