Se existem bancos de sangue, de medula e até de células estaminais, porque não ter um banco de células do sistema imunitário que possam ser usadas para combater o cancro? Este tipo de terapia está agora a dar os primeiros passos — e o banco ainda nem está estabelecido —, mas os resultados têm sido encorajadores. E há uma equipa portuguesa a contribuir para o sucesso desta iniciativa.

A técnica, inovadora, parece simples: um tipo específico de células deteta as células de um tumor, consegue como que abrir pequenos buracos nelas e matá-las, como se de um veneno se tratasse. Se morrem as células tumorais, morre o cancro. Assim, numa linguagem muito simplista, é fácil perceber o entusiasmo que os avanços nesta área têm criado, mas ainda há muito caminho para fazer — e já é longo o caminho para aqui chegar.

Primeiro foi preciso encontrar as células certas, as T γδ (gama-delta) — e não existem muitos grupos de investigação a trabalhar com elas. Depois, multiplicá-las da forma mais eficiente possível — e foi aqui que a equipa portuguesa se destacou. Uma vez demonstrado que as células funcionam bem em laboratório para a generalidade dos tipos de cancro, o próximo passo é perceber como é que se comportam em humanos — e isso pode vir a ser testado a partir do próximo ano.

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