Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

“Queremos ganhar e estamos preparados para ganhar”, disse José Soeiro. “Estamos prontos para o que é preciso, para o que é urgente, estamos prontos”, reforçou José Gusmão. Até o slogan da convenção, visível a letras gordas no cenário, o indica: “Agora, a esquerda”. O Bloco não só já não tem medo de governar, como acredita que chegou a hora de o fazer. O voto útil morreu depois de 2015, “paz à sua alma”. Por isso, a ambição dos bloquistas é máxima, como Francisco Louçã resumiu numa alusão ao filme de animação Toy Story: agora é “até ao infinito e mais além”. 

O primeiro dia de Convenção foi suficiente para perceber que o mundo mudou na cabeça dos bloquistas. Estão prontos para ir para um governo, depois do primeiro ensaio com a “geringonça”. Resta saber em que moldes. Claro que o ideal seria um governo do BE, se os eleitores dessem essa força ao Bloco nas urnas, mas perante a probabilidade de não serem o partido mais votado (o melhor resultado que tiveram foi 10,19% em 2015), deixam a porta aberta para outros cenários variáveis: tudo dependerá da “correlação de forças”.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.