Chama-se Operação Teia, foi lançada pela Diretoria do Norte da Polícia Judiciária, já levou à detenção dos presidentes de Câmara de Santo Tirso e Barcelos e do presidente do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto por suspeitas de corrupção, tráfico de influências e de participação económica em negócio — e promete dar que falar.

No centro do inquérito está o casal Joaquim e Manuela Couto e a empresa de comunicação e de marketing desta última. O primeiro é um histórico autarca do PS da zona do Norte, sendo atualmente presidente da Câmara de Santo Tirso, enquanto a sua mulher é a líder de um pequeno grupo empresarial chamado W Global Communicaton, que deterá a agência de comunicação e marketing Mediana — Sociedade de Gestora de Imagem e Comunicação, Lda, e mais quatro sociedades. Ambos terão agido em alegado conluio, com Joaquim Couto a utilizar a sua rede de influência no PS para que a empresa da mulher fosse beneficiada nos processos de contratação pública de várias entidades.

Os alegados crimes de corrupção que estão sob investigação não têm por base pagamentos de ‘luvas’ aos decisores políticos, mas sim um suposto esquema de trocas de favores entre o casal Couto e José Maria Laranja Pontes, presidente do IPO do Porto, e Miguel Costa Gomes, presidente da Câmara de de Barcelos. Estão em causa ‘cunhas’ para empregos em entidades públicas e até um aumento da influência política quer de Costa Gomes quer de Laranja Pontes — serão essas as alegadas contrapartidas que a lei exige para a consumação do crime de corrupção.

Autarcas socialistas de Santo Tirso e Barcelos e Presidente do IPO do Porto detidos por corrupção

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