A Lua cheira mal e os astronautas não tinham seguro de vida. 17 histórias que talvez não saiba sobre o salto gigante para a Humanidade /premium

Tantas fotos e registos públicos. Mas será que sabemos o suficiente sobre o dia 20 de julho de 1969? Três homens fizeram História, mas há ainda muitas alíneas por revelar. Mesmo 50 anos depois.

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Aquele dia é bem conhecido: a bandeira americana, as pegadas na Lua, a frase “um pequeno passo para o Homem, um salto gigante para a Humanidade”… Todos sabemos disso. Mas sabia, por exemplo, que a frase não foi pronunciada bem assim? E que a famosa bandeira dos Estados Unidos custou 5,50 dólares e pode ter sido comprada num centro comercial? Ou até que se descobriu que a Lua cheira mal? Afinal, o dia 20 de julho de 1969 continua a guardar muitos mistérios e ainda há muitas histórias para além da História. Conheça algumas neste artigo.

Os fatos espaciais foram feitos por uma marca de lingerie

Alguma vez tinha pensado sobre como ou quem fez os fatos que permitiram aos astronautas sobreviver às temperaturas extremamente baixas e falta de ar na Lua? Bom, parece uma estranha associação, mas a NASA contratou a Playtex, uma marca de sutiãs, para desenhar a roupa dos astronautas. E houve alguns… conflitos.

A NASA obrigou a Playtex a trabalhar sob a supervisão da Hamilton Standard, uma empresa aeroespacial. Esta empresa desenhou um fato que foi rejeitado. Mais tarde, empregados da Playtex entraram na Hamilton Standard e recuperaram o design da marca de lingerie. Voltaram a submetê-lo e o fato ganhou o contrato.

Neil Armstrong e Buzz Aldrin a testarem os fatos no Manned Spacecraft Centre, no Texas

SSPL via Getty Images

Ao todo, os fatos custaram 100 mil dólares (cerca de 89 mil euros). Eram constituídos por várias camadas de fibras de plástico, borracha, várias peças de metal e tecido (cosido à mão).

Quanto ganhavam os astronautas da Apollo 11?

Quando regressaram à Terra, Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Mike Collins faziam, talvez, o trio mais famoso do planeta (e também os únicos que tinham saído e voltado do mesmo). Mas o salário não o deixava transparecer. Na verdade, os históricos astronautas ganhavam menos que, por exemplo, os jornalistas que estavam a cobrir a alunagem.

Os astronautas do programa Apollo ganhavam entre 17 e 20 mil dólares por ano, o que se traduz em cerca de 106 mil euros em comparação com a época atual. Escusado é dizer que, hoje, os astronautas ganham “um pouco” mais.

Uma viagem sem seguro de vida

Os três astronautas conheciam os riscos da viagem e sabiam que a possibilidade de não voltarem à Terra era elevada. E os riscos teriam de ser partilhados com as famílias de Aldrin, Armstrong e Collins. Como não tinham seguro de vida, os três tomaram medidas para o caso de não regressarem. Mas o “seguro” adoptado foi algo… peculiar: os três norte-americanos decidiram capitalizar a fama.

E como o fizeram (tendo em conta que a fama não foi pouca)? Antes de embarcarem na missão, assinaram centenas de envelopes comemorativos da Apollo 11 com a data prevista de alunagem e um design especial. Sabiam que estes objetos já tinham algum valor à partida e só poderiam valorizar ainda mais. O objetivo — se a História tivesse sido diferente — era as mulheres venderem os envelopes e, com o dinheiro, garantirem alguma estabilidade e pagar a faculdade dos filhos.

Como hoje sabemos, não tiveram de o fazer.

A missão Apollo 11 partiu do Cabo Canaveral, na Florida, às 9h32 da manhã do dia 16 de julho de 1969

Neil, Buzz e Michael foram à Lua juntos… mas não eram bem “amigos”

Passaram oito dias “enfiados” numa cápsula à deriva no Espaço e protagonizaram um dos maiores feitos do Homem. Mas nem assim os astronautas da Apollo 11 forjaram lá grande amizade e a relação entre eles era mesmo fria e distante. Mike Collins chegou a descrever a tripulação como “amigos desconhecidos”.

Se fosse à Lua com um grupo de amigos — um feito que sabe que seria relembrado para todo o sempre — como decidiria quem seria o primeiro a caminhar sobre o nunca antes explorado terreno? Bem, terá sido essa a discussão que esfriou a amizade da tripulação. Estava estabelecido no plano inicial que seria Buzz Aldrin a pisar pela primeira vez na História a Lua, por ser o piloto. Mas, quatro meses antes da descolagem, a NASA mudou o programa e escolheu Neil Armstrong para protagonizar o feito. A agência nunca explicou o porquê.

Mike Collins diria mais tarde que Aldrin arrepende-se hoje mais de não ter sido o primeiro homem de sempre a pisar a Lua, do que o valor que dá ao facto de ter sido o segundo.

A famosa frase de Neil Armstrong não foi exatamente como se pensa

“One small step for man, a giant leap for mankind”: talvez uma das mais conhecidas expressões de sempre. Mas terá sido mesmo assim? Não. Com base numa extensiva análise do áudio, alguns peritos afirmam que há uma sílaba em falta: a letra “a”, que muda todo o sentido da frase. Assim, Neil Armstrong terá dito: “One small step for a man”; ou seja, “um pequeno passo para um homem”. E foi mal citado ao longo de todos estes anos.

Confira você mesmo:

Áudio original da NASA com a voz de Neil Armstrong

E como inventou Armstrong esta frase? Há quem diga que se inspirou no livro de 1937 “The Hobbit”, de J.R.R. Tolkien. Há uma passagem onde o autor descreve o momento em que o protagonista, Bilbo Baggins, se torna invisível e salta por cima do vilão: “Not a great leap for a man, but a leap in the dark”. Resta-nos especular.

“Moonhead”, um tema adequado para a alunagem

Em 1969, a cobertura em direto de eventos não era algo comum nem garantido — como hoje em dia. Mas aconteceu. Afinal, o “acontecimento” não obrigava a menos. E quem melhor para acompanhar uma transmissão de várias horas que os Pink Floyd? A banda inglesa, formada apenas quatro anos antes, fez um jam session em direto para a BBC para acompanhar a chegada à Lua. O resultado foi a canção “Moonhead”, que nunca chegou a ser lançada oficialmente.

“Estávamos num estúdio de televisão da BBC a improvisar temas durante a alunagem. Era uma transmissão ao vivo e estava um painel de cientistas de um lado do estúdio e nós do outro. Eu tinha 23 anos. Foi fantástico pensar que estávamos a fazer uma música, enquanto os astronautas estavam a pisar a Lua. Não me parece possível que isso acontecesse na BBC hoje em dia”, conta David Gilmour, guitarrista dos Pink Floyd.

"Estávamos num estúdio de televisão da BBC a improvisar temas durante a alunagem. Era uma transmissão ao vivo e estava um painel de cientistas de um lado do estúdio e nós do outro. Eu tinha 23 anos. Foi fantástico pensar que estávamos a fazer uma música, enquanto os astronautas estavam a pisar a Lua. Não me parece possível que isso acontecesse na BBC hoje em dia", lembra David Gilmour, guitarrista dos Pink Floyd.

Quanto custou e de onde veio a famosa bandeira utilizada pelos EUA para reclamar a Lua?

Cinco dólares e meio (cerca de 33 euros na economia de hoje). Junte ainda às contas os tubos de metal usados para erguer a bandeira de nylon, claro. Mas até por detrás de uma simples bandeira há muito mistério. E não, não falamos das teorias que questionam o porquê de a bandeira aparentar estar ao vento, que não existe na Lua.

Esta história começa, na verdade, ainda na Terra. Os engenheiros da NASA encomendaram uma bandeira de um catálogo do governo três meses antes do início da missão, juntamente com os tais tubos de metal. Mas há quem acredite que a bandeira norte-americana, o famoso símbolo que mostra que os Estados Unidos foram os primeiros a chegar à Lua, foi na verdade comprada por uma secretária da NASA num armazém da Sears, em Houston.

Também há quem diga que quem a costurou foi uma portuguesa, Maria Isilda, numa fábrica americana.

3 fotos

Na verdade, não há uma, mas seis bandeiras norte-americanas na Lua. Já terão perdido a cor, devido aos raios UV e a 50 anos de desgaste, e é provável que sejam hoje apenas panos brancos. Mas ainda estão de pé, provando que a marca do Homem está bem patente na Lua. Apenas a bandeira da Apollo 11 — a tal que pode ter sido comprada numa loja — já terá caído, de acordo com imagens recentes de um satélite.

E se a primeira bandeira a ser “espetada” na Lua tivesse sido a das Nações Unidas? Esteve quase para acontecer. Os dirigentes da NASA discutiram bastante esta questão e chegaram a considerar se a bandeira dos EUA seria a mais adequada. Temiam que tal símbolo representasse a reclamação da posse da Lua para os Estados Unidos… Bem, foi o que acabou por acontecer.

A Lua cheira mal e não parece haver uma justificação clara

Os doze astronautas que já foram à Lua estão de acordo: há um odor estranho naquele local. Buzz Aldrin foi o primeiro a testemunhar este odor. Mas, devido aos fatos e aos capacetes espaciais, o mau cheiro só foi detetado quando regressou à nave e removeu a roupa. É que o cheiro é tão forte que se impregna nos tecidos, como um material pegajoso. Mas que cheiro é este, afinal? Nas palavras de quem lá esteve, a Lua cheira a cinzas e a pólvora.

“Cheira a carvão queimado, a cinzas numa chaminé… Principalmente quando lhes deitas água em cima”, explicou Buzz Aldrin.  Mais tarde, astronautas de outras missões comprovaram. “A Lua tem um odor realmente forte. O cheiro é igual a pólvora”, disse Charlie Duke, piloto da Apollo XVI.

"A Lua cheira a carvão queimado, a cinzas numa chaminé... Principalmente quando lhes deitas água em cima", descreveu Buzz Aldrin.

As amostras do terreno lunar trazidas para a Terra perderam o cheiro e não puderam ser testadas. Terão sido contaminadas pelo ar e água terrestres e perderam as suas qualidades. Então, a que se deve este odor? Não se sabe ao certo, mas o engenheiro da Estação Espacial Internacional, Donald Petit, tem duas explicações: fala em humidade e num processo de oxidação que extrai odores do terreno lunar.

JoAnn, a única mulher da equipa

Foi uma das primeiras engenheiras de sempre a trabalhar na NASA. E fez — tal como os três homens — História. JoAnn Morgan tinha 28 anos em 1969 e era a única mulher na sala de comandos da missão. Estava a cargo de 21 canais de comunicação e tinha como função garantir a segurança e bom funcionamento de todos os sistemas de monitorização do Saturn 5, o foguete que levou a Apollo para ao Espaço.

JoAnn foi uma das primeiras mulheres de sempre a trabalhar na NASA

NASA

“Foi uma experiência fantástica. Os homens conheciam-me e confiavam em mim. E o facto de ter estado presente no lançamento fez-me sentir bastante integrada e isso fez, literalmente, a minha carreira na NASA”, lembrou recentemente JoAnn em declarações à BBC.

A engenheira revela também que foi vítima de alguns episódios de sexismo. De comentários nos elevadores a chamadas obscenas, foram muitos os episódios vividos. Mas afirma que sempre se sentiu bem-vinda na agência e parte da equipa. JoAnn tem também ela própria o sonho de um dia ainda ir ao Espaço. E afirma que, se ficar por lá, “não há problema”.

“A Primeira Última Ceia”: a refeição dos astronautas na Lua

Com tantas horas de viagem, uma boa alimentação era essencial. E a comida que os astronautas levaram na nave foi variada, mas muito pouco… espacial. A ementa incluiu bacon, bifes, bolachas, pêssegos, sumo de ananás e café.

Mas antes de tudo isso, houve uma “refeição” mais especial. Buzz Aldrin é extremamente religioso e quis celebrar a ocasião de forma simbólica e de acordo com as suas crenças. Para tal, comungou em plena Lua e tomou uma hóstia como representação do corpo de Deus. Esta é vista como a primeira refeição da História na Lua.

Medalhas, mensagens de paz e sacos de fezes. O que ficou na Lua?

Não foi só a bandeira americana nem as famosas pegadas que Neil Armstrong e Buzz Aldrin deixaram na Lua. Para trás, ficaram na verdade mais de 100 objetos. Alguns foram deixados para poupar peso na viagem de regresso, outros foram levados de propósito com a intenção de ficarem para sempre no nosso satélite.

É o caso de medalhas comemorativas e que homenageiam astronautas que morreram na época e de uma placa com mensagens de paz assinada por 96 países. Mas esta placa quase que vinha de volta para a Terra. Neil e Buzz estavam já a subir o escadote para voltarem para a nave quando se lembraram que se tinha esquecido. Largaram a placa do escadote à última da hora.

Mas a história destes restos não se pinta apenas de ouro ou glória. Entre homenagens e objetos mundiais históricos, os astronautas deixaram também na Lua sacos de fezes, dois coletores de urina, um saco de vómito, embalagens de refeições e ainda partes do rover. A título de curiosidade (que é o propósito deste artigo) as missões Apollo já deixaram 96 sacos de fezes na Lua.

Como “lembrança”, os três “heróis” trouxeram 380 quilos de pedaços da Lua. Uma boa troca face ao que deixaram, certamente.

O “suspeito” bigode de Michael Collins

São conhecidas as imagens de Michael Collins a fazer a barba… em pleno Espaço. Não é para todos. Quando partiu, não tinha barba. Mas, quando regressou, tinha um farto bigode. Parece exagerado, mas para alguns conspiracionistas é esta a prova de que o Homem nunca foi à Lua e tudo não passou de uma encenação.

Questionam-se: “se o Michael fazia a barba, como é que teve tempo para deixar crescer o bigode?”. “Xeque-mate, Nasa”, dizem alguns teóricos.

Astronautas estiveram de quarentena durante três semanas

Assim que chegaram à Terra, Buzz, Neil e Michael foram obrigados a completar um período de isolamento. Afinal, acabavam de completar uma viagem ao Espaço e ninguém sabia o que ia acontecer. O objetivo foi proteger a Terra de possíveis “germes lunares”. Os três ficaram instalados numa “unidade de quarentena móvel”. Depois de várias horas fechados numa cápsula no Espaço, há algo melhor que assim continuar… mas na Terra?

Primeiro, estiveram a bordo do navio USS Hornet e depois passaram para a base Pearl Harbor, no Hawai. Richard Nixon chegou a visitar os “isolados” e a foto do Presidente dos Estados Unidos a observar os três colados à janela também se tornou icónica.

O Presidente Richard Nixon visitou os astronautas que estavam de quarentena a bordo de um navio

Bettmann Archive

Michael Collins diria mais tarde que esta medida foi “uma farsa”, uma vez que, se os astronautas estivessem realmente contagiados, os eventuais micróbios ter-se-iam fixado na Terra assim que abriram a cápsula à chegada.

E se algo corresse mal? Nixon tinha um discurso preparado para se os astronautas tivessem morrido

“Em caso de desastre na Lua”: assim se chamava o texto de Richard Nixon. Ditou o sucesso da missão que o discurso fosse outro, mas o Presidente norte-americano estava precavido. A 18 de julho de 1969, Nixon pediu ao seu speechwritter, William Safire, um discurso de condolências e louvor aos astronautas.

“Ordenou o destino que os homens que foram à Lua para a explorar em paz, vão ficar na Lua a descansar em paz. Estes corajosos homens, Neil Armstrong e Edwin Aldrin, sabem que não há esperança na sua recuperação. Mas vão saber que há esperança na humanidade devido ao seu sacrifício”, dizia o texto.

"Ordenou o destino que os homens que foram à Lua para a explorar em paz, vão ficar na Lua a descansar em paz", dizia o discurso de Richard Nixon caso houvesse um desastre lunar.

Nixon escreveu que os astronautas seriam homenageados “pelas suas mulheres, nação, mundo e Terra Mãe”. O texto tinha ainda indicações explícitas para chamar um padre e contactar as viúvas antes de o discurso ser lido. Porque se as coisas corressem mal, não havia qualquer hipótese de recuperar os astronautas, morreriam sozinhos na Lua, de fome ou suicidando-se. As mulheres seriam informadas da situação e seriam de imediato cortadas todas as comunicações.

Mais tarde seria feito um funeral simbólico no mar.

A mensagem nunca lida por Nixon está hoje nos Arquivos Nacionais dos Estados Unidos para contar a história de um sucesso espacial e muito especial.

NASA admitiu que uma das históricas fotografias foi “retocada”

As fotografias do Homem na Lua são históricas e para muitos uma das provas que, efetivamente, lá estivemos.  Mas da bandeira que não devia ter movimento (porque não há vento lunar) à ausência de estrelas no horizonte, são muitas as teorias e questões levantadas ao longo dos anos com base na análise das fotos. E há uma — histórica, por sinal — que a NASA admitiu ter sido editada.

Trata-se da AS11-40-5903. A fotografia foi feita por Armstrong e mostra Buzz Aldrin na Lua. A foto tornou-se simbólica pois no visor do capacete de Aldrin é possível ver o reflexo de Neil Armstrong, da nave espacial e ainda da Terra.

Parece mesmo um jogo de “descubra as diferenças”. Ora tente:

Foto original (à esquerda) e foto editada (à direita)

NASA

Conseguiu? Aqui está a solução (apesar de ser bastante evidente a olho nu): a NASA alterou o enquadramento, colocando Buzz Aldrin mais ao centro da imagem, tornou o céu mais escuro e omitiu a antena do fato de Buzz Aldrin e um suporte do módulo lunar da parte inferior. A NASA afirma, no entanto, que esta foi a única imagem a sofrer alterações e que o fez para tornar a foto mais “bonita” para a comunicação social.

O chileno que comprou a Lua por 5 cêntimos e a quem Nixon pediu permissão para a alunagem

Em 1954, Jenaro Gajardo Vera foi ao notário e registou a Lua em seu nome. O chileno achou que estava a fazer “um ato poético” que lhe daria direito a “uma possível intervenção” na seleção dos futuros habitantes da Lua. Queria criar um mundo mais pacífico. E quanto custou registar a Lua? Apenas 42 pesos (o que atualmente equivale a sensivelmente cinco cêntimos).

Em 1969, Richard Nixon terá pedido autorização a Vera para que a Apollo 11 pudesse ir à Lua. O advogado do chileno consentiu, devido à cortesia do Presidente dos Estados Unidos.

Antes de morrer, Vera deixou a Lua ao seu povo, em testamento. Hoje a Lua, também com a sua permissão, pertence a uma centena de países que assinaram um acordo onde nenhum, individualmente, tomaria posse do satélite.

“The Dark Side of the Moon”: o lado negro da vida dos astronautas pós-Apollo

Alcoolismo, depressão, três casamentos falhados e lutas legais com os filhos. Viver na ribalta trouxe ao de cima e iluminou o lado mais negro da Lua de Buzz Aldrin. O astronauta divorciou-se da primeira mulher, Joan Archer, em 1974 — quatro anos depois da missão. O segundo casamento durou apenas três anos. Já o terceiro durou de 1988 até 2012.

Buzz Aldrin chegou também a processar dois dos três filhos e uma empresária, que alegadamente terão tentado controlar os bens da sua empresa e fundação de caridade.

“O Buzz quer fazer parte do futuro. Não quer ser uma peça de museu”, disse o advogado do astronauta, Robert Bauer.

Neil Armstrong e a esposa, Janet, em 1969

Mondadori via Getty Images

A vida pós-Apollo também não foi fácil para Neil Armstrong. “O silêncio é a reposta do Neil. A palavra “não” é por si só uma discussão. Ele é um homem muito solitário”, chegou a dizer Janet, a esposa do astronauta. Divorciaram-se 1994, apagando uma luz que nem a Lua conseguiria iluminar.

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