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Chris Jackson/Getty Images

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Casamento real. As leis, regras e tradições explicadas por especialistas /premium

Consentimento, alianças de ouro galês, casamento ao fim de semana, cortejo com escolta militar e bolo que não é de frutas. Especialistas explicam leis, regras e tradições do casamento real.

O casamento de um membro da família real britânica com uma ex-atriz norte-americana, divorciada e afro-americana por si só já quebra todas as tradições de um casamento real. Ainda assim, há certas coisas que se esperam do casamento do príncipe Harry e Meghan Markle, que se realiza este sábado na capela de São Jorge, no Castelo de Windsor.

Mas o que faz efetivamente parte do protocolo e o que é tradição? Qual a diferença entre os dois conceitos? E até que ponto têm de ser respeitados? “Acho que não há diferença entre protocolo e tradição”, afirma Claudia Joseph, jornalista e comentadora da realeza, ao Observador. O também comentador Richard Fitzwilliams considera difícil falar-se em protocolo, preferindo usar a palavra tradição. Ainda assim, sublinha que os casamentos reais, por norma, obedecem a uma determinada estrutura à qual este não irá falhar. “Há a cerimónia, depois há o cortejo à volta de Windsor e depois o copo-de-água em Saint George’s Hall.”

Já houve, contudo, casamentos que não seguiram esta estrutura. “Até certo ponto, o público espera um cortejo. Mas, em 1999, quando o príncipe Eduardo casou com Sophie Rhys-Jones, não houve militares, não houve escolta, não houve um cortejo de carruagem [pela vila]. Foi o fim de um período terrível para a família real, os anos 90 foram um desastre e foi um casamento pouco animado. É por isso que a palavra protocolo é tão complicada.”

Um casamento “mais íntimo do que outros”

Este casamento é acima de tudo uma ocasião que Harry e Meghan tentaram tornar o mais familiar possível. “O importante neste casamento é que é mais íntimo do que os outros casamentos reais”, acrescenta Richard Fitzwilliams. O comentador explica ainda que existem vários tipos de casamentos reais: os full state royal wedding, isto é, os casamentos que são uma cerimónia de Estado, como foi o caso do matrimónio de Carlos e Diana, em 1981; e os semi-state royal wedding, em que o casamento não é totalmente uma cerimónia de Estado. E o casamento deste sábado não se enquadra em nenhuma destas categorias.

“Para os full state royal wedding, há certas pessoas que têm de ser convidadas. O mesmo para os semi-state. Num casamento como este, por exemplo, a duquesa de York [Sarah Ferguson, ex-mulher do príncipe André] foi convidada para a cerimónia, mas não para a festa que irá ocorrer à noite.”

O casamento de William e Kate foi um "semi-state royal wedding"

Dominic Lipinski - WPA Pool/Getty Images

A verdade é que nem a primeira-ministra britânica Theresa May foi convidada. “No caso de Harry e Meghan… eu não chamaria a nenhum casamento real íntimo, porque não é. Haverá 600 pessoas na capela de São Jorge, mas os convidados vão ter algum tipo de ligação pessoal aos noivos.

“Há que recordar que o príncipe Harry é o sexto na linha de sucessão do trono, portanto os protocolos que se aplicaram no casamento do irmão [William] não se aplicam aqui. Será um casamento muito mais pequeno e não há uma lista de convidados oficial”, acrescenta Claudia Joseph, autora do livro “How to Dress Like a Princess”.

Convidados: quem serão e quais as regras?

Ainda não foi divulgada qualquer lista de convidados, mas já é possível especular quem estará presente no casamento do ano em Inglaterra. John Major, o homem que, após a morte de Diana, ficou responsável pelas questões legais e administrativas de William e Harry, e Seeiso, o Príncipe do Lesoto, que é co-fundador da instituição de caridade para ajudar crianças desfavorecidas no Lesoto, são as primeiras apostas de Richard Fitzwilliams.

Seguem-se Serena Williams; a atriz Priyanka Chopra; Millie Mackintosh, da série de televisão “Made in Chelsea”; Violet von Westenholz, diretora de relações públicas da Ralph Lauren e a pessoa apontada como sendo a amiga que apresentou o casal; Markus Anderson, da Soho House e que também se diz ter sido o responsável por juntar Harry e Meghan; Sir Elton John; entre outras personalidades.

Independentemente de quem se tratar, há regras que terão de ser cumpridas — não, não podem ser consideradas protocolo, mas não deixa de ser importante mencioná-las. Os convidados terão de chegar entre as 09h30 e as 11h00 da manhã — os mais de 2,600 membros do público convidados para assistir ao casamento chegam por volta das 09h00. Isto porque a família real começa a chegar a partir das 11h20 e Harry, juntamente com o irmão e padrinho de casamento William, pelas 11h45.

David Beckham, no casamento de William e Kate, com a medalha da Ordem do Império Britânico na lapela errada.

Adrian Dennis - WPA Pool/Getty Images

De acordo com o Daily Mail, um guia de sete páginas para orientar os convidados prevê, entre várias coisas, a altura mais conveniente para ir à casa de banho: entre as 9 e as 11 horas, sendo que não o poderão fazer durante a cerimónia religiosa. Todos os convidados terão de entregar os telemóveis e não poderão levar bagagem de mão, mas estão autorizados a levar malas e indumentária apropriada para a chuva.

Quanto às regras de indumentária, para os homens será “fraque ou fato” enquanto as senhoras deverão usar “um vestido” pelo joelho e “um chapéu”. “Não seria apropriado os convidados usarem roupas creme ou brancas para não ofuscar a noiva. Os homens ligados às Forças Armadas deverão usar uniforme, enquanto os civis um fato ou fraque. Deverão levar um chapéu, mas que não deverá ser usado dentro da igreja”, explica Claudia Joseph.

Richard Fitzwilliams recorda que os convidados não poderão “levar medalhas nem espadas”. Nem que seja para evitar uma situação como a de David Beckham, no casamento de William e Kate, que decidiu levar a sua medalha da Ordem do Império Britânico, mas usou-a na lapela errada.

Consentimento da rainha é mais do que protocolo: faz parte da lei

No passado dia 13 de maio, os noivos foram presenteados com o consentimento da Rainha em relação ao casamento. Mais do que protocolo ou tradição, este documento é necessário por lei. Ou seja, o Ato de Sucessão à Coroa, de 2013, prevê que a rainha autorize oficialmente os casamentos dos membros da família real até sexto na linha de sucessão do trono — precisamente a ‘posição’ do noivo.

O consentimento incluiu ainda o desenho de vários símbolos ligados aos Estados Unidos, país de origem de Meghan Markle: uma rosa, a flor nacional nos Estados Unidos; duas papoilas douradas, flor da Califórnia, estado onde nasceu a noiva; e ramos de oliveira, patentes no Grande Selo dos Estados Unidos.

Casamento ao fim de semana: não é tradição, mas não é inédito

O casamento de Isabel II com Philip Mountbatten, duque de Edimburgo, foi a 20 de novembro de 1947: uma quinta-feira. Os pais da Rainha, Elizabeth Bowes-Lyon e o duque de York — mais tarde, rainha Isabel e rei Jorge VI — casaram numa quinta-feira, a 26 de abril de 1923. O príncipe Carlos e a princesa Diana casaram a 29 de julho de 1981, uma quarta-feira e William e Kate casaram numa sexta-feira, no dia 29 de abril de 2011.

Tradicionalmente, os casamentos reais ocorrem durante os dias de semana. Harry e Meghan optaram por um sábado, mas não é uma escolha inédita. Tanto Carlos e Camila como o príncipe Eduardo e Sophie Rhys-Jones deram o nó num sábado, a 9 de abril de 2005 e a 19 de junho de 1999.

De acordo com Claudia Joseph, esta decisão dos noivos prendeu-se com o facto de quererem “garantir que os membros do públicos pudessem celebrar [o casamento], seja vendo através da televisão seja indo até Windsor”. “Se tivesse sido num dia de semana, teria levado a que fosse pedido ao Governo que desse feriado”, acrescenta a jornalista.

Meghan Markle levada ao altar pela mãe? Não seria a primeira vez

O Palácio de Kensington anunciou, na sexta-feira, que a noiva tinha pedido ao príncipe de Gales para ser ele a levá-la ao altar. Essa devia ser a função do pai de Meghan, mas uma vez que ele não estará presente, caberá ao príncipe Carlos fazê-lo. “O príncipe de Gales está feliz por poder acolher Meghan Markle na família real desta forma”, lê-se no comunicado.

Muito se especulou se seria a mãe da noiva a levá-la ao altar e não seria uma estreia em casamentos reais. A rainha Vitória, por exemplo, levou duas das suas filhas ao altar: a princesa Helena e a princesa Beatrice. “Os casamentos não são assuntos convencionais“, sublinha Richard Fitzwilliams, acrescentando que a escolha do príncipe Carlos deu-se não só porque Meghan “queria que fosse o pai” a levá-la ao altar, mas também por se tratar do “herdeiro da coroa”. “É uma maneira de lhe dar as boas-vindas à família, como diz o comunicado.”

Já aconteceu membros da família real serem levados por familiares até ao altar. Foi o caso da princesa Margarida, que foi levada até ao altar pelo cunhado, Philip, duque de Edimburgo, em 1960.

Uma cerimónia tradicional, mas com uma inovação

A cerimónia religiosa do casamento de Harry e Meghan tem muita ver com protocolo de uma cerimónia anglicana, mas tem também um twist. A cerimónia será presidida pelo deão da capela de São Jorge, David Conner, enquanto o arcebispo da Cantuária, Justin Welby, irá celebrar o sacramento do matrimónio.

A presença de ambos na cerimónia faz parte do protocolo: o arcebispo da Cantuária preside a todas as celebrações (casamentos, batizados, etc.) da família real porque a Igreja de Inglaterra é a Igreja oficial do país e a presença do deão da capela de São Jorge justifica-se pelo facto desta capela estar sob a alçada de David Conner.

Mas haverá ainda um terceiro (e inédito) elemento. Michael Bruce Curry, primaz da Igreja Episcopal dos Estados Unidos da América, que fica encarregue da homilia. Foi o casal que convidou Michael Curry para participar na cerimónia.

Na capela, a família real irá sentar-se do lado direito do altar e, no final da cerimónia, os noivos irão assinar o registo. São ambas tradições. “O que é importante em relação a isto são as mudanças de atitude da Igreja Anglicana relativamente aos casais divorciados casarem na Igreja”, explica Richard Fitzwilliams.

Houve uma série de exemplos na história dos casamentos reais em que um dos, ou ambos os, protagonistas eram divorciados e não puderam casar pela Igreja: Eduardo VIII abdicou do trono para poder casar com a norte-americana Wallis Simpson, na altura divorciada pela segunda vez; a irmã da rainha, a princesa Margarida, não pôde casar com Peter Townsend nos anos 50 porque ele era divorciado; o príncipe Carlos e Camila Parker Bowles também não casaram pela Igreja uma vez que ambos já se tinham casado pela Igreja. “Em 2002, a Igreja de Inglaterra mudou as suas regras para permitir que os casais divorciados pudessem casar pela Igreja, mesmo que o/a anterior esposo/a estejam vivo”, acrescenta o comentador real.

Músicas e leituras “com importantes ligações ao passado”

Aqui, mais uma vez, haverá um toque de inovação por parte dos noivos. Aliás, de acordo com  Richard Fitzwilliams, espera-se uma “cerimónia pouco convencional, mas com importantes ligações ao passado do noivo e da noiva”.

Isso irá notar-se especialmente nas músicas escolhidas, que inclui um coro de Gospel — “o que poderá estar ligado ao lado materno de Meghan Markle”, acrescenta o comentador. “Haverá uma leitura, feita pela Lady Jane Fellowes, mas não sabemos do quê nem que cantos haverá”, refere Richard Fitzwilliams, acrescentando que esta leitura pela irmã da princesa Diana é um “tributo do príncipe à mãe”.

Aliança de uma mina no País de Gales

Desde o início do século XX que muitas alianças de casamentos reais tiveram a mesma origem: o ouro extraído da mina de Clogau no País de Gales. A tradição foi estabelecida no casamento do duque de York com Elizabeth Bowes-Lyon — mais tarde, rei Jorge VI e rainha Isabel, pais de Isabel II.

A família real tinha uma pepita de ouro desta mina, que usou para fazer as alianças da rainha Isabel II, da princesa Margarida (irmã da rainha), da princesa Ana (filha de Isabel II) e da princesa Diana, lê-se no site da Família Real Britânica.

Desta pepita sobra apenas um grama, mas, em 1981, a Royal British Legion, uma instituição de caridade que dá apoio a membros e veteranos das Forças Armadas britânicas, ofereceu a Isabel II uma peça de 36 gramas com 21 quilates de ouro proveniente da mina galesa. Está a cargo do responsável pelas joias da coroa britânica para ser utilizada para o fabrico de alianças para membros da Casa Real.

Segundo o jornal Telegraph, parte desta última peça foi utilizada para fazer a aliança de Sarah Ferguson, que casou com o príncipe André em 1986. Tanto Camila, a duquesa da Cornualha, como Kate, mulher do príncipe William, têm alianças de ouro galês. Não se sabe, contudo, ao certo a origem do ouro usado para fazer a aliança da duquesa de Cambridge: “o ouro foi dado ao príncipe William pela Rainha pouco depois do casal ficar noivo… Não há mais detalhes da mina da qual provém o ouro”, adiantou Clarence House, a residência oficial do príncipe Carlos e de Camila.

O anel de noivado e a aliança de Kate Middleton

Suzanne Plunkett - WPA Pool/ Getty Images

Ainda não há pormenores sobre a aliança ou as alianças deste casamento: Meghan deverá ter uma aliança de ouro, mas não se sabe se Harry terá aliança. Segundo a jornalista Claudia Joseph, são poucos os homens da família real que usam aliança: o avô e o irmão do noivo não usam, mas o pai, o príncipe Carlos, usa a aliança no dedo mindinho da mão esquerda, por baixo de um anel de sinete.

O anel, ou anéis, serão feitos com o ouro proveniente de Clogau? É uma boa questão. A mina do País de Gales fechou em 1998 e voltou a reabrir este ano. “Se o casal trocar alianças ou tiverem apenas uma aliança, o ouro vai ser extraído de Clogau”, diz Richard Fitzwilliams. Um artigo do The Times, contudo, refere que é pouco provável que tenha sido extraído ouro a tempo do casamento deste sábado. Teremos de esperar por mais detalhes, que serão divulgados no sábado.

Um ramo de murtas no bouquet

“Outra tradição, que é bastante encantadora, é que no bouquet há sempre um ramo de murtas”, explica o comentador britânico. Tudo começou na era Vitoriana, quando, em 1845, a avó do príncipe Alberto ofereceu à rainha Vitória um pequeno bouquet de murtas, que simboliza o amor, a fertilidade e a inocência. Quando o casal comprou a Osbourne House, na ilha de Wight, como casa de férias, plantaram murtas no jardim e, desde então, que a planta cresce na ilha.

Foi a filha mais velha da rainha Vitória, que também se chamava Vitória, a primeira a usar murtas no seu casamento em 1858, lê-se num comunicado da Abadia de Westminster. Vários bouquets desde então incluíam um ramo de murtas: o da rainha Isabel II, o de Diana, princesa de Gales, o da duquesa de Cambridge, Kate, entre outros.

Os bouquets da princesa Diana e da duquesa de Cambridge tinham um ramo de murtas

STR/AFP/Getty Images)

Bouquet depositado no túmulo do Soldado Desconhecido

Colocar o bouquet no túmulo do Soldado Desconhecido, uma homenagem aos soldados que morreram na I Guerra Mundial e posteriormente em conflitos internacionais, é outra das tradições dos casamentos reais. A primeira a fazê-lo foi a rainha-mãe no seu casamento, em 1923. O irmão de Elizabeth Bowes-Lyon morreu em 1915, na Batalha de Loos, e, em homenagem ao irmão, colocou o bouquet em cima do túmulo mal entrou na Abadia de Westminster para se casar com o duque de York.

Foi a única noiva, num casamento real, a ir até ao altar sem bouquet. Desde então, noivas como a rainha Isabel II, Sarah Ferguson — que casou com o duque de York — e Kate Middleton seguiram a tradição e colocaram o bouquet no túmulo, ainda que depois da cerimónia religiosa.

O bouquet de Kate Middleton no túmulo do Soldado Desconhecido

Peter Macdiarmid/Getty Images

Não se sabe ao certo se o bouquet de Meghan acabará no túmulo do Soldado Desconhecido, mas o facto de o seu casamento ser em Windsor não é um problema. “Mesmo que a noiva não se case na Abadia de Westminster, depois de tirarem as fotografias de casamento, o bouquet será colocado no túmulo no dia seguinte”, conta Richard Fitzwilliams.

Fotografias oficiais e pajens e damas de honor

Fotografias oficiais e crianças a acompanharem a noiva são outras das coisas que não faltam nos casamentos reais. A tradição das fotografias dos casamentos, que costuma acontecer depois da cerimónia religiosa e antes do copo-de-água, começou no casamento do rei Eduardo VII e a rainha Alexandra. E o que não costuma faltar é uma fotografia dos noivos com as respetivas famílias, pajens e damas de honor.

O casal anunciou, esta semana, quem seriam as crianças eleitas a participar no casamento: são dez, no total, e inclui os fihos de William e Kate, o príncipe George e a princesa Charlotte.

O que vão Harry e Meghan levar vestido?

O vestido da noiva é o grande momento de qualquer casamento. No caso do casamento real, isso não é exceção. Antes pelo contrário. Tudo o que se sabe até ao momento em relação ao vestido são meras especulações. Só no própria dia veremos o que Meghan irá usar. “Julgo que seja provável que Meghan use um vestido de noiva de cor marfim em vez de branco, uma vez que ela já foi casada anteriormente”, considera Claudia Joseph.

A tiara é outra dúvida que se levanta. Não há nenhuma regra para o seu uso, de acordo com Richard Fitzwilliams, “é algo simplesmente encantador”. A rainha, a princesa Margarida, a princesa Ana, a princesa Diana, Sarah Ferguson, Sophie Rhys-Jones e Kate Middleton usaram tiaras no dia do casamento, mas a rainha-mãe não. “Em todos os casamentos há sempre alguma coisa que a pessoa pode decidir. Veja-se, por exemplo, os diferentes vestidos de noiva que tivemos”, acrescenta o comentador.

O mesmo já não se pode dizer do que Harry irá levar vestido: as opções são mais limitadas, mas há várias hipóteses em cima da mesa. “Por norma, mas não sempre, a tradição é o membro da família real, se for o noivo, levar uniforme. Em 1947, o príncipe Philip usou o uniforme da Marinha”, explica o comentador. Tal como fizeram o príncipe Carlos em 1981 e o príncipe André em 1986. “Em 1999, porém, o Príncipe Eduardo usou um fraque. Em 2011, William usou uniforme, portanto não sabemos o que Harry vai usar”

Richard Fitzwilliams recorda que Harry é capitão dos Blues and Royals, um dos regimentos da cavalaria do exército britânico, pelo que “pode usar esse uniforme como o fez no casamento do irmão”, ou pode também usar o uniforme da Força Aérea, uma vez que “também serviu no Afeganistão”. “Mas pode também optar por ir de fraque. Não sabemos.” Já Claudia Joseph acha que Harry irá manter a tradição. “Julgo que o príncipe Harry vai utilizar uniforme. Ele tem várias patentes nas Forças Armadas e provavelmente irá seguir o protocolo.”

Harry no casamento do irmã, em abril de 2011

CARL DE SOUZA/AFP/Getty Images

Além do vestido da noiva, outra das coisas que, tradicionalmente, se fica a saber no dia do casamento é o título que o casal irá adquirir. “Quase de certeza que será duque e duquesa de Sussex”, explica Richard Fitzwilliams.

O comentador dá mais um pormenor, ainda recordando o facto de ser o príncipe Carlos a levar Meghan ao altar. “É interessante que o único duque de Sussex — Meghan vai ser a primeira porque nunca houve uma — foi Augusto Frederico, o sexto filho de Jorge III e foi ele quem levou a rainha Vitória ao altar. Era o seu tio favorito.”

Cerimónia militar e cortejo com escolta militar

A presença de militares num casamento real é algo que faz parte do protocolo, diz o comentador real. “Uma cerimónia militar faz parte de um casamento real. Isto é muito importante. Vão participar 250 militares e todos terão alguma ligação com o príncipe Harry.” Isso já aconteceu no casamento do príncipe Carlos com Diana, onde participaram dois mil militares, e no casamento de William e Kate, onde havia 1,200.

Recorde-se que Harry esteve no Exército durante dez anos, tendo servido “duas vezes no Afeganistão: uma vez enquanto controlador de tráfego aéreo e uma outra vez enquanto co-piloto de helicópteros Apache e artilheiro”.

O cortejo que os noivos vão fazer de carruagem por Windsor — e que terá uma duração de cerca de 25 minutos — é um dos maiores momentos dos casamentos reais, mas, tal como já foi referido, já houve ocasiões em que isso não aconteceu — o príncipe Eduardo e Sophie Rhys Jones, que também se casaram em Windsor, saíram da capela de São Jorge de carruagem e foram diretamente para Frogmore House.

No caso deste casamento, contudo, Richard Fitzwilliams acredita que a carruagem será escoltada pela cavalaria do Exército britânico. “A tradição é que serão escoltados pelo Regimento da Cavalaria da Casa Real. Harry serviu no Regimento de Cavalaria do Exército britânico, portanto acho que será este regimento. Quase de certeza que terão esta escolta, não há garantias.”

Não um copo-de-água, mas dois, e com discurso da noiva?

Tal como já aconteceu no casamento de William e Kate, o casamento deste sábado contará com dois copos-de-água. O primeiro terá a rainha como anfitriã e ocorrerá no Saint George’s Hall para 600 convidados.

Aqui os convidados poderão deliciar-se com o bolo dos noivos: um bolo de limão e flor de sabugueiro, da chef pasteleira Claire Ptak. Aqui, mais uma vez, quebrou-se uma tradição: por norma, os bolos dos casamentos reais eram bolos de frutas. Já no casamento de William e Kate houve uma inovação: além do tradicional bolo de frutas, houve um bolo de chocolate — o preferido do duque de Cambridge.

Outra inovação será o possível discurso de Meghan Markle durante o copo-de-água. O jornal The Times publicou um artigo em janeiro onde dizia que a noiva iria quebrar a tradição e fazer ela própria um discurso. Resta saber se isto irá efetivamente acontecer. Já o segundo copo-de-água ficará a cargo do pai do noivo, o príncipe Carlos, e terá lugar em Frogmon House para 200 pessoas.

E o beijo?

O beijo dos noivos é outra das grandes dúvidas e um dos momentos mais aguardados de qualquer casamento real. O príncipe Carlos e a princesa Diana foram os primeiros a trocar um beijo na varanda do Palácio de Buckingham e desde então que todos esperam ver a mesma cena.

O primeiro beijo na varanda do Palácio de Buckingham foi de Carlos e Diana, em 1981. O príncipe André e Sarah Ferguson beijaram-se na varanda, William beijou Kate duas vezes. Será que Harry e Meghan se irão beijar? Não sabemos, mas acho que sim”, diz Richard Fitzwilliams.

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