“Elogio da Lentidão”. Estaremos a andar depressa de mais? /premium

07 Outubro 20181.032

"Elogio da Lentidão", de Lamberto Maffei, desafia esta era de vertigem e hiperactividade e interroga-se sobre se o culto da velocidade não estará a alienar uma parte essencial da humanidade.

“Um taco e uma bola custam 1.10 dólares. O taco custa mais um 1 dólar do que bola. Quanto custa a bola?”

A questão parece elementar, mas produziu 50% de resultados errados entre estudantes de Harvard, Princeton e MIT – o topo do sistema universitário norte-americano – e 80% de resultados errados entre estudantes de universidades menos prestigiadas. O caso é apresentado em Thinking, fast and slow (uma obra de 2011, editada pela Temas & Debates como Pensar, depressa e devagar), de Daniel Kahneman (n. 1934), um psicólogo que foi distinguido em 2002 com o Prémio Nobel da Economia. Neste livro Kahneman examina as duas modalidades de pensamento que coabitam na mente humana: de um lado está o Sistema 1, que “opera automática e rapidamente, com pouco ou nenhum esforço e sem sensação de controlo voluntário”, do outro o Sistema 2, lento, consciente, racional, metódico e que requer concentração. Kahneman fornece numerosos e instrutivos exemplos do funcionamento de ambos os sistemas e dos conflitos entre eles.

O Sistema 1 responderá, num ápice, que a bola custa 10 cêntimos, mas o Sistema 2 gastará alguns segundos a concluir, acertadamente, que custa 5 cêntimos. As respostas à questão da bola e do taco têm eco em variados e reveladores estudos citados por Kahneman, que ilustram o facto de que “muitas pessoas têm excesso de confiança, estando dispostas a colocar demasiada fé nas suas intuições. Aparentemente, acham o esforço cognitivo pelo menos levemente desagradável e evitam-no o mais possível”.

Lamberto Maffei (n. 1936), um neurobiólogo italiano que foi presidente (é actualmente vice-presidente) da Accademia Nazionale dei Lincei, a mais antiga instituição científica do mundo, estabelece, em Elogio della lentezza (2014), editado recentemente em Portugal pelas Edições 70 como Elogio da lentidão, em tradução de José Serra, uma dicotomia análoga entre o pensamento rápido e o pensamento lento, o primeiro associado ao hemisfério cerebral direito (nos destros), que é também o que processa a informação visual, e o segundo ao hemisfério esquerdo, que é também o da linguagem.

“Elogio da Lentidão”, de Lamberto Maffei (Edições 70)

Diz-nos Maffei que a luta pela sobrevivência impôs a todos os animais a necessidade de reacções muito rápidas, automáticas ou semi-automáticas, determinadas pelo “pensamento rápido”. Essas reacções estão associadas a “circuitos nervosos bem precisos, iguais ou semelhantes nos indivíduos da mesma espécie, inatos ou precocemente adquiridos”. Existem também circuitos que, “ainda que predispostos geneticamente, podem ser mudados, modulados ou bloqueados pela vontade” e que produzem reflexos que não são inatos mas “são comuns a membros de uma determinada sociedade e dependem dos usos e costumes de um grupo de indivíduos”. Maffei distingue ainda uma terceira variedade – a mais lenta – de “pensamento rápido”, a intuição, que, ao contrário das duas anteriores, não está dependente de estímulos sensoriais externos (e pode até funcionar melhor na sua ausência).

Mas existe também uma “segunda modalidade, de ritmo lento […], própria dos animais superiores e [que] está particularmente desenvolvida no caso do homem”, e que é muito mais fiável, ou seja, menos susceptível de cometer erros. Maffei propõe baptizar o hemisfério cerebral esquerdo como o “hemisfério do tempo”, pois “as concatenações de acontecimentos vinculados entre si são a base do raciocínio”, enquanto o hemisfério direito se ocupa do processamento da informação visual, que é atemporal.

Claro que os pensamentos rápido e lento não são totalmente independentes: “o primeiro fornece informações ao segundo, que as armazena na memória para as usar nas funções que lhe são próprias […]. O sistema lento também tem influência no sistema rápido, relativamente à modulação da sua velocidade e à saliência da informação”.

“S. João Baptista”, de Leonardo Da Vinci, c.1513-16: Maffei pergunta, ironicamente, se a hipertrofia do indicador do santo será uma premonição do papel fulcral que este dedo representa no uso de smartphones e tablets

A ansiedade da corrida

O que Elogio da lentidão tem de particularmente estimulante é partir do conceito de pensamento rápido e lento para examinar as mudanças operadas na sociedade nos últimos anos. Constata Maffei que, “actualmente, a ciência, mas sobretudo a tecnologia, corre tão velozmente e os produtos renovam-se com tal rapidez que o cidadão se vê obrigado a apressar-se, a actualizar-se e a mudar de comportamento […] Surgiu uma desarmonia entre o progresso das técnicas e a sua metabolização, o que gera a ansiedade da corrida para estar à la page, modernos no próprio tempo”.

Bolsa de Valores de Nova Iorque, 1908

A evolução tecnológica não basta, por si só, para explicar a alteração da percepção do tempo que se implantou nas sociedades desenvolvidas: esta aceleração não teria sido possível sem a aliança da tecnologia com o consumismo, fenómeno que está intimamente associado à “sacralização do mercado: o mercado como aspiração estética e moral, um Deus ateu dos nossos dias”.

Tome-se o exemplo do automóvel, cujo papel central na vida e no imaginário ultrapassa largamente a utilidade e conveniência que decorrem do seu uso, e foi um dos primeiros produtos de consumo de massas a ser arrastado para a vertigem consumista.

Tudo terá começado nos EUA em meados da década de 1920: em poucos anos, o automóvel passara de um extravagante, sujo e perigoso divertimento para gente abastada e destemida, a um produto a cuja posse todas as famílias de classe média podiam legitimamente aspirar. Isto só foi possível devido à sua produção em massa, com a concomitante queda do preço médio, uma mudança que resultou da aplicação ao seu fabrico do conceito de linha de montagem. Embora a Oldsmobile tenha sido o primeiro fabricante automóvel a construir automóveis nesse regime, em 1901, a fama do seu pioneirismo ficou associado a Henry Ford, cujas fábricas adoptaram a linha de montagem em 1913 – na verdade, a ideia terá partido de um dos seus funcionários, William “Pa” Klann, que, após uma visita aos matadouros da Swift & Company, em Chicago, terá sugerido a aplicação dos procedimentos que lá vira ao fabrico de veículos.

Linha de montagem numa fábrica Ford, Highland Park, Michigan, 1913

O mercado automóvel americano floresceu exuberantemente durante uma década e, em meados dos anos 20, quando todos os americanos que tinham meios para adquirir um automóvel já tinham um, viu-se ameaçado pelo espectro da estagnação. A fim de manter a cadência de produção e os lucros, a indústria – a ideia terá partido de Alfred P. Sloan, da General Motors – impingiu aos consumidores a ideia de que o carro do ano anterior era obsoleto e era necessário substitui-lo por um novo. O conceito, a que os seus detractores deram o nome de “obsolescência planeada” – embora a indústria prefira chamar-lhe “obsolescência dinâmica” – tomou conta do sector automóvel em poucos anos e até Henry Ford, que começara por resistir-lhe, pois ia contra os seus ideais de máxima simplicidade e padronização, acabou por render-se a ela quando, no início da década de 30, as vendas da General Motors ultrapassaram as da Ford. Com excepção do período da II Guerra Mundial, em que os recursos do país foram desviados para o esforço de guerra e a maior parte das fábricas de automóveis foram convertidas em fábricas de tanques, aviões de combate e outro material bélico, todos os fabricantes americanos aderiram religiosamente à prática de oferecer todos os anos novas versões de toda a sua gama de veículos.

Modelos para 1928 da Chevrolet, a marca “de massas” do grupo General Motors

Apesar das abundantes “novidades” e “melhoramentos” publicitados pelo fabricante, os “novos” modelos eram, na maior parte das vezes, essencialmente idênticos aos do ano anterior, apenas havendo alterações de monta no exterior – único aspecto que o comprador leigo é capaz de avaliar – o que significa que a “inovação” passava mais pela equipa de designers do que pela equipa de engenheiros mecânicos. A pressão da “novidade” era bem notória na particularidade de o ano que identificava o modelo dizer respeito não ao ano em que era posto à venda mas ao ano seguinte: o “Pontiac Bonneville 1959” era um automóvel de 1958.

Sala de design da American Motors Corporation, 1961

A proeminência dada ao ano do modelo do veículo esbateu-se entretanto e nunca teve na Europa expressão tão forte como nos EUA – a Volkswagen até troçou do conceito em 1959, nos seus anúncios para o mercado americano ao imutável “carocha” – mas tal não significa que a “obsolescência planeada” não continue a ser o principal motor da indústria automóvel. Por outro lado, o conceito tornou-se absolutamente central na indústria de computadores, telecomunicações e equipamentos electrónicos de entretenimento, com os lançamentos de novos modelos de iPhone ou PlayStation a revestirem-se de uma pompa e circunstância a raiar o ridículo, a obter uma atenção mediática inusitada e a suscitar fenómenos de histeria de massas à escala global.

Convirá aqui distinguir entre dois tipos de obsolescência: a “funcional”, em que os modelos antigos deixam efectivamente de ser compatíveis com os novos requisitos de operação, e a “psicológica”, em que a “necessidade” do novo modelo é uma ilusão criada na mente do consumidor pelo marketing do fabricante. No domínio automóvel, a obsolescência funcional pode levar duas ou três décadas para se manifestar – começa a tornar-se incapacitante quando o mecânico informa que “já não é possível obter essa peça no fornecedor, só procurando num ferro-velho” – mas no domínio dos computadores, os sucessivos upgrades no software podem tornar um computador muito pouco funcional em cinco anos. Já nos telemóveis, a obsolescência é essencialmente de natureza psicológica: o modelo do ano passado deixou de ser desejável, mesmo que ainda dele não tenhamos explorado sequer 1/10 das funcionalidades e as novas funcionalidades sejam fúteis ou irrelevantes.

Perante este frenesim de renovação que não tem cessado de acelerar, é incontornável que nos interroguemos sobre se o comportamento consumista que o alimenta é uma inevitabilidade ou se resultará de uma conspiração do “sistema” para, ao fazer de nós criaturas permanentemente insatisfeitas e endividadas, nos manter alheados e dóceis.

Black Friday numa loja Macy’s, Nova Iorque, 2011 (STAN HONDA/AFP/Getty Images)

Para Maffei “o consumismo é filho do pensamento rápido […] Vejo, compro, depois, eventualmente, deito fora porque um objecto inútil é substituído por outro, também ele inútil mais adiante, num ciclo o mais veloz possível. O pensamento rápido domina o mercado, aliás, está na base do seu êxito. Quando o pensamento rápido é particularmente eficaz, desencadeia uma bulimia de consumos que se torna desejo, mas também divertimento, fuga do real e da depressão”. Quantas pessoas não admitem ir às compras “para espairecer”? Como observa Maffei, “o prazer de ir às compras não reside tanto no valor da coisa comprada mas mais no acto em si de comprar”.

Maffei está bem consciente de que o pensamento rápido é indispensável, não só para nos permitir reagir a ameaças imediatas mas para trabalhar em articulação com o pensamento lento, mas ele também “pode mascarar-se e funcionar como engodo, uma sereia que nos chama para metas encantadas que não existem”. E teme que “o grande consumidor seja premiado pela selecção evolutiva” e que poderá assistir-se a uma regressão no Homo sapiens, por o cérebro tender “a usar funções mais primitivas que o favorecem na sociabilidade do mundo globalizado, isto é, na necessidade de ter respostas rápidas, na emotiva, irrequieta, fideísta ideia de optimização do tempo porque este é dinheiro, negócio e por aí adiante”.

Navegar com metade do cérebro

Estranhamente, Maffei não desenvolve o assunto da “sociabilidade do mundo globalizado” e deixa de fora a área da vida em que é mais flagrante o triunfo da reacção instantânea e primária sobre o pensamento: o comportamento nas redes sociais e nas interacções mediadas pela Internet em geral.

Até o utilíssimo e-mail, com todas as vantagens indiscutíveis que oferece, não deixa, se usado sem cautelas, de ter aspectos negativos, ao dar vazão a comportamentos impulsivos que resultam em conflitos, despedimentos ou cortes/esfriamentos de relações de amizade. O moroso processo de escrever uma carta – sobretudo se fosse redigida à mão e fosse precedida de um rascunho –, de a colocar num sobrescrito e de a levar até um posto de correio podia dar tempo a que se ponderasse a justeza e proporcionalidade da reacção ou a que se apreciasse o outro lado da questão. Já o e-mail favorece a resposta “a quente”, um minuto após a recepção de um e-mail tido por ofensivo (quiçá por ter sido lido precipitadamente). Por outro lado, a facilidade e rapidez com que se podem reenviar e-mails para uma lista de contactos com centenas de pessoas, favorece a propagação de hoaxes e atoardas, que, se se despendesse meio minuto a lê-las, teriam como destino o caixote do lixo.

Tome-se o caso do “poema de despedida” de Gabriel García Márquez: em Maio de 2000, poucos meses depois de o escritor ter sido submetido a um tratamento contra o cancro, surgiu no diário peruano La Republica um poema intitulado “La Marioneta”, que seria, supostamente a despedida do escritor a vida. O poema era de um sentimentalismo açucarado e literariamente indigno do escritor colombiano, mas isso não impediu que fosse amplamente difundido pela Internet e louvado pelos leitores e admiradores de García Márquez. O alarido foi tal que o escritor, embaraçado, se veio forçado a vir a público renegar a sua autoria e censurar brandamente os seus fãs por terem cometido tal equívoco. De pouco serviu: quando García Márquez faleceu efectivamente, em Abril de 2014, o pegajoso “La Marioneta” voltou a inundar milhões de caixas de correio electrónico e com autoria atribuída a “Gabo”. Na verdade, “La Marioneta” foi obra de um ventríloquo mexicano e foi escrito do ponto de vista da sua marioneta

Gabriel García Márquez, em 1983

Mas os problemas causados por e-mails precipitados são irrisórios quando comparados com as reacções destemperadas que se propagam no Facebook e no Twitter e nos comentários nas caixas de comentários dos jornais online. Por vezes é patente que os “comentadores” só leram o título e as primeiras três linhas do post ou do artigo e que, sem mais delongas, se lançam em invectivas, acusações, argumentações irracionais e considerações ad hominem (ver Há turbas de linchamento à solta na Internet). Por vezes estas reacções ganham a forma de uma onda que submerge todo o mundo, mas nada é capaz de concitar a atenção das cibermassas durante muito tempo: bastam dois ou três dias para que o assunto seja esquecido e surja novo pretexto para manifestações de indignação (a indignação é o sentimento-rei das redes (ditas) sociais).

No romance/manifesto Odeio a Internet (ver “Odeio a Internet”: A rede vai salvar-nos ou ser o nosso fim?), Jarret Kobek – uma das suas personagens, para ser mais preciso – defende que a Internet não é neutra e que “todo o dinheiro e toda a tecnologia estão imbuídos da ideologia que os originou” e que os seus criadores são nerds fascinados pelas “tépidas ideias pseudo-filosóficas de Ayn Rand e da ficção científica de porcaria”. Mesmo quem não subscreva esta perspectiva, reconhecerá pelo menos que as tecnologias têm mundividências associadas e que o uso das tecnologias molda os utilizadores – John Culkin, pioneiro nos estudos dos meios de comunicação, intuiu-o em 1967 quando observou “Damos forma às nossas ferramentas e depois elas dão-nos forma a nós”. Em The shallows (publicado em Portugal pela Gradiva como Os superficiais: O que a Internet está a fazer aos nossos cérebros), Nicholas Carr apresenta argumentos persuasivos que comprovam o poder da Internet para moldar o pensamento dos seus utilizadores:

“Quando a carga [cognitiva] ultrapassa a capacidade da nossa mente para armazenar e processar a informação […] nós não somos capazes de reter a informação ou de estabelecer conexões com informação já armazenada na nossa memória a longo prazo. E como a nossa capacidade para manter a atenção também depende da nossa memória de trabalho […], uma elevada carga cognitiva amplifica o grau de distracção que sofremos”.

O uso dominante da Internet favorece o imediatismo, a reacção pavloviana, o pensamento inconsequente, a efemeridade e a amnésia (Carr vê na Internet uma “tecnologia de esquecimento”) e abole a noção de tempo. Enquanto o pirata “clássico” dos séculos XVII-XVIII costumava ser figurado como possuindo apenas um olho (funcional), a maior parte dos cibernautas do século XXI navega apenas com o hemisfério direito do cérebro e a turba de ciber-arruaceiros nem sequer faz uso da parte mais recente e sofisticada dessa metade, pois delega quase tudo no cérebro reptiliano.

“Esquecemo-nos”, escreve Maffei, que o cérebro é uma máquina lenta e este desejo de imitar as máquinas velozes criadas por nós [os computadores] torna-se fonte de angústia e de frustração”.

O super-computador IBM Blue Gene/P, no Argonne National Laboratory, Lemont, EUA, faz parte de uma família de máquinas que costuma liderar o TOP500 de velocidade de computação

O êxtase da velocidade

Em 1995, quando o mundo rodava mais devagar, a Internet ainda gatinhava e as hormonas de Mark Zuckerberg ainda não lhe tinham despertado o interesse por miúdas que o levaria a desenvolver um software para engatar colegas de universidade que depois se converteria no escaparate para as vidas de centenas de milhões de pessoas sequiosas de protagonismo, Milan Kundera escreveu em La lenteur (A lentidão):

“[…] o homem inclinado para a frente na sua motorizada só pode concentrar-se no segundo presente do seu voo; agarra-se a um fragmento do tempo cortado tanto do seu passado como do seu futuro; é arrancado à continuidade do tempo; está fora do tempo; por outras palavras, está num estado de êxtase; nesse estado, nada sabe da sua idade, nada da mulher, nada dos filhos, nada das preocupações e, portanto, não tem medo, porque a fonte do medo está no futuro, e quem se liberta do futuro nada tem a temer […] A velocidade é uma forma de êxtase com que a revolução técnica presenteou o homem. Ao contrário do motociclista, quem corre a pé continua presente no seu corpo, obrigado ininterruptamente a pensar nas suas bolhas, no seu ofegar; quando corre sente o seu peso, a sua idade, mais consciente do que nunca de si próprio e do seu tempo de vida. Tudo muda quando o homem delega a faculdade da velocidade numa máquina: a partir de então, o seu próprio corpo sai do jogo e ele entrega-se a uma velocidade que é incorpórea, imaterial, velocidade pura, velocidade em si mesmo, velocidade êxtase”.

Há hoje, nos meios instruídos, cada vez mais gente disposta a erguer a voz contra a “comida rápida” e os seus malefícios, contrapondo-lhe, em tom entusiástico e modos catequizadores, a “comida lenta”, louvando a sua maior adequação à saúde, à sociabilidade e à preservação do ambiente – Maffei também aborda o tema – mas, infelizmente, parecem ser poucos os preocupados em defender o pensamento lento contra a hegemonia do pensamento rápido.

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