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O casamento de um membro da família real britânica com uma ex-atriz norte-americana, divorciada e afro-americana por si só já quebra todas as tradições de um casamento real. Ainda assim, há certas coisas que se esperam do casamento do príncipe Harry e Meghan Markle, que se realiza este sábado na capela de São Jorge, no Castelo de Windsor.

Mas o que faz efetivamente parte do protocolo e o que é tradição? Qual a diferença entre os dois conceitos? E até que ponto têm de ser respeitados? “Acho que não há diferença entre protocolo e tradição”, afirma Claudia Joseph, jornalista e comentadora da realeza, ao Observador. O também comentador Richard Fitzwilliams considera difícil falar-se em protocolo, preferindo usar a palavra tradição. Ainda assim, sublinha que os casamentos reais, por norma, obedecem a uma determinada estrutura à qual este não irá falhar. “Há a cerimónia, depois há o cortejo à volta de Windsor e depois o copo-de-água em Saint George’s Hall.”

Já houve, contudo, casamentos que não seguiram esta estrutura. “Até certo ponto, o público espera um cortejo. Mas, em 1999, quando o príncipe Eduardo casou com Sophie Rhys-Jones, não houve militares, não houve escolta, não houve um cortejo de carruagem [pela vila]. Foi o fim de um período terrível para a família real, os anos 90 foram um desastre e foi um casamento pouco animado. É por isso que a palavra protocolo é tão complicada.”

Um casamento “mais íntimo do que outros”

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