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Mais de trinta anos depois, o juiz Rui Rangel e a juíza Fátima Galante ainda se tratam carinhosamente por “mami” e “papi”. No papel são casados desde 1985, eram ainda magistrados com dois anos de profissão, mas na realidade há muito que os dois estão separados, embora unidos pelo património e pelos alegados negócios que a Operação Lex veio pôr a nu. Depois de Galante, com quem teve um filho, Rangel teve outras duas filhas de duas outras mulheres. As três são agora arguidas no processo, suspeitas de terem compactuado com um esquema que passava por ocultar todos os rendimentos paralelos de Rangel, fruto de outros trabalhos que fazia, violando assim o Estatuto dos Juízes. E não só.

Segundo o despacho de acusação a que o Observador teve acesso, Fátima Galante e Bruna Amaral, a mulher com quem Rangel teve o seu terceiro filho, terão também ajudado o juiz a redigir acórdãos que lhe eram atribuídos no Tribunal da Relação de Lisboa. Galante fê-lo ao longo de, pelo menos, dez anos, enquanto Bruna durante dois, recebendo dinheiro direta ou indiretamente por isso. Ambas estão acusadas de abuso de poder e fraude fiscal. A Galante acresce ainda a imputação de um crime de corrupção passiva.

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