A BYD foi o 5.º maior construtor mundial em 2025, mas está decidida a subir no ranking, visando especificamente a liderança dentro de uns anos, que hoje está nas mãos da Toyota e com larga vantagem, ou não vendesse o grupo japonês cerca de 11,3 milhões de de veículos. Isto é substancialmente mais do que os 4,6 milhões de veículos comercializados pela BYD.
Aos olhos de qualquer analista, as pretensões da BYD parecem (no mínimo) excessivas. E por dois motivos, uma vez que mesmo que os objectivos sejam a longo prazo, em princípio a cinco anos, a realidade é que a BYD teria de aumentar as vendas em mais de um milhão de unidades por ano, durante os próximos cinco anos. Acresce que, no seu mercado doméstico, a China, a tendência tem sido a de um arrefecimento da procura.
Em 2025, o ranking mundial determinou que a Toyota liderava com 11,3 milhões de veículos vendidos, seguida do Grupo VW com 8,9 milhões, do grupo Hyundai/Kia com 7,2 milhões, surgindo a Stellantis na 4.ª posição com 5,5 milhões de unidades transaccionadas. A BYD estabeleceu-se no 5.º posto, com 4,6 milhões, à frente da General Motors (4,5 milhões), da Ford (4,3 milhões), da Geely (4,1 milhões), da Honda (3,3 milhões) e da Suzuki (3,2 milhões).
A BYD tem algumas dificuldades em justificar esta aspiração à liderança do ranking das vendas, especialmente porque o mercado chinês de veículos novos se retraiu, o que levou o construtor a registar aí uma queda nas vendas de 29,2% só no último ano. Daí que a BYD, à semelhança das restantes marcas chinesas, se tenha refugiado na exportação de eléctricos para a Europa, à boleia da redução de taxas que os construtores alemães forçaram a Europa a aceitar. Mas que, ainda assim, permitiram que as vendas da BYD aumentassem substancialmente no Velho Continente.