O aumento do número de inscritos nos centros de emprego é comum entre os meses de dezembro e janeiro, fruto da maior oferta de emprego por alturas do Natal. Desde 1989 que a variação média entre os dois meses é de 3,5%, segundo dados do Ministério do Trabalho. Só que, este ano, a subida foi mais expressiva: 5,5%, ou seja, no espaço de um mês, inscreveram-se nos centros de emprego mais 22.105 desempregados.

Em janeiro, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) contabilizava 424.359 pessoas sem emprego, mas disponíveis para trabalhar, um número que não era tão alto desde o final de maio de 2017 (432.274). E face a janeiro de 2020, a subida dos desempregados é de 32,4%.

A tendência crescente começou a notar-se a partir de fevereiro do ano passado e galopou até maio, mês a partir do qual se iniciou o primeiro desconfinamento. A partir daí, e durante o balão de oxigénio que foi o verão, com a reabertura progressiva de setores e negócios antes obrigados a fechar, o desemprego estabilizou e entre setembro e novembro até estava a diminuir. Mas o Ano Novo trouxe más notícias.

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