Foram e são duas novelas que decorreram em linhas paralelas e cujo último episódio será em transmissão simultânea. A reeleição de Florentino Pérez, este domingo e graças a uma vitória clara perante Enrique Riquelme, significa que José Mourinho vai ser treinador do Real Madrid. Ou seja, também significa que José Mourinho vai deixar o Benfica. Ou seja, também significa que Marco Silva vai ser treinador do Benfica.
Todo o processo começou há menos de um mês, quando Florentino Pérez decidiu convocar eleições antecipadas. O interesse do Real Madrid no regresso de José Mourinho já era conhecido e reconhecido por todos, mas intensificou-se quando se tornou num trunfo eleitoral – confirmado, filmado e emitido para que todos soubessem. Agora, com o presidente dos merengues reeleito, só falta ser oficial.
Do lado do Benfica, Rui Costa limitou-se a esperar. Esperou pela decisão de José Mourinho, esperou pelas eleições do Real Madrid, está à espera do anúncio oficial dos merengues sobre o treinador português. Nos bastidores, escolheu o mais do que previsível Marco Silva – que nem sequer atendeu outra chamada que não a dos encarnados na hora de definir o futuro.
▲ O presidente do Real Madrid foi reeleito este domingo com 65% dos votos
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As eleições, o primeiro adversário em 20 anos e os erros não forçados que deram match point
Foi a 12 de maio e depois de o Barcelona conquistar a La Liga, de Antonio Rüdiger agredir Álvaro Carreras, de Fede Valverde ir parar ao hospital na sequência de uma discussão com Tchouaméni e de Kylian Mbappé aproveitar uma lesão para faltar a jogos para ir de férias com a namorada ou até abdicar de jogar ao perceber que não iria ser titular. A 12 de maio, o Real Madrid estava a arder. E Florentino Pérez decidiu engordar as chamas para as apagar.
Convocou eleições antecipadas, garantiu que seria recandidato, provocou a oposição silenciosa e atirou-se à comunicação social. E não era preciso ser politólogo para perceber o que pretendia: ser reconfirmado e ratificado nas urnas, recuperar a força que tinha conquistado nas eleições do ano passado e garantir que estará à frente do Real Madrid pelo menos até 2030. Ou seja, que terá mais quatro anos para perseguir a 16.ª Liga dos Campeões, para concluir o projeto de remodelação do Bernabéu e para vender parte do clube (5%).
Logo no dia da longa conferência de imprensa, onde falou durante mais de uma hora e motivou editoriais de resposta do jornal ABC, que mencionou diretamente, Florentino Pérez pediu oposição – algo que não tinha desde a primeira encarnação enquanto presidente dos merengues, já que sucedeu a Ramón Calderón em 2009 e foi reeleito como candidato único em 2013, 2017, 2021 e 2025. “Esse senhor que fala com as empresas da energia e que tem sotaque sul-americano, que se apresente. Sotaque sul-americano. Que se apresente, esse senhor de que falamos e todos os que o querem”, disse.
E apresentou-se. Enrique Riquelme, empresário espanhol de 37 anos que já tinha surgido com alguma vaga de fundo nas últimas duas eleições, não demorou a responder ao repto de Florentino Pérez. Atual presidente executivo da Cox Energy, empresa espanhola que fundou em 2014 e que se dedica às energias renováveis, particularmente à solar fotovoltaica, com projetos no México, Chile, Panamá, Colômbia, Espanha e também Portugal, rapidamente apresentou a garantia financeira de 15% do orçamento do Real Madrid (ou seja, uma garantia equivalente a 187 milhões de euros), a condição sine qua non para ser candidato à presidência dos merengues, e declarou-se o líder da oposição ao incumbente.
Ao longo das semanas de campanha, Enrique Riquelme mostrou-se essencialmente preocupado com a situação financeira do Real Madrid, garantindo que estaria sempre contra a ideia já abordada por Florentino Pérez que passa por vender parte do clube e torná-lo numa SAD com investidores externos. Para Riquelme e com Riquelme, o Real Madrid seria sempre dos sócios. E para que isso fosse viável seria necessário construir uma estrutura hiper profissional, sem compadrios ou favores, com os melhores de cada área a trabalhar em conjunto para criar o melhor futuro para os merengues.
“O Real Madrid tem de ter um diretor desportivo. Tem de ter um plano profissional, mas não apenas na equipa principal, também na formação. Não pode acontecer-nos faltarem jogadores que saem da nossa cantera para outros clubes de Espanha, sendo que depois acabamos por competir diretamente com alguns. Temos de melhorar a profissionalização da formação e da subida à equipa principal. O Real Madrid tem de voltar a ter os seus valores, que por sorte não se perderam, mas estão a desgastar-se cada vez mais. Todos os que estão neste projeto estão muito preocupados com a recuperação desses valores”, referiu.
▲ Enrique Riquelme foi o primeiro adversário de Florentino Pérez desde 2009
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A candidatura de Enrique Riquelme, até pela proximidade geográfica e a organização semelhante dos clubes, recordava nesse ponto a de André Villas-Boas contra Jorge Nuno Pinto da Costa, as de João Noronha Lopes e João Diogo Manteigas contra Rui Costa ou até de Frederico Varandas, embora num contexto diferente. Ou seja, recordava uma espécie de novo contra o antigo, de novidade contra o status quo, de modernização contra o hábito. Mas Enrique Riquelme não demorou a mostrar que até podia ser novo, ter novidades e trazer a modernização, mas faltava-lhe credibilidade.
Nos últimos dias, no que pareceu ser apenas um esforço final e desesperado de quem já tinha percebido que iria perder as eleições, Enrique Riquelme desdobrou-se em promessas: anunciou que, se fosse eleito, já tinha acordo com o Manchester City para contratar Erling Haaland e já tinha um compromisso com Jürgen Klopp para que o alemão fosse o próximo treinador do Real Madrid, rejeitando sempre a opção José Mourinho. Tanto Haaland como Klopp negaram os acordos, com o City a ponderar até abrir ações legais contra o empresário espanhol, e Riquelme passou de solução a desilusão.
Quanto a Florentino Pérez, limitou-se a fazer o que faz melhor: prometer e cumprir. Com quase duas décadas de liderança onde os sucessos superam em larga escala os insucessos, anunciou as contratações de Denzel Dumfries ao Inter e Ibrahima Konaté ao Liverpool, que vão efetivamente acontecer, e alimentou esperanças sobre um eventual investimento de 150 milhões de euros que ainda está por definir. Pelo meio, como fio condutor para tudo, manteve a aposta definitiva em José Mourinho – que apareceu num vídeo alegadamente gerado por inteligência artificial no final da semana passada, vestido com a camisola dos merengues, e voltou a aparecer novamente em vídeo já este domingo e nos ecrãs da sede de candidatura.
No fim, sem surpresas, Florentino Pérez foi reeleito. Ganhou em todas as mesas de voto e em todas as faixas etárias, amealhando 65% dos votos e assegurando que vai continuar à frente do Real Madrid até 2030. No curto discurso de vitória, sem mencionar o adversário e ainda sem resultados oficiais, deixou garantias, objetivos e linhas de pensamento – e vincou que quer ouvir a agora visível oposição.
“Vamos continuar a trabalhar, vamos continuar a estar orgulhosos do Bernabéu, de uma das melhores equipas do mundo e um dos melhores treinadores do mundo, como é José Mourinho. Não tenham dúvidas: o Real Madrid vai continuar a ser dos sócios. Demonstraram ao mundo o que é o madridismo. Quero agradecer a todos os que participaram nesta jornada eleitoral. Demonstrámos responsabilidade e um grande sentido de dever. Trabalhei pela unidade institucional e devemos estar unidos. Quero continuar a construir um clube que continua a estar no topo dos rankings de reputação internacional. Vamos continuar a lutar para conseguir a 16.ª Liga dos Campeões. Quero ainda dirigir-me aos sócios que não votaram em mim: vou atender as todas as explicações e indicações. Temos uma grande sensibilidade para ouvir todos os problemas. Vamos estar muito mais próximos dos nossos sócios. Vamos continuar a assistir a noites mágicas no Bernabéu e ainda temos muita história para fazer juntos”, sublinhou.
O futuro tem Mourinho, pode ter Pepe e sonha com um “senhor 150 milhões” que ninguém sabe quem é
Reeleito a 7 de junho e mesmo na antecâmara do início do Campeonato do Mundo, Florentino Pérez sabe que tem agora uma espécie de bolha de oxigénio para oficializar José Mourinho, atacar o mercado de transferências e preparar uma temporada que terá de ser obrigatoriamente melhor do que a anterior. Com Denzel Dumfries e Ibrahima Konaté presos por detalhes, a entrada em funções do treinador português vai servir como o pontapé de saída para a próxima época.
▲ Pepe foi treinado por José Mourinho no Real Madrid. Agora, pode vir a ser adjunto do treinador nos merengues
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E Florentino Pérez já deixou bem claro o que espera de José Mourinho. Ainda em maio, antes de confirmar que o português seria o seu treinador, o presidente do Real Madrid lembrou a primeira passagem do técnico pelos merengues – e o impacto que teve não só na altura como no futuro do clube. “Gosto de todos os treinadores que passaram por cá. O Mourinho esteve connosco e elevou a nossa competitividade. A partir dele ganhámos seis Ligas dos Campeões em dez anos”, começou por dizer.
“É um grande treinador. Conheço-o e ele conhece o Real Madrid, conhece os jogadores. Com ele chegámos a três meias-finais da Liga dos Campeões e, por várias razões, não nos qualificámos para a final. Mas instalou em nós uma competitividade tremenda, tenho de o dizer”, acrescentou, deixando claro que queria começar uma nova década de hegemonia europeia com José Mourinho.
Depois do falhanço da aposta de Xabi Alonso e do remendo com Álvaro Arbeloa, Florentino Pérez quer oferecer ao balneário um verdadeiro líder – e alguém que consiga garantir que a próxima temporada não terá discussões com agressões físicas, uma equipa dividida entre dois blocos ou até os problemas recorrentes com Kylian Mbappé. De forma natural, o avançado francês será um dos dossiês mais prementes do treinador português, que conta com um dos melhores jogadores do mundo que é também um elemento disruptivo fora de campo e tantas vezes um peixe fora de água dentro dele.
Para além disso, segundo a comunicação social espanhola, Florentino Pérez pretende juntar um outro regresso ao de José Mourinho. Se Enrique Riquelme contava com Raúl como diretor desportivo e Iker Casillas e Fernando Hierro na estrutura – curiosamente, três antigos jogadores que saíram do Real Madrid com alguma animosidade em relação à presidência –, o agora presidente reeleito quer levar Pepe para a equipa técnica. Ainda este domingo, o jornalista Ramón Álvarez de Mon garantiu que o antigo central está na calha para ser adjunto de José Mourinho, regressando aos merengues que representou durante uma década, tendo sido treinado pelo português.
No que diz respeito ao mercado de transferências, permanece a dúvida: quem é o “senhor 150 milhões”? Durante a campanha eleitoral, Florentino Pérez garantiu que o Real Madrid estava pronto para realizar o maior investimento de sempre, oferecendo 150 milhões de euros por um verdadeiro galáctico e superando os inéditos 127 milhões pagos ao B. Dortmund para levar Jude Bellingham. “Não é o Haaland, não é o Olise, não é o Doku”, chegou a dizer, atirando as apostas para Vitinha ou João Neves.
Ainda assim, o jornal Marca garante mesmo que o eleito do presidente do Real Madrid é Michael Olise, internacional francês do Bayern Munique que marcou 22 golos e fez 27 assistências esta temporada. Do lado dos alemães, porém, a porta está fechada. “Se o Florentino quer enviar uma proposta pelo Olise, algo que ainda não aconteceu, pode poupar-se ao trabalho. O Michael Olise é jogador do Bayern, tem um contrato de longo prazo e nós não somos um clube vendedor”, disse Herbert Hainer, presidente dos bávaros, em declarações ao jornal Bild.
Seja Michael Olise ou outro qualquer, Florentino Pérez quer oferecer a José Mourinho uma nova geração de galácticos, reconquistar a La Liga e correr atrás da 16.º Liga dos Campeões. Pelo meio, nos gabinetes, permanece o objetivo de vender parte do Real Madrid a um investidor externo, ainda que garantindo a supremacia dos sócios, e uma leve mas aparente aproximação à UEFA no pós-Superliga Europeia – principalmente para tentar que o Barcelona seja condenado nas altas instâncias pelo Caso Negreira, o escândalo de arbitragem associado aos catalães que rebentou no início de 2023.
▲ Michael Olise, avançado francês do Bayern Munique, é o possível alvo multimilionário de Florentino Pérez
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O Benfica esperou, esperou e esperou. E teve a sorte de Marco Silva não ouvir mais ninguém
No meio da novela do Real Madrid, o Benfica ficou à espera. Passaram os tão famosos dez dias após o fim da temporada, período em que tanto o clube como José Mourinho poderiam decidir continuar juntos ou separados, e entrou em vigor a cláusula de rescisão – os 15 milhões de euros da cláusula de rescisão. Florentino Pérez falou no treinador português, anunciou o treinador português, usou a imagem do treinador português. Do lado do Benfica, sobre o mesmo treinador português com quem ainda tinha contrato, silêncio.
Desde o fim da temporada – ou seja, desde que o Benfica apresentou a José Mourinho uma proposta de renovação que nunca teve resposta –, Rui Costa só abordou o tema uma única vez. Foi a 18 de maio, logo após a final da Taça de Portugal feminina que as encarnadas conquistaram frente ao FC Porto no Jamor, e a declaração envelheceu mal. Ou, pelo menos, envelheceu sem se concretizar.
Benfica confirma que Mourinho sai por 15 milhões se Florentino Pérez vencer eleições do Real Madrid
“José Mourinho é o treinador do Benfica até prova em contrário. Cabe a Mourinho decidir, como ele transmitiu. Quanto a tudo o resto, irei falar esta semana aos sócios do Benfica para fazer o balanço do que foi esta época. Falarei sobre esse balanço esta semana”, prometeu. Mas Enrique Riquelme candidatou-se, as eleições do Real Madrid só aconteceram este domingo, José Mourinho ainda não saiu oficialmente. E Rui Costa continua sem dar quaisquer explicações aos sócios.
Nos bastidores, porém, foi ficando cada vez mais óbvio que era preciso encontrar um sucessor para José Mourinho – principalmente a partir do momento em que o Torreense venceu o Sporting na final da Taça de Portugal e conquistou uma vaga de apuramento direto para a Liga Europa, deixando o Benfica obrigado a disputar as pré-eliminatórias da competição já no final de julho. Ainda sem a rescisão de Mourinho, ainda sem os 15 milhões do Real Madrid, ainda sem treinador, os encarnados já tinham de começar a pensar numa temporada que começa imediatamente após o final do Campeonato do Mundo.
De forma quase obrigatória, o Benfica perguntou por Ruben Amorim. O treinador português afastou a hipótese numa primeira tentativa e, ao segundo ensaio, deixou claro que quer continuar a carreira no estrangeiro e não pretende voltar a Portugal tão cedo – algo que teve de reiterar através de um comunicado e quando os rumores se intensificaram e chegaram a indicar que teria feito exigências que os encarnados não queriam cumprir. Ultrapassada a primeira e inevitável opção, o Benfica seguiu para a segunda.
Há vários anos que, entre a saída de Jorge Jesus, a entrada de Roger Schmidt e a segunda saída de Bruno Lage, Marco Silva é o eterno prometido do Benfica. No Fulham desde 2021, adorado pelo clube de Londres e com um vasto percurso em Inglaterra que também passou por Hull City, Watford e Everton, o treinador português é um conhecido benfiquista que deu total prioridade à possibilidade de regressar a Portugal através do Estádio da Luz, no cumprir de um objetivo que esteve perto de acontecer em 2015.
▲ Marco Silva não ouviu qualquer outra proposta que não a do Benfica
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O Fulham tentou trancar Marco Silva, apresentando uma proposta de renovação milionária que o colocaria ao nível de alguns dos treinadores mais bem pagos da Premier League. Ainda assim, o treinador de 48 anos recusou, deslocando-se pessoalmente a Londres para explicar aos responsáveis do clube inglês que queria aceitar um desafio, e a saída foi oficializada no início da semana passada e com direito a uma carta aberta do português. Livre, Marco Silva assinou pelo Benfica. Mas continua à espera.
Depois de José Mourinho ter aparecido num vídeo de campanha de Florentino Pérez com a camisola do Real Madrid vestida, ainda que o treinador tenha garantido que se tratava de inteligência artificial, o Benfica comunicou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que os merengues tinham a intenção de, em cenário de vitória de um candidato específico, acionar a cláusula de rescisão do português e consequentemente pagar 15 milhões de euros. Ou seja, ficou a ideia de que o Benfica só se posicionou pública, oficial e institucionalmente quando absolutamente obrigado pelas ações de Florentino Pérez.
Na mesma ótica, o Benfica continua à espera que as eleições do Real Madrid tenham consequências. No momento em que os merengues acionem a cláusula de rescisão de José Mourinho, os encarnados anunciam a saída do treinador e a chegada de Marco Silva – que dificilmente esperaria por outro clube como esperou pelo Benfica, já que nem sequer ouviu outra proposta que não a apresentada por Rui Costa.
O treinador de 48 anos, que orientou o Sporting em 2014/15 e na antecâmara da chegada de Jorge Jesus pela mão de Bruno de Carvalho, conquistando ainda uma Taça de Portugal, vai auferir algo como cinco milhões de euros por temporada – um valor semelhante ao que José Mourinho ganhava esta época, inferior ao que foi proposto para a renovação e muito superior aos salários de Rui Borges ou Francesco Farioli, por exemplo. Ao contrário do que chegou a ser avançado, o acordo entre o Benfica e Marco Silva nunca esteve para cair e o treinador português nunca fez exigências que os encarnados não estivessem preparados para cumprir. Ainda assim, podiam existir diferendos no imediato. E foi isso que foi discutido nesse “impasse”.
O treinador português conhece Mário Branco, atual diretor-geral de futebol do Benfica, desde os tempos do Estoril e quando este era diretor desportivo dos estorilistas. Dão-se bem, trabalham bem juntos e não precisam de grandes conversas para chegar à mesma conclusão – o que pode facilitar as movimentações dos encarnados no mercado de transferências, mas não significa automaticamente que o técnico tenha toda a influência que pretende.
Habituado a ter a palavra final e decisiva quanto às contratações do Fulham nos últimos anos, Marco Silva vai querer obter o mesmo peso definitivo na Luz. Nos últimos dias, já surgiram notícias que dão conta de que o português quer trazer Harry Wilson e Jorge Cuenca para o Benfica, extremo galês e central espanhol dos londrinos, mas a ideia de voltar a ter um treinador como dono e senhor de um projeto, como parecia acontecer com José Mourinho, pode não agradar por completo a Rui Costa.