Índice

    Índice

Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

A 14 de março de 1939, uma terça-feira, Gabriel Coedegal de Oliveira Santos, 28 anos, natural de Ovar e residente em Coimbra, engenheiro silvicultor na Repartição dos Serviços Florestais, entrou num consultório na Rua do Alecrim, em Lisboa, e disparou oito vezes contra o médico que lá trabalhava — António Caetano de Abreu Freire Egas Moniz, neurologista.

Por aquela mesma porta já tinham entrado ilustres membros da sociedade. Fernando Pessoa, acabado de desistir do Curso Superior de Letras, procurou Egas Moniz numa altura em que “para cadáver só faltava morrer” — assim se descreveu o próprio poeta —, quando lhe atormentou o medo de ter herdado da avó, Dionísia Perestrelo de Seabra, que havia enlouquecido, uma psicopatologia.

Por aquela mesma porta já tinham entrado ilustres membros da sociedade. Fernando Pessoa, acabado de desistir do Curso Superior de Letras, procurou Egas Moniz numa altura em que "para cadáver só faltava morrer" — assim se descreveu o próprio poeta —, quando lhe atormentou o medo de ter herdado da avó, Dionísia Perestrelo de Seabra, que havia enlouquecido, uma psicopatologia.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.