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Era o arranque de mais um ano letivo e não havia sinal da professora de Física e Química. As aulas ainda não tinham começado, mas era esperava-se que todos os professores se apresentassem, na Escola Secundária Jorge Peixinho, no Montijo. “Alguém já viu a Amélia? Sabes da Amélia? A Amélia já chegou?”, vai repetindo, Sandra Eugénio, professora de Educação Física naquela mesma escola, recuando àquela manhã segunda-feira, dia 3 de setembro de 2018. “Achámos estranho a Amélia não estar. Ela nunca faltava a coisa nenhuma. Adorava o que fazia: a escola, os miúdos”, recorda em declarações ao Observador. Os professores só conseguiam pensar numa explicação: talvez tivesse ido viajar e ainda não tivesse chegado. “Ela tinha duas paixões: viajar e a cadela”, explica Sandra.

Mas, à noite, a notícia caiu como uma bomba. Amélia, de 59 anos, não tinha apenas faltado ao trabalho: estava, afinal, desaparecida. Foi a própria filha adotiva, Diana Fialho, que o anunciou no Facebook, numa publicação feita às 23h29, onde dava conta de que a mãe tinha sido vista pela última vez no dia 1 de setembro, sábado, entre as 21h00 e as 22h00. “Avisou que iria sair e desde então que não temos notícias dela. O telemóvel encontra-se desligado e não há meio possível de contacto”, lia-se.

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