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Os gritos da irmã atraíram Raúl até à casa de banho. Mas quando o rapaz de 12 anos abriu a porta, Valentina já não gritava mais. Dentro da banheira, encharcada em água, estava a ter convulsões e tinha os olhos muito abertos — um “olhar de súplica”. À volta dela, o pai e a madrasta, Sandro e Márcia, agarravam-na pelos braços e davam-lhe bofetadas na cara na tentativa de a reanimar. Estava praticamente nua, apenas com uma t-shirt preta vestida.

O que Raúl viu não era suposto ter visto e Sandro apressou-se a mandá-lo para o seu quarto e a ordenar-lhe que ficasse calado, ameaçando-o que, se abrisse a boca, ficaria sem as irmãs. O rapaz obedeceu, sem poder imaginar que, momentos antes de ter ido à casa de banho, Valentina teria levado uma pancada tão forte na cabeça que lhe provocou uma hemorragia interna e fez com que caísse inconsciente na banheira. E que, antes disso, teria sido violentamente agredida com um chinelo e sufocada pelo próprio pai. Não podia imaginar nada disto até porque, momentos depois, Sandro foi ao seu quarto descansá-lo, dizendo-lhe que a irmã já estava a dormir.

Mas não estava. A manhã passou e, pouco depois do almoço, numa altura em que Sandro e Márcia não estavam em casa, Raúl foi encontrar Valentina deitada no sofá, tapada com um cobertor, a espumar pela boca. Sem poder imaginar o porquê, o rapaz de 12 anos ligou à mãe e pediu-lhe que viesse rapidamente para casa. Poucos minutos depois, Sandro e Márcia chegaram e, nesse momento, aperceberam-se de que Valentina tinha acabado de morrer.

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