O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no domingo que um acordo comercial com o Canadá será alcançado “rapidamente”, num contexto de deterioração das relações comerciais entre os dois países, fortemente agravada nos últimos meses.
“Vamos resolver isto rapidamente, eles estão dispostos a dar-nos tudo o que queremos“, assegurou Trump durante um comício em Port Huron, no norte do estado de Michigan, onde se deslocou para apoiar candidatos republicanos com vista às eleições intercalares, previstas para 3 de novembro.
O chefe de Estado justificou mais uma vez os direitos aduaneiros aplicados aos produtos canadianos, acusando novamente o Canadá de “não parar de roubar” os Estados Unidos.
Otava e Washington viram as relações comerciais bilaterais agravarem-se no final de agosto, após o fracasso das negociações entre os dois países para evitar a imposição de uma sobretaxa de 20 mil milhões de dólares sobre produtos canadianos, entre os quais o cimento, o vinho ou os tacos de hóquei.
O Governo canadiano respondeu na altura com a imposição de direitos aduaneiros sobre um montante equivalente de importações norte-americanas, provocando a ira de Donald Trump, que respondeu com novos direitos aduaneiros, que alcançaram 50% sobre determinados produtos.
Na última sexta-feira, a Casa Branca anunciou, no entanto, uma alteração na lista de produtos canadianos abrangidos pelos direitos aduaneiros de 50%, com o objetivo alegado de dar resposta a um pedido da senadora republicana do Maine (norte), Susan Collins, que se encontra num empate técnico com o adversário democrata pela eleição naquele estado.
Uma empresa norte-americana, especializada na importação de produtos alimentares, apresentou na passada terça-feira uma queixa contra as sobretaxas, considerando que se tratava de um “abuso de poder que provoca danos imediatos às empresas norte-americanas, aos seus fornecedores e clientes”.