Chama-se Japan Prize o galardão internacional criado pelo governo japonês para “contribuir para o desenvolvimento da ciência e tecnologia em todo o mundo”. Considerado o Nobel japonês da ecologia, em 2025 a direção escolheu como um dos grandes vencedores Carlos Manuel Duarte, investigador lusodescendente de 64 anos que viu ser reconhecido o trabalho que tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos 30 anos. É considerado um dos “principais cientistas marinhos” da atualidade e está entre os especialistas climáticos mais influentes do mundo, de acordo com um ranking feito pela Reuters.
Filho de pai português e mãe espanhola, Carlos M. Duarte nasceu em Lisboa, mas mudou-se para Madrid ainda muito novo. Porém, ao Observador, diz estar pronto a preencher a papelada necessária para recuperar a sua dupla nacionalidade portuguesa que foi, em tempos, proibida por Franco. Mesmo sem o passaporte, as ligações a Portugal mantêm-se através de visitas frequentes a familiares em solo nacional, bem como de viagens de trabalho em colaboração com colegas portugueses.
Atualmente, é professor na King Abdullah University of Science and Technology, na Arábia Saudita, e diretor executivo da Global Coral Reef R&D Platform, organização que se dedica à recuperação dos recifes de coral. É considerado o “pai do carbono azul”, termo utilizado para designar o carbono capturado e armazenado pelos ecossistemas marinhos e costeiros, compostos por mangais, pradarias de ervas marinhas e sapais, e que podem mitigar os efeitos das alterações climáticas. Carlos M. Duarte descobriu que estes habitats de vegetação marinha representam cerca de 0,2% de todo o fundo do mar e que, mesmo assim, são responsáveis por mais de metade do armazenamento de carbono nos oceanos, sem o risco da libertação que é inevitável nas árvores.
Em Portugal, Carlos foi “fulcral” no arranque do projeto de carbono azul nacional levado a cabo pela Fundação Calouste Gulbenkian. A coordenadora do programa, Sofia Barbeiro, conta ao Observador que o cientista espanhol teve uma presença muito ativa na fase inicial do projeto, na fase de mapeamento e avaliação do potencial de carbono azul nos 10 maiores ecossistemas do país — e que se mantém apenas a um telefonema de distância.
“Quando comecei a publicar o meu trabalho, que foi reconhecido com o prémio, era movido apenas pelo interesse académico”
No passado dia 16 de abril, foi reconhecido com o Japan Prize pelos seus avanços na área da “Produção Biológica, Ecologia/Ambiente”. Como é que foi a experiência? Tinha alguma suspeita de que pudesse ser o laureado deste ano?
Na verdade, fiquei muito surpreendido. Agora, alguns dias depois, sei que fui nomeado por diferentes instituições japonesas, mas a identidade continua a ser um mistério. A Fundação do Japan Prize não revela quem faz as nomeações, a não ser que o próprio nomeador o queira fazer. E é importante porque o Japan Prize é considerado o prémio Nobel na minha área de trabalho, da ecologia do ambiente, por isso é mesmo o mais alto reconhecimento que poderia receber. Demonstra que há um sentimento de apreciação e reconhecimento do trabalho que realizei além da minha própria instituição, porque, normalmente, os cientistas são nomeados pelas suas próprias instituições — não é muito frequente que alguém, num país diferente, nomeie um cientista para um prémio.
Quando publicou o seu primeiro estudo, achou que esta poderia ser uma possibilidade?
Eu era movido apenas pelo interesse académico em compreender o funcionamento destes ecossistemas [marinhos], mas também em saber como poderíamos combinar a conservação com a ação climática. Agora o trabalho cresceu numa escala significativa, tanto em termos de resultados de conservação, como dos fluxos financeiros que são utilizados para realizar estes esforços, e até da apreciação pública, algo que só me apercebi agora quando cheguei ao Japão. A minha intérprete veio ter comigo com um livro dela da escola primária e mostrou-me que existia uma página inteira dedicada ao carbono azul, com o meu nome. Há muito pouco trabalho que eventualmente salta para este nível de ser ensinado nas escolas.
Onde é que tudo começou? Quando é que surgiu a primeira hipótese e o conceito de carbono azul?
Nos anos 90, estava a trabalhar em habitats costeiros numa altura em que recebiam muito pouca atenção, não só dos governos, mas também do público em geral e mesmo das Organizações Não Governamentais (ONG). Cheguei a chamar-lhes os “patinhos feios da conservação ambiental”. Mas, através deste trabalho que fiz no final do século, tornou-se cada vez mais claro que são altamente produtivos e armazenam grande parte do que é produzido nos solos e, no caso dos mangais, na biomassa. Então, em 1996, publiquei o primeiro estudo a indicar que este excesso estava, muito provavelmente, a contribuir para as taxas elevadíssimas de sequestro de carbono e que, portanto, tinham um papel ativo na regulação do clima. Durante a década que se seguiu estive ocupado a tentar perceber como é que estes habitats eram tão eficazes no sequestro de carbono.
Percebi que existem cinco fatores que comprovam o papel destes habitats como os reservatórios de carbono mais intensos da biosfera. Um deles é o facto de serem altamente produtivos, têm a mesma produtividade que um campo de milho, por exemplo. O segundo é que o material produzido nestes ecossistemas é recalcitrante e pobre em nutrientes, ou seja, tem muito baixas concentrações de azoto e fósforo, o que o torna muito difícil de ser degradado por micróbios. Em terceiro lugar, os solos destes habitats estão submersos e, por isso, são pobres também em oxigénio. Na sua ausência, os processos de degradação são muito lentos. Assim, a matéria orgânica que é depositada nestes ecossistemas, é muito provável que fique preservada durante períodos de tempos muito significativos [centenas a milhares de anos]. Além disso, estes habitats, graças às suas copas, raízes e estrutura que geram, dissipam energia e atuam como filtros. Filtram todas as partículas para o fundo do mar, o que é um outro mecanismo para contribuir para o sequestro do carbono, que fica armazenado no solo e, ao mesmo tempo, previnem que seja exportado para fora do ecossistema.
O último fator, que deveria ser bastante óbvio, mas que não era, só para as pessoas que trabalhavam nas florestas, é o facto de não existirem incêndios debaixo de água, ou seja, o carbono armazenado nestes ecossistemas está armazenado de forma segura durante milhares de anos.
Em 2005, publiquei um novo estudo onde mostrei que estes ecossistemas ocupam menos 0,2% de todo o fundo do mar, mas que são responsáveis por mais de metade de todo o carbono que é sequestrado pelo solo marinho. Foi aí que o meu trabalho começou a ser visto pela comunidade política. Em 2009, fui contactado por diferentes agências da Organização das Nações Unidas (ONU), que me pediram para trabalhar com elas e para escrever um sumário de toda a informação da minha pesquisa que demonstra a grande importância destes habitats enquanto sumidouros de carbono. Já perdemos cerca de metade destes ecossistemas a uma escala global e, por isso, tivemos de formular uma estratégia para contribuir para a mitigação das alterações climáticas, evitando perder porções adicionais, e restaurar os habitats que ainda temos. Este relatório chama-se “Carbono azul: o papel dos oceanos saudáveis na fixação de carbono”, e foi a primeira vez que o termo foi utilizado.
“Agora investe-se em ecossistemas e oceanos saudáveis, porque os benefícios incluem a proteção das costas, a segurança alimentar, uma vez que os habitats de carbono azul sustentam cerca de 40% da pesca mundial”
Disse, no passado, que “não era tarde demais” para reverter aquilo que foi destruído pela atividade humana. Como é que tem promovido os esforços de reconstrução destes ecossistemas?
Houve de facto dois marcos no abrandamento da taxa de perda destes habitats. O primeiro surgiu antes do conceito de carbono azul ter aparecido, na sequência de uma série de eventos naturais. Um deles, e provavelmente o mais importante, foi o tsunami no Oceano Índico em 2004, que resultou na morte de mais de 200 mil pessoas. Foi feita uma avaliação rápida do impacto desta catástrofe, e tornou-se bastante evidente que, nos locais onde os mangais estavam entre as aldeias e a orla costeira, quase não houve vidas perdidas, e mesmo os danos materiais a infraestruturas foram enormemente reduzidos. Isto conduziu a um grande esforço levado a cabo pelos países, particularmente na região afetada pelo tsunami, para plantar mais mangais, não pela questão do carbono, mas pelo proteção costeira.
O outro momento que contribuiu para o aumento da conservação dos ecossistemas foi o aparecimento do primeiro relatório do carbono azul. Aliás, atualmente estamos a trabalhar num novo estudo, em que vamos reunir todos os projetos internacionais sobre o carbono azul, cujo objetivo é expandir a área global de mangais em 10%. Neste preciso momento, não só estamos a ver um abrandamento da taxa de perda, mas estamos a começar a reverter esta mesma curva. Estamos a começar a ver a recuperação da escala global dos habitats como resultado dos investimentos no carbono azul.
E qual é exatamente o papel das Nações Unidas e das várias organizações internacionais nesta recuperação?
Defendem e promovem os projetos de carbono azul, não só porque contribuem para a ação climática, mas também porque contribuem para múltiplos benefícios, incluindo a proteção da linha costeira, mas também a segurança alimentar, a melhoria da qualidade da água e um vasto conjunto de benefícios para as comunidades. Também fiz um estudo pelos cerca de 50 locais do Património Mundial Marinho da UNESCO, as “joias do oceano”, que são os ecossistemas marinhos mais importantes do planeta e, coletivamente, compõem cerca de 40% dos recursos globais de carbono azul. Trabalho com a UNESCO no lançamento de um relatório sobre o carbono azul, que se foca no impacto destas regiões enquanto grandes reservatórios de carbono.
De uma forma geral, consegue dar-nos uma ideia do impacto que a aposta no carbono azul pode ter na nossa sociedade relativamente ao impacto climático?
Neste momento, perdemos cerca de metade do “capital natural”. Este conceito de “capital natural” refere-se à abundância de organismos, comunidades ou habitats que apoiam os serviços dos ecossistemas essenciais para o nosso bem-estar. Isto poderá ser, por exemplo, a produção de alimento nos oceanos ou a proteção de zonas costeiras. Então, a aposta no carbono azul inverte esse fluxo, e agora investe-se em ecossistemas e oceanos saudáveis, porque os benefícios incluem a proteção das costas, a segurança alimentar, uma vez que os habitats de carbono azul sustentam cerca de 40% da pesca mundial.
▲ Carlos M. Duarte durante a prova Arctic X-Prix, uma corrida de carros elétricos na Gronelândia, da competição Extreme E
LAT Images for Extreme E
Durante as suas primeiras etapas de vida, os peixes crescem nestes mangais e nas ervas marinhas antes de se dirigirem para o oceano aberto, sendo por isso essenciais na segurança destes animais. Ao mesmo tempo, aumentam a qualidade da água. Na Indonésia, por exemplo, conseguiram demonstrar que prados de ervas marinhas saudáveis ajudam a reduzir doenças entéricas, doenças diuréticas decorrentes do consumo de marisco, aumentando a produção alimentar e ainda a segurança deste consumo.
“Fomos os primeiros a fazer uma avaliação global da poluição de microplásticos no oceano”
Entre os vários projetos internacionais em que esteve envolvido, um deles foi precisamente em Portugal. O que é que observou nas nossas zonas costeiras?
O projeto foi desenvolvido pela Fundação Calouste Gulbenkian, e tinha o objetivo de desenvolver um consórcio de equipas de investigação em Portugal que pudessem trabalhar no carbono azul: mapear todos os habitats e avaliar a quantidade de carbono perdido. Depois de feita a avaliação, quantificaram o potencial de ação climática com base na conservação e recuperação destes habitats. E uma vez feita esta outra avaliação, identificaram uma série de sítios que seriam prioritários para o investimento em carbono azul. E creio que, neste momento, a fundação está a trabalhar com o Governo português para obter as licenças para poder intervir e restaurar as salinas [de Alcochete], acredito que no estuário do Tejo, mas haverá uma série de projetos que se vão converter ao carbono azul em Portugal, que investem nos habitats que foram considerados os mais promissores no país.
Dada a sua óbvia ligação a Portugal, continua a estar envolvido em outros projetos por cá?
Tento vir a Portugal cerca de três vezes por ano para visitar família, mas normalmente combino as datas para poder trabalhar também com alguns colegas portugueses. Tenho uma longa colaboração de pesquisa com a Universidade do Algarve, com os investigadores Ester Serrão e Rui Santos sobre os habitats de carbono azul. Acho que comecei a trabalhar com a Ester quando ela estava ainda na Universidade a tirar a licenciatura, quando se juntou a uma expedição que eu organizei para mapear ervas marinhas e florestas de algas em Portugal em 1990. Portanto são cerca de 35 anos de colaboração com muitos resultados de investigação e projetos que realizámos em conjunto. Neste momento estamos a realizar um projeto em conjunto com a Universidade do Algarve, mas não está sediado em Portugal, mas sim na Mauritânia. Estamos agora a avaliar o carbono azul na Mauritânia e também as alterações nos ecossistemas que ocorreram neste importante Património Mundial da UNESCO.
Também trabalho com várias organizações não-académicas, certas fundações. Estou a trabalhar com a Fundação Calouste Gulbenkian há pelo menos 20 anos, em diferentes programas e, mais recentemente, também com a fundação Oceano Azul, que está envolvida na gestão do Oceanário de Lisboa. Acima de tudo, são uma organização muito importante, têm uma voz global significativa na defesa dos oceanos. Aliás, no final de março fui convidado para um evento em Paris, que contou com a presença do Presidente [de França] Emmanuel Macron, para anunciar o manifesto SOS Ocean — com o objetivo de apelar ao mundo para tomar medidas contra os vários problemas que os oceanos estão a enfrentar. E fiquei muito orgulhoso em ver a Oceano Azul a ter um papel de liderança no evento, mesmo estando presentes grandes celebridades como o Presidente Macron, o ator do Indiana Jones [Harrison Ford] e uma série de Chefes de Estado. A fundação é considerada, globalmente, como uma das principais na defesa dos oceanos.
Falando em expedições, em 2010 fez uma circum-navegação do planeta no âmbito do projeto carbono azul. Por onde foi, o que viu e que objetivos tinha inicialmente?
Tínhamos quatro objetivos. Um deles era celebrar a expedição original de Alejandro Malaspina [que deu nome à expedição levada a cabo por Carlos M. Duarte], o primeiro cientista espanhol a circum-navegar o planeta com objetivos científicos, em vez de ser movido por interesses comerciais e económicos. Partimos perto do bicentenário da sua morte. Um outro objetivo era explorar a biodiversidade em alto mar utilizando novas abordagens genómicas. Aliás, atualmente, a nossa expedição continua a ser a fonte da maior coleção genómica dos oceanos em todo o mundo, continuamos a ser uma referência para a exploração dos oceanos. Também quisemos avaliar o impacto das alterações globais, não só climáticas, mas também relacionadas com poluição e plásticos que são recolhidos em todos os pontos do mundo, para estabelecer uma referência que nos permitisse comparar os desenvolvimentos no futuro. Fomos os primeiros a fazer uma avaliação global da poluição de microplásticos no oceano, por exemplo.
Para além dos interesses científicos, também havia alguma motivação política. A expedição Malaspina não é tão conhecida como a Beagle, de Charles Darwin, mas foi mesmo muito, muito importante. Queríamos também sensibilizar o público para o papel que a Espanha desempenhou em termos de avanço da nossa exploração dos oceanos. E o último objetivo era criar e formar uma nova geração de cientistas com uma mentalidade voltada para os problemas globais, que serão utilizados para trabalhar à escala global e colaborar para permitir a investigação global sobre os oceanos.
Quanto tempo demorou a preparação para a viagem?
Demorámos cerca de cinco anos para planear e organizar tudo. Íamos partir em maio de 2010, mas houve um problema e tivemos de adiar a missão durante meio ano. O plano original era seguir viagem para oeste mas, devido às condições meteorológicas e ao estado do mar, decidimos alterar o ponto de partida para minimizar as condições adversas do oceano. Portanto começámos em Cartagena, em Espanha, e seguimos para Cádiz, onde Alejandro Malaspina partiu originalmente, onde contámos com a presença das ministras da Ciência e da Defesa para a partida oficial.
Atravessámos o oceano para o Rio de Janeiro [Brasil], seguimos para a Cidade do Cabo [África do Sul], até Perth [Austrália], passando pelo Oceano Índico, fomos à volta do sul da Austrália até Sydney, depois para Auckland [Nova Zelândia] e para o Havai. Passámos o Canal do Panamá até Cartagena de Indias, na Colômbia e novamente pelo Atlântico até Cartagena, em Espanha. Demorámos cerca de nove meses, no total. Agora, somos cerca de 800 cientistas de 38 instituições diferentes espalhados por 18 países. Apesar de já se terem passado 14 anos desde a viagem, continuamos a publicar estudos — cerca de 20 a 30 papers por ano — mas também há muitos investigadores que estão a utilizar os dados recolhidos para as suas próprias pesquisas.
Fora do meio académico, sei que também está envolvido em vários projetos desportivos.
Estou a supervisionar o plano de sustentabilidade para o Mundial da FIFA em 2030, que será em Espanha, Portugal e Marrocos. Por isso trabalho muito no setor desportivo, porque acredito que precisamos de mobilizar a sociedade para tomar medidas em relação ao clima e à biodiversidade. Mas temos de os mobilizar de uma forma que não seja politicamente carregada e que não crie mais fraturas do que as que já temos na sociedade. E acredito que o desporto é agora o maior unificador — o maior evento desportivo do mundo é o Mundial, milhares de milhões de pessoas veem todos os anos e celebram em conjunto. Quando a seleção portuguesa marca um golo e ganha um jogo, toda a gente celebra e não te pões a questionar em quem vota a pessoa ao teu lado, certo? O desporto tem um enorme papel enquanto unificador.
E, no caso dos desportos motorizados, há também uma contribuição para as tecnologias avançadas. Por isso, trabalho com desportos motorizados, tanto em terra como na água que contribuem para a mobilidade sustentável, a eletricidade e o hidrogénio. A E1 é uma nova competição em que se realizam corridas com barcos elétricos muito avançados e sofisticados. Para além disso, existe algo único nesta competição, que é o facto de as equipas serem de celebridades internacionais como LeBron James, Rafael Nadal e Didier Drogba. Todos são proprietários de equipas, o que por si só é responsável por trazer muitas pessoas para a competição. O que eu faço na E1 é contribuir para o plano de sustentabilidade, que é importante para um dos campeonatos. Existe a vertente que serve para medir quem é o mais rápido na pista, mas o segundo campeonato — Blue Impact Championship — determina qual é a equipa que tem o maior impacto em termos de conservação e recuperação dos oceanos. Deste modo, as várias [nove] equipas apoiam diferentes projetos e algumas escolheram ervas marinhas e recifes de coral, mangais, e promovem ações não só elas próprias, mas também através dos seus apoiantes.