A Pfizer acredita que a sua vacina contra a Covid-19, criada em parceria com a alemã BioNTech, será aprovada já em meados de dezembro e que a partir desse momento estará em condições de dar início à distribuição. Isso não significa, contudo, que a vacina comece logo a ser administrada às populações. Isso irá depender da concretização do plano de vacinação de cada país. Ainda assim, Paulo Teixeira, diretor-geral da Pfizer Portugal, espera que seja possível começar a vacinar os portugueses logo a partir de janeiro. Uma coisa é certa: enquanto não houver aprovação, não haverá distribuição.

Em entrevista ao Observador, o responsável e a diretora médica da Pfizer Portugal, Susana Marques, dizem que já estão a decorrer conversações com as autoridades portuguesas para se tratar de toda a logística relativamente a esta vacina, que implica um armazenamento a temperaturas inferiores a -70ºC. A distribuição será da responsabilidade da Pfizer, mas cabe às autoridades de saúde definir quais os locais em concreto, o que ainda não aconteceu. Tal como ainda não se estabeleceram os sítios onde a vacina ficará guardada.

Tanto Paulo Teixeira como Susana Marques assumem que foi um risco produzir-se uma vacina que ainda não teve luz verde por parte das autoridades regulamentares — já há 20 milhões de doses produzidas —, mas era a única solução para a conseguir fazer chegar o quanto antes às pessoas. Se tudo correr mal? O prejuízo fica para a empresa, garantem.

A vacina da Pfizer foi criada em oito meses, quando teria demorado entre 10 a 15 anos numa época normal, em parte graças à tecnologia que foi utilizada, o RNA mensageiro. E os resultados não podiam ser mais animadores: 95% de eficácia na população total do estudo, sendo que só nas pessoas com mais de 65 anos a eficácia é superior a 94%, e a vacina parece prevenir casos graves de Covid-19. A imunidade, no entanto, ainda não é certa. Será necessário acompanhar as cerca de 44 mil pessoas que participaram no ensaio clínico e fazer um estudo à população em geral depois de se começar a vacinação em massa.

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