A maioria de nós já passou – ou poderá vir a passar – por um momento em que o couro cabeludo começa a descamar, deixando um rasto de flocos brancos nos nossos ombros e uma sensação de embaraço difícil de ignorar. A caspa e outros estados descamativos são extremamente comuns, mas, apesar disso, continuam envoltos em vergonha e estigma, por se associarem a uma ideia totalmente errada de desleixo ou falta de higiene.
Que o diga a locutora de rádio Inês Brito Nogueira, que desde criança lida com o problema, com fases de maior ou menor gravidade. Recordando a sua experiência, admite que “houve alguns momentos bastante incómodos”, até porque “todos nós temos alturas em que estamos mais frágeis e a verdade é que a caspa, muitas vezes, acentua ainda mais esse estado, porque faz com que deixemos de nos sentir confortáveis”, diz. Hoje, confessa que já lida bem com a situação, mas quando era mais nova nem por isso, porque “erradamente, ainda se tem uma ideia muito negativa da caspa, no sentido da higiene, por exemplo”, refere.
O que acontece, na verdade, nada tem a ver com limpeza, já que envolve uma resposta do organismo a um conjunto de fatores tão variados como a genética, o clima, o stress ou a sensibilidade cutânea, entre outros. Compreender isto é essencial para percebermos porque é que todos podemos vir a apresentar um desequilíbrio no couro cabeludo, e, assim, conseguirmos reconhecer quando tal está a acontecer e – o que é fundamental – sabermos como agir.
Dois tipos de caspa: seca e oleosa
A caspa pode manifestar‑se de duas formas principais – seca ou oleosa – e a distinção depende da natureza do couro cabeludo. Quando este é seco, a descamação surge sob a forma de flocos finos, leves e esbranquiçados. Soltam‑se facilmente e tornam‑se visíveis sobretudo em roupa escura. O couro cabeludo costuma ficar mais sensível e pode apresentar irritação.
Já a caspa oleosa acontece quando as glândulas sebáceas produzem sebo em excesso e, como tal, o couro cabeludo torna‑se mais oleoso. Neste caso, as escamas resultantes tendem a ser amareladas, espessas e aderentes, formando pequenas placas que aderem à pele. Esta acumulação pode provocar desconforto, sensação de peso e, por vezes, comichão.
Caspa ou dermatite seborreica?
Estima-se que a caspa afete cerca de 50% da população mundial, apresentando-se como uma descamação excessiva do couro cabeludo. Normalmente, esta situação acontece quando há um desequilíbrio do microbioma do couro cabeludo, nomeadamente, se se verifica um excesso de um conjunto de fungos habituais na pele, designados Malassezia.
Mas o que é que diferencia a caspa simples de situações de descamação mais graves, como a dermatite seborreica, por exemplo? Segundo Nádia Sepúlveda, especialista em Medicina Geral e Familiar, “a caspa é, no fundo, uma manifestação clínica da dermatite seborreica”, constituindo “uma patologia bastante comum”. De acordo com a médica, a dermatite seborreica “é causada por uma inflamação da pele – mais comumente no couro cabeludo e rosto, nomeadamente, ao redor do nariz, sobrancelhas e tórax – que se manifesta por descamação, prurido, vermelhidão e, em formas mais graves, com crostas gordurosas”.
Além da presença elevada de determinado tipo de micro-organismo, e ainda que “a causa da dermatite seborreica não esteja totalmente esclarecida”, a especialista afirma que, “provavelmente, existem fatores genéticos envolvidos na sua génese”. Por outro lado, “fatores como o stress físico e psicológico, bem como extremos de temperatura – especialmente, o frio – parecem agravar ou precipitar crises de dermatite seborreica”, salienta.
Em determinadas situações, a caspa oleosa pode facilmente confundir-se com a dermatite seborreica, já que ambas se caracterizam também por um excesso de produção de sebo. Mas há algumas diferenças que ajudam a fazer a distinção.
Vergonha e impacto psicológico
O impacto psicológico da caspa pode ser grande, com algumas pessoas a sentirem embaraço e a evitarem situações sociais ou a adotarem comportamentos de vigilância exagerada, como a verificação repetida dos ombros ou a restrição no uso de roupa escura. A médica Nádia Sepúlveda refere precisamente que “a dermatite seborreica pode ter um grande impacto na autoestima e autoimagem, especialmente quando as lesões são aparentes e visíveis”.
Por outro lado, “formas mais graves, com comichão intensa, descamação e crostas podem causar bastante incómodo, afetando o dia a dia”, acrescenta a especialista, uma vez que o desconforto físico também reforça o desgaste emocional.
Ducray: a solução rápida e eficaz
Mas embora a caspa seja temida por todas as razões já referidas, é importante lembrar que em causa está uma condição muito frequente e tratável, nomeadamente, com a ajuda de produtos como os da Ducray. Acima de tudo, importa procurar a orientação de um profissional de saúde, seja médico ou farmacêutico, que saberá indicar a melhor forma de aliviar quer os sintomas físicos, quer o impacto psicológico associado.
Foi isso mesmo que fez Inês Brito Nogueira, cuja situação foi sempre acompanhada por um dermatologista. Aliás, foi assim que descobriu a gama de produtos que ainda hoje utiliza com bons resultados: “A verdade é que a Ducray está presente na minha vida há muitos anos. Foi sempre o que me salvou. Por norma, entre duas a três utilizações e já noto uma diferença muito grande.”
Também o jogador de rugby Raffaele Storti reconhece os benefícios de utilizar Ducray para prevenir a descamação do couro cabeludo: “No desporto de alta intensidade, estamos constantemente a suar e o couro cabeludo também sofre com isso. Uso o Kelual DS sobretudo como prevenção, para manter o equilíbrio e evitar crises de caspa. Às vezes, pode surgir alguma descamação, o que é normal com tanto treino, mas a chave é cuidar regularmente e antecipar o problema.”
A sensibilização para o que deve ser feito em casos de caspa ou outra situação mais grave de descamação do couro cabeludo, é algo que o ator Duarte Gomes realça: “Já tinha algum conhecimento sobre os fatores que podem estar na origem destas situações, mas o convite para esta campanha trouxe-me ainda mais consciencialização sobre o tema e o modo de atuação. Essa consciencialização é a maior alteração introduzida na rotina, pois trouxe-me um maior estado de alerta para que qualquer futura atuação seja célere, descomplicada e eficaz”.
Rotina de cuidado e bem-estar
A compreensão do que é a caspa e a dermatite seborreica – e das opções de cuidado disponíveis no mercado – permite transformar um problema persistente numa rotina de bem‑estar mais informada. Ao escolher produtos adequados e prestar atenção às necessidades reais do couro cabeludo, é possível recuperar equilíbrio, aliviar o desconforto e reforçar a sensação de controlo sobre a própria imagem. No fundo, tratar do couro cabeludo é também uma forma de autocuidado.