As 13 horas e 31 minutos em que May se salvou — e lembrou que, afinal, é Natal /premium

13 Dezembro 2018

Foi muito longo o dia de Theresa May. No final, conseguiu salvar-se — e possivelmente também a festa de Natal do Partido Conservador. Mas conseguirá salvar o Brexit?

8h01

Quando acordou esta manhã, Theresa May tinha razões que bastassem para que, no duche matinal, arranhasse aquele que é um dos versos mais essenciais do cancioneiro natalício anglo-saxónico: “Do they know it’s Christmas time at all?”, que é como quem diz “será que eles sabem que é Natal?”.

A primeira-ministra já conhecia o desafio que aí vinha desde a noite de terça para quarta-feira, em que foi informada pelo deputado Graham Brady, que preside ao Comité 1922 do Partido Conservador — tarefa que, nos últimos dias, tem consistido, acima de tudo, em receber cartas a pedir a votação de uma moção de confiança dentro da bancada parlamentar tory. Para esta avançar, eram necessárias 48 cartas. Quis o destino, e também também os conservadores mais descontentes com o acordo para o Brexit que Theresa May conseguiu levar de Bruxelas, que essa votação acontecesse no mesmo dia da festa de Natal do Partido Conservador. Mas eles não sabem que é Natal?

Sabem, mas terão de fazer escolhas. A esta hora, tanto a festa de Natal — onde foi feita a promessa de bar aberto de cerveja — como a votação da moção de confiança — que pode salvar ou matar de vez o futuro político de Theresa May — estão agendadas para as 18h00.

8h53

Antes de Theresa May se apresentar à nação e ao mundo, a sua equipa tratou de colocar o púlpito de madeira em frente ao número 10 de Downing Street para uma comunicação anunciada pouco tempo antes. Enquanto se esperava por Theresa May, uma funcionária ensaiava a posição da primeira-ministra, de maneira a que os fotógrafos conseguissem focar bem na mulher que quer levar o Reino Unido para fora da União Europeia até 29 de março de 2019.

Às 8h53, é ela mesma que sai da porta número 10 e se aproxima do púlpito. Sem rodeios, depois de confirmar que foi avisada de que ia ser submetida a uma moção de confiança dentro do seu próprio partido, disse: “Vou a jogo com tudo o que tenho”.

“O novo líder não teria tempo para renegociar um acordo de saída e aprovar a legislação necessário no parlamento até 29 de março. Por isso, um dos seus primeiros gestos teria de ser o de alargar ou rescindir o Artigo 50, atrasando ou até parando o Brexit, que o povo quer que levemos para a frente.”
Theresa May

A mensagem de Theresa May foi clara: se, com ela, já é complicado, com outros será muito pior. “O novo líder não teria tempo para renegociar um acordo de saída e aprovar a legislação necessária no Parlamento até 29 de março. Por isso, um dos seus primeiros gestos teria de ser o de alargar ou rescindir o Artigo 50, atrasando ou até parando o Brexit, que o povo quer que levemos para a frente”, disse a primeira-ministra.

No final, disse que a sua “agenda” era a de “cumprir o Brexit pelo qual o povo votou”. E terminou: “E eu vou continuar aqui para acabar o trabalho”. Nisto, virou as costas aos jornalistas e voltou para dentro da porta número 10, parcialmente tapada por uma árvore de Natal gigante.

10h11

A esta hora já se começava a tentar perceber quem, entre o Partido Conservador, poderia vir a ser o 77º primeiro-ministro do Reino Unido. No The Guardian, já havia um artigo publicado com uma lista de possíveis candidatos, que ia de Boris Johnson (ex-ministro dos Negócios Estrangeiros que bateu a porta com em protesto com Theresa May) até Michael Gove (ainda ministro e que noutras alturas já demonstrou ter a ambição de vir a ser mais do que isso).

Mas, no meio da busca por um 77º, havia também quem procurasse pôr água na fervura e relembrar que ainda havia uma 76ª — e que era essa que deveria ficar no poder: Theresa May, claro. Quem o fez foi o 75º, David Cameron. No Twitter, o primeiro-ministro que levou o Reino Unido ao referendo do Brexit — e que se demitiu dias depois do resultado ter sido o contrário daquele que ele esperava — apelou aos deputados do Partido Conservador que apoiassem Theresa May.

“Espero que os deputados conservadores apoiem a primeira-ministra na votação de hoje. Não nos podemos distrair de procurar o melhor resultado juntamente com os nossos vizinhos, amigos e parceiros da UE”, escreveu o 75º.

Enquanto isso, já todos os ministros do seu governo menos três, que também têm poder voto já que são igualmente deputados, declararam o seu apoio a Theresa May.

11h16

Afinal, até conservadores que sabem que é mesmo Natal — e estão dispostos a dar uma prenda a Theresa May. O Tory Reform Group, que alega ser a corrente do Partido Conservador que conta com mais militantes, emitiu, a esta hora, um comunicado a defender a sua líder. “Esta é uma altura crítica para o nosso país, não devia ser sobre o Partido Conservador, mas sim sobre o interesse nacional e a implementação da decisão tomada a 23 de junho”, lê-se nesse comunicado. “O nosso partido é, e tem de ser, muito mais do que o Brexit”, continua o texto, ecoando desta forma uma ideia desenvolvida por Theresa May no seu discurso de horas antes. “Perante a perspetiva bem real de um governo da esquerda dura de Corbyn, agora é tempo de união.”

12h06

É com o embalo destas declarações públicas de apoio que Theresa May se senta na Câmara dos Comuns para responder às habituais perguntas à primeira-ministra. Mas, se até aí o dia tinha sido marcado por palmadinhas nas costas, tudo isso foi posto de lado quando a líder dos conservadores se sentou para responder às perguntas da oposição. O embate mais duro foi, como seria de esperar, com Jeremy Corbyn, o líder do Partido Trabalhista.

Primeira pergunta: “Pode informar a Câmara dos Comuns que alterações conseguiu para o acordo?”, lançou o líder trabalhista, referindo-se aos encontros que Theresa May teve na véspera, com Angela Merkel, o primeiro-ministro holandês e Jean-Claude Juncker.

Jeremy Corbyn disse que a atuação de Theresa May e do seu governo tem sido "repugnante" (Dan Kitwood/Getty Images)

Theresa May respondeu com uma não-resposta: “Ao senhor deputado pouco importa o que eu trago de Bruxelas, porque ele vai votar contra seja o que for que eu trouxer de Bruxelas. O que ele quer é criar o caos na nossa economia, danos e divisão na nossa sociedade, danos na nossa economia! Isso é o Partido Trabalhista, isso é Corbyn!”.

Jeremy Corbyn devolveu-lhe uma não-pergunta. “O que disse é inaceitável para esta câmara e para qualquer pessoa”, disse, queixando-se de que a primeira-ministra desrespeitou a Câmara dos Comuns ao adiar de forma unilateral a votação do atual acordo para o Brexit para até 21 de janeiro. “O comportamento repugnante desta primeira-ministra tem de ser responsabilizado”, atirou o trabalhista.

“O que disse é inaceitável para esta câmara e para qualquer pessoa.”
Jeremy Corbyn

Pouco depois, foi a vez do líder parlamentar do SNP, os independentistas escoceses, criticar os conservadores e o executivo de Theresa May. “Esta primeira-ministra nem consegue fazer o trabalho dela porque os conservadores estão numa guerra civil. Este governo é uma vergonha”, disse Ian Blackford. E mais à frente completou: “Este governo é uma farsa”.

Theresa May acompanhou tudo isto com um sorriso desafiante na cara. Afinal de contas, não é nada a que não esteja já habituada. E, apesar de tudo, não é o combate da oposição que a preocupa a esta hora — é o fogo amigo da sua própria bancada. Quanto a estes, durante a sessão desta manhã, só há palavras amigas e de apoio. Aqueles que a apoiam preferem optar pelo silêncio, pelo menos para já.

Às 12h44, findas as perguntas de quem se inscreveu para interpelar a primeira-ministra, Theresa May arruma os papéis e sai disparada da Câmara dos Comuns.

13h22

“Oh, absolutely!”

É desta forma que Michael Gove, ministro do Ambiente e da Agricultura, responde ao jornalista Adam Boulton da Sky News, que lhe pergunta se está confiante na manutenção de Theresa May no seu cargo.

É nesta altura que o jornalista veterano da Sky News faz referência ao facto de, na segunda-feira, Michael Gove, à semelhança de tantos outros, ter dito que a votação do Brexit ia acontecer no dia seguinte — tudo para depois ser adiada até ao dia 21 de janeiro de 2019. “Eu não quero envergonhá-lo, mas…”, lança o jornalista, sublinhando que talvez também esta sua certeza poderá ter pés de barro.

“Já me enganei no passado, todos nos enganámos, mas estou certo de que a primeira-ministra vai ganhar hoje à noite”, devolveu o ministro, que parece não ter ficado muito envergonhado com a pergunta. Pouco depois, viria a ser confrontado nas ruas por um homem que assume a personagem do Pai Natal Enfurecido. Com várias câmaras a filmar o momento, o homem mascarado disse ao ministro: “Você não sabe como é que as pessoas normais vivem, você não sabe quais são os problemas deste país. Não faz ideia! Ideia nenhuma! E não vai ganhar nenhumas prendas minhas. Não passa de um sapinho elitista!”.

“Será que eles sabem que é Natal?”, perguntaria a constelação de estrelas que deu voz à música do Live Aid. Saber, sabem. Mas não estão, propriamente, a sentir o espírito natalício.

13h30

Theresa May reúne-se com uma das figuras políticas de quem mais depende: Arlene Foster, líder do DUP. Sem o apoio dos unionistas da Irlanda do Norte, o governo do Partido Conservador fica sem maioria na Câmara dos Comuns — o que, nos tempos que correm, é o mesmo que dizer que fica sem futuro.

E é esse facto que tanto tem complicado a vida de Theresa May — isso e o facto de o DUP não aceitar backstop para a fronteira entre as duas Irlandas, conforme negociado entre a primeira-ministra e a União Europeia. Arlene Foster ter-lhe-á dito que as medidas para o backstop “não chegam” — e Theresa May terá “entendido a mensagem”, de acordo com o que, mais tarde, disseram políticos daquele partido da Irlanda do Norte.

14h38

Ao humor britânico, Bruxelas responde com a burocracia que a torna famosa. O Parlamento Europeu emite um comunicado dividido em quatro pontos onde, em referência ao backstop — o calcanhar de Aquiles do acordo conseguido por Theresa May — está escrito que “não é possível” renegociar esse ponto. “Sem um backstop, o parlamento não vai consentir o acordo de saída”, lê-se no comunicado.

16h02

De Bruxelas, as notícias até podem não ser boas para Theresa May, mas, dentro de fronteiras, já começa a haver razões para respirar de alívio. A esta hora, já são quatro os meios de comunicação que avançam que Theresa May deverá passar na votação: BBC, Sky News, Financial Times e, o último a confirmar, o The Guardian.

Ainda assim, ainda é demasiado cedo para ter todas as certezas quanto ao que se vai passar. Ao jornalista Tom Rayner, da Sky News, um ex-ministro próximo de Theresa May coloca a hipótese de os deputados que disseram aos media que iam votar a favor da primeira-ministra estarem a mentir. “A única coisa de que tenho 100% de certezas é que muitos dos meus colegas são uns mentirosos”, disse.

17h07

Pum! Pum! Pum! Pum!

Quando Theresa May chega à sala onde vai decorrer a votação da moção de confiança, muitos dos deputados conservadores desatam a bater com as mãos nas mesas. Em Portugal, chamar-se-ia a isto uma “pateada” e seria dado um significado negativo, de reprovação. Mas, no Reino Unido, pelo menos avaliar pelos relatos que dali surgem, este “desk-banging” é uma forma de receber bem Theresa May, antes do seu discurso à porta fechada.

Consta que, em junho deste ano, Donald Trump se terá queixado do tom de “professora de escola” que usava para falar com ele. Ora, o cenário que Theresa May terá encontrado ali, naquela sala repleta de deputados conservadores, não terá sido muito diferente daquele que muitos professores encontram nas escolas de hoje, pelos relatos dos próprios: além de uns poucos alunos interessados e atentos, os restantes estão agarrados ao telemóvel a mandar mensagens. Neste caso, os alunos viciados em SMS são deputados conservadores e os destinatários são os jornalistas que esperam do lado de fora da porta.

“No meu coração, gostaria de liderar o partido nas próximas eleições. Mas eu compreendo que o partido gostaria de ter outro líder nessas eleições."
Theresa May

Aos poucos, vão surgindo algumas ideias levantadas por Theresa May no seu discurso inicial. A principal ideia é a de que a primeira-ministra pede que a deixem ficar no poder até consumar o Brexit e, depois, ela própria sairia pelo seu próprio pé, abrindo o caminho para novos candidatos em futuras eleições. “No meu coração, gostaria de liderar o partido nas próximas eleições. Mas eu compreendo que o partido gostaria de ter outro líder nessas eleições”, terá dito.

17h34

É festa, mas não é festança. Enquanto Theresa May e os deputados conservadores se entendem à porta fechada, o departamento de recursos humanos do Partido Conservador avisa os funcionários que as deslocações para a festa de Natal são da responsabilidade de cada um . “Não devem ser cobradas ao partido”, lê-se no email.

17h45

Enquanto isso, começam as interpelações à primeira-ministra.

O deputado Jacob Rees-Mogg, um dos mais fervorosos eurocéticos e o primeiro a ter pedido, a 15 novembro, a votação de uma moção de confiança, diz que aquela promessa era vaga que não passava de “palavras de político”. Porém, muitos entendem as palavras da primeira-ministra como sendo “nada ambíguas”. E há até quem chore — mesmo. “Ela dedicou toda a sua vida ao partido”, disse ao The Guardian um parlamentar conservador.

Nisto, a primeira-ministra sai da sala — e vai de sorriso na cara, como escreve o jornalista James Forsyth, da revista The Spectator. “Claramente, Theresa May parece mais feliz à saída do que à entrada”, escreve.

18h00

Começa a votação — e, supostamente, a festa de Natal do Partido Conservador.

Alguns dos deputados publicam fotografias dos seus boletins no Twitter.

A maioria dos parlamentares, porém, não o faz, guardando segredo quanto ao seu voto e mantendo o suspense em relação ao futuro de Theresa May. É precisamente nesse tom que o último a votar, o ministro da Defesa, Gavin Williamson, anuncia o seu voto: “Acho que vou votar na primeira-ministra”.

20h03

Começa a contagem. O deputado Graham Brady, também presidente do Comité 1922, começa a olhar para os votos um a um e inicia a contagem que impera fazer a esta hora.

20h23

Theresa May regressa à base — isto é, o número 10 de Downing Street. É ali que vai ficar a conhecer o resultado final da votação.

21h00

O dia começou com ele e (quase) vai acabar com ele. Graham Brady, o homem que, na noite de terça-feira, ligou a Theresa May para avisá-la de que, no dia seguinte, teria de se apresentar à votação de uma moção de confiança, surgiu para finalmente ler os resultados em voz alta.

Antes de falar, ainda abriu uma garrafa de água e serviu um copo, de onde bebeu um pequeno gole. Passam segundos — que parecem minutos —, durante os quais Graham Brady aguarda que todas as televisões comecem os seus diretos a partir daquela sala. Ouve-se uma gargalhada, talvez pela atrapalhação generalizada daquele momento.

Conforme prometido, às 21h00 em ponto Graham Brady anunciou os resultados da moção de confiança (Jack Taylor/Getty Images)

Finalmente, fala: “O resultado é que os parlamentares do partido têm confiança…”. Neste momento, os deputados presentes na sala irrompem numa celebração demorada. Só depois de ela terminar é que Graham Brady continua o que tem a dizer, embora o texto já se conheça: “… têm confiança em Theresa May como líder do Partido Conservador”. E refere que os votos a favor foram 200, contra 117 negativos.

Aos poucos, todos abandonam a sala. Aqueles que forem para a festa de Natal dos conservadores talvez já saibam que os Uber não são por conta do partido.

21h32

Theresa May volta ao ponto de partida. Novamente atrás do púlpito de madeira em frente ao número 10 de Downing Street, a primeira-ministra diz: “Este foi um dia longo e desafiante, mas, no final de contas, é um prazer ter recebido o apoio dos meus colegas na votação desta noite. Ao mesmo tempo que estou agradecida por esse apoio, um número significante de colegas votaram contra mim e eu ouvi o que eles tinha a dizer”. E terminou com aquilo que chamou de uma “missão renovada”: “Cumprir o Brexit pelo qual as pessoas votaram, devolver a união ao país e construir um país que funcione para todos”.

Nisto, a primeira-ministra vira as costas e avança para a porta daquela que, pelos vistos, ainda será a sua casa durante os próximos tempos. Mas, quando já vai encaminhada nessa direção, um jornalista pergunta-lhe: “Mas consegue ter um acordo para o Brexit?”. Ele bem pode saber que é Natal — e Theresa May até recebeu uma prenda esta quarta-feira — mas a resposta para uma pergunta destas ninguém consegue dar.

(Leon Neal/Getty Images)

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Claro que o ar do tempo começa a tornar-se irrespirável e que uma sociedade fundamentada na desconfiança e na delação não promete um futuro risonho. Claro que me apetecia fazer queixa. Mas a quem?

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