Índice
Índice
A 17.ª edição do NOS Alive arranca esta quinta-feira, 10 de julho, e prolonga-se até sábado, dia 12. Durante três dias, o Passeio Marítimo de Algés volta a encher-se de palcos e artistas perante uma multidão de dezenas de milhares de pessoas. Ainda há bilhetes à venda para os dias 11 e 12, pelo valor de 84€, e passes para esses dois dias que custam 168€.
Não sendo o ano em que o festival mais surpreende ou em que apresenta os maiores nomes da indústria, o NOS Alive mantém a aposta numa programação eclética, que tanto vai à pop como ao rock e à música de dança, apostando sobretudo em música anglo-saxónica, mas com algumas exceções importantes pelo meio.
Artistas de massas como Olivia Rodrigo, Muse, Nine Inch Nails, Justice, Future Islands ou Foster The People fazem os seus regressos a Portugal; mas também há espaço para relevantes estreias absolutas, como é o caso de Finneas, Anyma, Benson Boone, Noah Kahan ou Barry Can’t Swim. Eis um possível roteiro de 17 concertos para a 17.ª edição do NOS Alive.
QUINTA-FEIRA, 10 DE JULHO
Benson Boone
Palco NOS, 19h30
Arrancamos com uma estreia absoluta em Portugal — uma das várias que marcam este primeiro dia de festival no Passeio Marítimo de Algés. Benson Boone é um jovem cantor norte-americano de 23 anos que se tornou num fenómeno nas redes sociais, muito graças ao single Beautiful Things, que antecipou o álbum de estreia Fireworks & Rollerblades, editado em 2024. Já este ano, foi a vez de lançar mais um disco, American Heart, que prolonga a sua ascensão rumo ao estrelato. São estas canções pop rock, registos emocionais que falam de amor ou de auto-descoberta, que Benson Boone se prepara para apresentar pela primeira vez ao vivo ao público português.
Barry Can’t Swim
Palco Heineken, 20h30
De seguida vamos para outra ponta do recinto para descobrir a música de Barry Can’t Swim. É o projeto artístico de Joshua Spence Mainnie, músico e produtor escocês, autor de uma eletrónica de múltiplas influências, que também faz no NOS Alive a sua estreia em Portugal. A sua carreira é curta, tendo só começado em 2020, mas promissora — o seu álbum de estreia, When Will We Land?, figurou na shortlist do prestigiado Mercury Prize e foi aclamado por boa parte da crítica. Este ano, deu-lhe seguimento com Loner. Ao vivo, as suas performances magnéticas têm-se revelado outro dos seus trunfos.
Noah Kahan
Palco NOS, 21h10
E vamos para a terceira estreia consecutiva. O norte-americano Noah Kahan pisa pela primeira vez os palcos portugueses para apresentar a sua folk pop, de raízes na América profunda, que muitas vezes reflete sobre questões de saúde mental e angústias interiores. Aos 28 anos, o artista conta com três discos no currículo — o mais recente, Stick Season, é de 2022 — e muitos milhões de ouvintes espalhados pelo planeta. Os que estiverem por Algés vão poder finalmente vê-lo ao vivo.
Olivia Rodrigo
Palco NOS, 23h15
É a grande estrela da primeira noite do NOS Alive. Um ano após ter feito duas datas na MEO Arena, Olivia Rodrigo regressa a Portugal enquanto cabeça de cartaz de um dos maiores festivais do país. A cantora norte-americana de apenas 22 anos não lançou uma única música nova desde então, mas traz na bagagem os êxitos dos álbuns Guts (2023) e Sour (2021) que os fãs dedicados — e todos os curiosos que por lá estiverem — desejam ouvir. A sua pop confessional, por vezes com nuances e influências de rock alternativo, tornou-a numa das maiores estrelas da atualidade, estatuto com que regressa à Europa.
Parov Stelar
Palco Heineken, 00h05
Já se está a tornar uma tradição. Pela quarta vez na história do NOS Alive, o compositor e DJ austríaco Parov Stelar faz a festa com a sua música de dança repleta de swing e elementos jazzísticos, envolta numa estética vintage, com grande destaque para os sopros. No último ano lançou singles como Drum, In Between ou Pink Electric Shoes, mas temos a certeza de que o público quererá ouvir (e dançar ao som de) temas emblemáticos como All Night, Booty Swing ou The Sun.
Nathy Peluso
Palco Heineken, 2h20
Será a terceira vez de Nathy Peluso em Portugal, mas a primeira em que apresenta o aclamado álbum Grasa, editado o ano passado. Nascida na Argentina mas criada em Espanha, a artista de 30 anos tem-se afirmado como um portento da música latina, graças a um híbrido sonoro que cruza rap, pop, soul ou R&B moderno com múltiplas influências hispânicas, sejam mais espanholas ou sul-americanas, do reggaeton à salsa. Também tem sido elogiada pelas vibrantes atuações ao vivo, que agora tem a oportunidade de levar ao Passeio Marítimo de Algés.
SEXTA-FEIRA, 11 DE JULHO
Macacos do Chinês
Palco WTF Clubbing, 18h15
É o regresso de uma banda de culto do hip hop português, que na verdade sempre foi muito mais do que isso. Com uma natureza inventiva, que os levou pelos caminhos do grime ou do dubstep, sem se prenderem a géneros convencionais ou a categorias simplistas, os Macacos do Chinês ficaram conhecidos pela abordagem refrescante, com letras que tanto podiam ser satíricas como integrar um storytelling envolvente. Quase 15 anos depois, estão de volta aos palcos com temas como Rolling na Reboleira, Plutão ou Babilónia. Está confirmado que este será apenas um primeiro passo e que haverá mais datas — e também não será estranho se sacarem da cartola alguns temas novos.
Capicua
Palco WTF Clubbing, 21h15
Poucos meses após ter lançado o seu novo álbum, Um Gelado Antes do Fim do Mundo, Capicua ruma ao NOS Alive para o apresentar. Trata-se de um disco musicalmente mais fluido, em que a artista cruza o rap, a sua voz cantarolada e a palavra dita para abordar os grandes temas (e problemas) do momento, desde a ascensão da extrema-direita à crise das alterações climáticas, passando pela intolerância crescente. Espera-se, portanto, uma das atuações mais políticas, urgentes e importantes deste NOS Alive.
Justice
Palco NOS, 22h
Sete anos depois, os franceses Justice estão de volta a Portugal com a sua música de dança que tanto vai beber ao house como ao disco, passando pelo electroclash, e que também é influenciada por toda a escola francesa de eletrónica. A dupla de Gaspard Augé e Xavier de Rosnay tem um novo disco na manga, o elogiado Hyperdrama, editado em 2024, que servirá como base para uma performance envolvente que se espera tão sonora quanto visual.
Finneas
Palco Heineken, 23h15
É mais uma das estreias marcantes deste NOS Alive. Finneas já passou por Portugal, mas como parte da comitiva da sua célebre irmã mais nova, a estrela Billie Eilish, de quem tem sido um colaborador essencial ao longo de todo o seu percurso. Em nome próprio, Finneas é também o autor de uma pop alternativa que já gerou um EP e um par de álbuns. O mais recente, que estará em destaque no alinhamento desta atuação, é For Cryin’ Out Loud!, de 2024. Espera-se uma enchente no Palco Heineken por parte dos muitos fãs de Finneas (e da irmã) que nunca tiveram oportunidade para o ver ao vivo.
Anyma
Palco NOS, 00h15
O Palco NOS encerra o segundo dia de NOS Alive em grande com a estreia de outro fenómeno em Portugal. Anyma é um dos DJs e produtores de música eletrónica do momento, atuando nos grandes festivais e palcos de todo o mundo, com um espetáculo com uma forte componente visual — foi o primeiro DJ, por exemplo, a passar pela famosa arena imersiva Sphere, em Las Vegas, não só para fazer uma atuação, mas para ser o anfitrião de uma residência. O italiano tornou-se conhecido como metade da dupla Tale of Us, mas entretanto desenvolveu um percurso a solo de sucesso que já conta com uma trilogia de álbuns Genesys, com uma abordagem melódica e por vezes progressiva ao techno e ao house.
SÁBADO, 12 DE JULHO
Luís Severo
Palco Coreto, 18h35
Cedo ou Tarde é o álbum que Luís Severo anunciou e apresentou no final de 2023 mas que acabou ainda por não se concretizar — parece que o título já adivinhava o que aconteceria, e que pendeu mais para o tarde. Seja como for, as suas canções singelas e poéticas, inéditas ou mais antigas, darão certamente um ótimo final de dia no Coreto do NOS Alive. E talvez seja uma boa oportunidade para fazer um ponto de situação com o cantautor, para dissipar as dúvidas em relação ao aguardado próximo disco.
Jet
Palco NOS, 19h30
Autores de êxitos como Are You Gonna Be My Girl, Look What You’ve Done ou Cold Hard Bitch, os australianos Jet — que se dizem guardiões de um reduto clássico de rock’n’roll — voltaram ao ativo nos últimos anos, depois de um hiato. Não lançam um álbum desde Shaka Rock, editado em 2009, mas já prometeram um novo disco para breve. Entre os riffs enérgicos de guitarra e os grooves calorosos, talvez em palco levantem o véu sobre o novo trabalho e deem pistas em relação ao futuro.
Muse
Palco NOS, 21h15
Os Muse têm uma longa história de amor com o público português, sendo uma das bandas mais frequentes no nosso país desde o início do milénio. Já encheram estádios, arenas e recintos de festivais ao longo dos anos — embora já não estejam propriamente no auge, mantêm-se como um nome forte, uma banda de culto que pode não ter esgotado o NOS Alive, mas que ainda assim promete atrair uma vasta multidão ao Passeio Marítimo de Algés. Trazem consigo canções emblemáticas como Supermassive Black Hole, Uprising ou Starlight, mas também os temas do mais recente disco, Will of the People, editado em 2022.
Foster the People
Palco Heineken, 22h50
Oito anos depois, os norte-americanos Foster the People regressam a Portugal com um novo disco para apresentar. Paradise State of Mind, o quarto álbum da sua discografia, não teve tanto impacto mas foi amplamente elogiado pela crítica. Trata-se de um trabalho de synth pop particularmente influenciado pela música dos anos 70 e 80, da disco ao funk, passando pelo jazz, com letras que tanto abordam os grandes problemas do mundo — da pandemia aos conflitos bélicos — como questões mais pessoais, como as dificuldades do vocalista Mark Foster com o alcoolismo.
Nine Inch Nails
Palco NOS, 00h15
Banda de culto que marcou os anos 90 com o seu rock industrial, os Nine Inch Nails regressam a um sítio onde já foram felizes — a última vez que atuaram em Portugal foi precisamente no NOS Alive, em 2018. O grupo liderado por Trent Reznor e Atticus Ross lançou em 2020 os últimos discos, Ghosts V: Together e Ghosts VI: Locusts, mas apostamos que os fãs vão querer sobretudo escutar clássicos como Closer, Hurt ou Head Like A Hole.
Future Islands
Palco Heineken, 1h15
O NOS Alive de 2025 culmina com um concerto dos Future Islands que, tal como os Nine Inch Nails, regressam ao festival passados sete anos. Os norte-americanos têm uma presença magnética em palco, muito graças ao carisma do vocalista Samuel T. Herring, com canções synthpop dotadas de uma energia rock, por vezes até punk, com letras frequentemente melancólicas, mesmo que as canções soem alegres e vibrantes. Consigo trazem um novo disco para apresentar, editado no ano passado, People Who Aren’t There Anymore, que se centra sobretudo no fim da relação à longa distância de Herring que se deu graças aos confinamentos da pandemia.