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Uma denúncia de um whistleblower das secretas colocou Washington D.C. em polvorosa esta semana. As informações oficiais ainda são poucas: em causa estará uma chamada do Presidente norte-americano, Donald Trump, para um líder internacional, onde terá sido feita uma “promessa” indevida. Mas a imprensa norte-americana começa a ligar os pontos e a apontar na direção de uma investigação já em curso, no Congresso, a alegadas pressões da Casa Branca ao novo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Em causa estará a tentativa de reabrir uma investigação no país a Hunter Biden, filho do candidato democrata à presidência Joe Biden.

Só que nada é assim tão simples. E porquê? Porque a informação oficial é escassa. E a própria comunidade das secretas norte-americanas está dividida sobre se os responsáveis da área são ou não obrigados a divulgar tudo o que sabem sobre esta denúncia anónima aos congressistas que estão a investigar o assunto. O supervisor, o inspetor-geral das secretas Michael Atkinson, considerou que a denúncia é credível e classificou-a como uma matéria de “preocupação urgente”, o que por lei obriga a uma notificação do Congresso. Foi uma espécie de “segunda denúncia”, o que levou o diretor de um escritório de advogados de segurança nacional a classificar todo o caso como “uma matriosca de denúncias”, em declarações ao Politico.

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